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Quais Profissões Trabalham em Altura e Precisam de NR35?

12 de Maio de 2026

Foto: Divulgação

O trabalho em altura faz parte do dia a dia de muitos profissionais no Brasil. Ele envolve riscos que podem ser fatais, mas também pode oferecer oportunidades de carreira para trabalhadores que buscam crescimento profissional e salários diferenciados. A Norma Regulamentadora 35 (NR35) é referência quando se trata de segurança para a realização de atividades acima de dois metros do nível do piso, onde há risco de queda.

É fundamental saber: quem realiza serviços em altura precisa estar preparado, com treinamento adequado, equipamentos corretos e atitudes conscientes. Este artigo detalha como funciona a segurança, quais profissionais têm essa responsabilidade, e por que o conhecimento sobre a NR35 pode salvar vidas.

O que é a NR35 e por que ela existe?

A NR35 foi criada como resposta a um cenário preocupante de acidentes de trabalho no Brasil. De acordo com dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego, o país registrou 806.011 acidentes de trabalho em 2025, dos quais 3.644 resultaram em morte. Muitos casos envolvem quedas e poderiam ser evitados com medidas práticas de segurança.

A NR35 estabelece as condições mínimas e os requisitos para proteger o trabalhador em altura, prevenindo quedas e acidentes graves. Ela exige planejamento, organização e execução do serviço em altura com segurança, abrangendo técnicas, equipamentos e atitudes.

Entre suas exigências principais, estão:

  • Treinamento teórico e prático de no mínimo 8 horas

  • Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) específicos para cada situação

  • Análise detalhada de riscos antes do início da tarefa

  • Planejamento do resgate e emergência

  • Supervisão constante por profissional habilitado

A NR35 não trata a segurança como burocracia. Ela deve ser vista como uma prática indispensável na estratégia de gestão de riscos nas empresas.

Quem deve seguir a NR35? Profissões que trabalham em altura

Nem todos os cargos exigem que o profissional atue a mais de dois metros do solo. Por outro lado, existem muitos setores onde o trabalho é praticamente impossível de ser realizado do chão. A seguir, estão os principais exemplos.

1. Eletricistas de redes e postes

Esses profissionais são responsáveis por manutenções, instalações e inspeções em redes elétricas aéreas urbanas ou rurais. Estão frequentemente em escadarias, postes, torres de transmissão e fachadas de edifícios.

O risco é grande, já que, além da altura, há exposição à eletricidade, variações de clima e interferências externas, como trânsito e vegetação. O eletricista precisa dominar as técnicas de ancoragem, isolamento e sinalização.

2. Instaladores de painéis solares

Com o crescimento da energia solar residencial e industrial, surgiram milhares de vagas para técnicos que instalam placas em telhados, fachadas, galpões e condomínios.

Instalar painéis no telhado expõe o trabalhador ao risco de despencar, especialmente quando a cobertura é inclinada ou escorregadia. Combinar sistemas de segurança adequados e capacitação correta é fundamental para evitar quedas.

3. Técnicos de telecomunicações

Trabalhadores de empresas de internet, telefonia e TV a cabo sobem em postes para instalar cabos, caixas e equipamentos. Também são frequentes os acessos a torres de transmissão e antenas.

A NR35 determina que este profissional nunca trabalhe sozinho e que adote EPIs completos, além de manter comunicação constante com supervisor.

4. Limpadores de fachada

Arranha-céus, shoppings, hospitais e grandes edifícios exigem limpeza especializada em vidro, alumínio ou cerâmica em pontos de difícil acesso.

Limpadores de fachada trabalham em balancins, plataformas, andaimes suspensos ou por meio de técnicas de alpinismo industrial, sempre com equipamentos para evitar quedas.

5. Bombeiros civis e brigadistas

Os profissionais de combate a incêndio, resgate e primeiros socorros frequentemente precisam atuar no alto de prédios, telhados e estruturas perigosas.

