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Tumores de esôfago: cirurgia robótica revoluciona tratamento

23 de Março de 2026

Precisão e recuperação acelerada são destaques para procedimento indicado tanto para casos de tumores malignos e benignos

Médico cirurgião esclarece dúvidas e alerta para os fatores de risco
Créditos: Eduardo de Barros Correia

O câncer de esôfago e os tumores que afetam a musculatura esofágica, estrutura muscular que liga a boca ao estômago representam desafios significativos para a medicina moderna, principalmente por anatomicamente ocupar 3 regiões diferentes, região cervical, torácica e abdominal, além de fazer limite com estruturas nobres do trato respiratório e vascular. Felizmente o avanço das técnicas minimamente invasivas, especialmente a cirurgia robótica, tem transformado o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.  

O Dr. Eduardo de Barros Correia (CRM 119348 / RQE 34778), cirurgião geral certificado pela Associação Médica Brasileira e Colégio Brasileiro de Cirurgiões em cirurgia robótica do Grupo São Lucas, destaca como a tecnologia aliada à precisão cirúrgica permite intervenções complexas com menor trauma ao organismo e acesso preciso. 

Um tumor de esôfago caracteriza-se pelo crescimento anormal de células na parede do órgão. Embora existam tipos malignos agressivos, como o carcinoma e o adenocarcinoma, tumores benignos como o leiomioma, que nasce na camada muscular, também podem exigir intervenções complexas devido ao seu tamanho e aos sintomas compressivos que causam. 

A atenção aos sintomas é crucial para o diagnóstico precoce. O principal sinal é a disfagia, que é a dificuldade progressiva de engolir, começando com alimentos sólidos e evoluindo para líquidos. Outros sintomas incluem perda de peso sem motivo aparente, dor ao engolir e anemia. 

"O paciente deve estar atento e procurar avaliação médica ao apresentar dificuldade persistente para engolir ou sintomas de refluxo de longa data que apresentem piora recente, especialmente se houver histórico de tabagismo ou obesidade", alerta o especialista. 

Entre os principais fatores de risco estão o consumo crônico de álcool, o tabagismo, a obesidade e a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica. 

O Papel da Tecnologia Robótica 

Para casos em que a cirurgia é indicada, a via robótica oferece vantagens superiores à cirurgia aberta tradicional. Segundo o Dr. Eduardo, a técnica robótica mantém todos os princípios de segurança oncológica, mas com benefícios claros na recuperação. 

"A cirurgia robótica proporciona uma visão tridimensional ampliada e maior precisão nos movimentos. Isso resulta em menor perda de sangue, menos dor após a operação e um tempo de internação reduzido, permitindo que o paciente retorne mais rápido às suas atividades habituais", explica o cirurgião. 

Um caso recente acompanhado pelo médico e operado no Hospital São Lucas ilustra o potencial da técnica. Uma paciente jovem apresentava um leiomioma, tumor benigno de músculo, de grandes proporções na transição entre o tórax e o abdômen. Apesar de não ser câncer, o tumor causava uma obstrução que impedia a alimentação adequada e trazia riscos de sangramento. A equipe optou pela esofagectomia de IvorLewis por via robótica.  

“Graças à precisão do robô, a paciente teve uma evolução excelente, com alta hospitalar rápida e retorno completo à vida normal, sem qualquer dificuldade para se alimentar”, pontua o médico.

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