Problema afeta milhões de brasileiros e pode ser um importante alerta para doenças cardiovasculares silenciosas, segundo especialista.
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| Foto: Divulgação |
A disfunção erétil, ainda tratada por muitos homens como tabu, pode ser um importante sinal de alerta para doenças cardiovasculares silenciosas. Segundo especialistas, a dificuldade persistente de manter ou obter ereção satisfatória pode anteceder em até três anos eventos graves como infarto e AVC.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 50% dos homens acima dos 40 anos apresentam algum grau de disfunção erétil. Outro levantamento da entidade aponta que milhões de brasileiros convivem com o problema, muitas vezes sem procurar ajuda médica.
Para o urologista Rodolfo Favaretto, o problema vai muito além da vida sexual e deve ser encarado como um possível marcador precoce de doenças vasculares. "A ereção depende diretamente de um bom fluxo sanguíneo. Os vasos do órgão sexual masculino são mais finos do que os do coração. Por isso, muitas vezes os sinais aparecem primeiro na função erétil e só anos depois surgem problemas mais graves, como infarto ou AVC", explica o médico.
Estudos apontam que a disfunção erétil está diretamente associada a fatores como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e tabagismo — exatamente os mesmos fatores de risco para doenças cardiovasculares.
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Segundo o especialista, muitos homens acabam recorrendo a medicamentos por conta própria sem investigar a verdadeira causa do problema, atrasando diagnósticos importantes. "Muitas vezes o paciente acha que é apenas cansaço ou estresse e tenta resolver sozinho. Mas a disfunção erétil pode ser um pedido de socorro do organismo. O homem precisa entender que procurar ajuda médica é um cuidado com a saúde como um todo", afirma Dr. Rodolfo Favaretto.
O médico destaca ainda que mudanças simples no estilo de vida podem melhorar significativamente o quadro em muitos pacientes, principalmente quando o diagnóstico é feito precocemente. "A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso, redução do consumo de álcool e abandono do cigarro ajudam não só na saúde cardiovascular, mas também na melhora da função sexual. Em muitos casos, o corpo responde muito bem quando o paciente muda os hábitos", ressalta.
Além do impacto físico, a disfunção erétil também pode afetar autoestima, relacionamentos e saúde emocional, tornando ainda mais importante o acompanhamento médico especializado. Especialistas reforçam que o preconceito e a vergonha ainda fazem muitos homens demorarem para buscar atendimento, o que pode agravar tanto o quadro sexual quanto problemas cardiovasculares já existentes de forma silenciosa.