Nestes casos, além da NR35, aplicam-se regras de emergência e salvamento, e os treinamentos precisam ser frequentes e multidisciplinares.

6. Profissionais da construção civil

Pedreiros, pintores, gesseiros, montadores de estruturas metálicas, carpinteiros e operadores de guindaste são apenas alguns exemplos de funções que podem ser exercidas em andaimes, telhados ou plataformas elevadas.

Na construção civil, a segurança no trabalho em altura é a principal causa de preocupação nas obras, por isso, todos os envolvidos são treinados desde o primeiro contato com altura.

7. Montadores de estruturas metálicas

Montadores de galpões, passarelas, telhados industriais e outras estruturas metálicas frequentemente estão a vários metros acima do solo. A montagem e manutenção dessas estruturas exige EPIs específicos e técnicas de movimentação segura.

Outros exemplos

Limpeza industrial, manutenção predial, pintores de grande porte, fotógrafos de eventos esportivos em estádios, operadores de silos e profissionais de eventos que montam estruturas cenográficas também precisam seguir a NR35.

Não é a profissão, mas a situação do trabalho que determina a obrigatoriedade da NR35.

Como funciona o planejamento do trabalho em altura segundo a NR35?

Ignorar procedimentos de segurança pode custar caro. Por isso, toda atividade acima de dois metros do nível inferior, com risco de queda, precisa seguir etapas detalhadas:

  • Análise preliminar de risco: Cada local e função apresenta riscos próprios. Antes de começar, realiza-se um estudo para identificar perigos, considerando fatores climáticos, proximidade de redes elétricas, resistência das estruturas, trânsito de pessoas e veículos e acesso ao local.

  • Planejamento técnico: Envolve a elaboração de procedimentos operacionais, desenho de rotas de acesso, posicionamento dos pontos de ancoragem e escolha dos equipamentos. Tudo precisa ter o aval de profissional habilitado, com ART assinada.

  • Permissão de trabalho (PT): Documento físico ou digital que autoriza o início da tarefa, informando quem fará o trabalho, quanto tempo irá durar e quem será o supervisor.

  • Plano de emergência e salvamento: E se houver um acidente? Como será feito o resgate? O plano deve prever todos os cenários possíveis, definir responsáveis, equipamentos e rotas de evacuação.

  • Supervisão permanente: Nenhum serviço em altura deve ocorrer sem supervisão direta de alguém treinado e com experiência.

Cada etapa serve para evitar que improvisos acabem mal. Trabalho seguro é sempre trabalho planejado.

Equipamentos obrigatórios para cada profissão em altura

Toda atividade de risco exige Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) específicos. No caso do trabalho em altura, a NR35 é bastante clara sobre as exigências.

  • Cinto paraquedista: Equipamento básico para todo profissional que trabalha acima de dois metros. Distribui as forças sobre o corpo em caso de queda, evitando sequelas graves.

  • Linha de vida horizontal e vertical: Cabos de aço fixados em estruturas sólidas, que servem de ponto de fixação para o cinto e para o trava-quedas.

  • Sistema de ancoragem: Estruturas projetadas para receber os dispositivos de segurança. Podem ser fixos ou provisórios, mas sempre devem ser certificados e instalados conforme orientação técnica.

  • Trava-quedas: Dispositivo acoplado ao talabarte ou à linha de vida, que bloqueia a descida em caso de queda súbita.

  • Talabarte de segurança: Elemento de ligação entre o cinto, trava-quedas e linhas de vida. Existem modelos simples, ajustáveis e com absorvedor de energia.

  • Capacete com jugular: Diferente do capacete padrão, este modelo tem fita que prende sob o queixo, evitando que saia da cabeça durante o serviço.

  • Calçados de segurança: Botinas com solado antiderrapante, absorção de impacto e resistência elétrica, ideais, por exemplo, para eletricistas. Vale destacar as botas Marluvas, reconhecidas no mercado justamente pela durabilidade e proteção oferecidas.

A escolha dos EPIs não pode ser feita por tentativa e erro, nem improvisada. Precisa de orientação técnica, conhecimento do ambiente e análise das condições de uso. Todo item deve ser certificado pelo Inmetro e inspecionado antes do uso.

Parceria e indicação de equipamentos: MA Consultoria e Marluvas

A MA Consultoria e Treinamentos busca garantir a segurança total. Uma das iniciativas é a parceria com a fabricante Marluvas, referência nacional em calçados para profissionais de trabalho em altura e áreas de risco. O destaque vai para as características técnicas dessas botinas:

  • Solado antiderrapante, para proteger em superfícies molhadas ou inclinadas

  • Absorção de impacto na sola e no salto

  • Alta resistência à eletricidade, ideal para eletricistas

  • Conforto no uso prolongado, prevenindo lesões por esforço repetitivo

A escolha do fabricante faz diferença direta na proteção do trabalhador e reduz a chance de acidentes graves por falha de equipamento.

A importância dos treinamentos práticos e teóricos de NR35

Para atuar em altura, não basta apenas vestir o EPI. O treinamento é obrigatório e previsto em lei, com carga horária mínima de 8 horas, abrangendo conteúdos teóricos e práticos.

O treinamento de NR35, conduzido por instrutores com proficiência e responsabilidade técnica habilitada, deve abranger os seguintes tópicos:

  • Legislação e normas aplicáveis

  • Análise e controle de riscos

  • Condições impeditivas para o trabalho (vento, chuva, instabilidade)

  • Uso correto, inspeção e manutenção dos EPIs

  • Técnicas para movimentação e resgate de vítimas

O treinamento não pode ser apenas formalidade. Deve ser renovado periodicamente e sempre ajustado ao contexto de cada empresa ou obra. A MA Consultoria e Treinamentos, com centros em Belo Horizonte, São Paulo e outras cidades, oferece cursos presenciais, com simuladores reais, e também formações online detalhadas. O objetivo não é vender o certificado, mas sim formar profissionais capazes de atuar com segurança e responsabilidade.

O treinamento de NR35 não se resume ao EPI: ensina a tomar decisões frente ao risco!

Gestão de riscos: ir além da obrigatoriedade

Muitas empresas enxergam a norma apenas como custo ou burocracia, quando, na verdade, o investimento em segurança gera ganhos reais:

  • Redução de afastamentos: Dados do Ministério do Trabalho mostram que, em 2024, 61,07% dos 724.228 acidentes resultaram em afastamentos de até 15 dias, impactando a produtividade segundo estes números.

  • Evita processos e multas: Empresas que negligenciam a NR35 podem arcar com multas pesadas e até processos criminais, em caso de acidentes fatais.

  • Aumenta a confiança do profissional: Trabalhar sabendo que existe um plano, EPI de qualidade e resgate garantido diminui o medo e eleva o rendimento da equipe.

  • Valorização da empresa: Um ambiente que preza pela vida atrai talentos e contratos de maior valor, melhorando a imagem no mercado.

Implantar a NR35 não é gasto, é investimento na vida. Empresas que atuam de forma responsável tendem a ter equipes fidelizadas e crescimento sustentável.

Indicadores: o cenário brasileiro de acidentes de trabalho em altura

O cenário exige atenção. Nos últimos anos, segundo pesquisas do Ministério do Trabalho e Emprego, o número de acidentes vem crescendo: 12,63% de aumento entre 2021 e 2022, 11,91% de 2022 para 2023, 11,16% de 2023 para 2024 e 8,98% de aumento no primeiro semestre de 2025, na comparação com 2024. O setor de transporte, construção e manutenção predial lideram as estatísticas.

Em 2024, observou-se ainda que 53% das vítimas dos 787.400 acidentes foram pessoas negras, evidenciando desigualdade e necessidade de políticas de proteção como mostram estes dados oficiais.

Esses números mostram que a prevenção deve ser rotina, não exceção.

Onde encontrar o melhor treinamento de NR35?

A escolha do centro de treinamento faz diferença direta no preparo do trabalhador. A MA Consultoria e Treinamentos é referência nacional, unindo teoria, prática e exigência rigorosa ao longo de seus cursos presenciais e online.

  • Instrutores experientes e reconhecidos, com certificação e atuação prática no mercado

  • Cursos atualizados conforme legislação mais recente

  • Uso de simuladores, equipamentos de última geração e parceria com marcas reconhecidas

  • Certificado imediato, aceito por grandes empresas de todo o Brasil

Não se trata simplesmente de assistir uma aula ou preencher uma lista de presença. O diferencial está em formar o profissional para identificar riscos, reagir a emergências e aplicar soluções eficazes em cada cenário.

O profissional bem treinado volta para casa seguro todos os dias e ajuda a construir ambientes verdadeiramente protegidos.

Conclusão: investir em prevenção é preservar vidas

O trabalho em altura vai muito além de subir em andaimes, postes ou telhados. Ele se baseia em escolhas detalhadas e procedimentos diários que fazem a diferença entre segurança e risco. Seguir as orientações da NR35, escolher equipamentos de qualidade como os da Marluvas e buscar treinamentos com referência nacional, a exemplo da MA Consultoria e Treinamentos, é o melhor caminho para ter equipes prontas para encarar qualquer desafio sem abrir mão da saúde e da integridade.

Se a sua empresa ou equipe precisa atuar em altura, busque formação verdadeira. A MA Consultoria e Treinamentos está pronta para apoiar empresas e profissionais em todo o Brasil, com metodologias práticas e instrutores especialistas em ambiente real de trabalho. Garanta a segurança do seu time hoje mesmo, entre em contato, agende seu curso ou conheça nossos treinamentos online e presenciais.

Perguntas frequentes sobre trabalho em altura e NR35

O que é trabalho em altura?

Trabalho em altura é toda atividade realizada acima de dois metros do nível do piso, onde haja risco de queda. Inclui tarefas em telhados, andaimes, postes, plataformas e estruturas elevadas, exigindo procedimentos e equipamentos especiais para proteger trabalhadores e evitar acidentes graves.

Quais profissões exigem NR35?

Profissionais como eletricistas de redes aéreas, instaladores de painéis solares, técnicos de telecomunicações, limpadores de fachada, bombeiros civis, brigadistas, montadores de estruturas metálicas e trabalhadores da construção civil precisam de treinamento NR35. Além deles, qualquer trabalhador que exerça tarefas acima de dois metros do nível inferior está sujeito à aplicação da norma.

Como tirar certificado NR35?

Para obter o certificado de NR35, é necessário realizar um treinamento com carga mínima de 8 horas, incluindo parte teórica e prática. O curso deve ser ministrado por instrutor com proficiência na área de segurança do trabalho e responsabilidade técnica habilitada. Após aprovação no conteúdo, o participante recebe o certificado, que tem validade determinada pela empresa, mas recomenda-se atualização periódica de acordo com as mudanças legislativas e necessidades do ambiente.

Quanto ganha quem trabalha em altura?

Os salários variam de acordo com o setor, experiência e região. Técnicos iniciantes podem receber a partir de R$ 2.000 mensais, enquanto profissionais especializados, como eletricistas de redes, instaladores solares e supervisores de grandes obras, podem chegar a R$ 7.000 ou mais. O diferencial está na qualificação, capacitação e exposição a riscos, o que valoriza ainda mais os profissionais certificados pela NR35.

Quais os riscos de trabalhar em altura?

Os principais riscos de trabalhar em altura são quedas, choques elétricos, impactos com objetos, escorregões, lesões musculares e acidentes ocasionados por falhas em EPIs ou estruturas. Para reduzir esses riscos, é fundamental seguir a NR35, realizar análises de risco, ter EPIs em bom estado e garantir treinamentos constantes. A prevenção salva vidas e evita afastamentos e processos judiciais.

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