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Natal Vista aérea que pega tb o encontro do mar com o Rio Potengi |
Capital do Rio Grande do Norte, Natal recebe os visitantes de braços abertos neste segundo semestre de 2025. O Centro Histórico é um dos locais mais badalados, pois reúne, ao mesmo tempo, história, cultura, boemia e ótima gastronomia. Da Praça André de Albuquerque – considerada o marco zero da cidade e batizada em homenagem ao líder revolucionário que lutou ao lado dos pernambucanos na revolução de 1817 – à Igreja da Matriz Nossa Senhora da Apresentação, o que não faltam são atrações imperdíveis.
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1. Praça André de Albuquerque
Comece o passeio pela praça, considerada o marco zero da cidade. Ganhou esse nome em homenagem ao líder revolucionário André de Albuquerque, que lutou ao lado dos pernambucanos na revolução de 1817. Ele foi ferido a golpe de espada e levado para Fortaleza dos Reis Magos. De lá, foi arrastado nu e sujo de sangue pela cidade até a Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, onde fica a praça, que, por esse motivo, é popularmente conhecida como Praça Vermelha.
2. Igreja Matriz Nossa Senhora da Apresentação
Foi inaugurada no dia 25 de dezembro de 1599, durante missa celebrada para comemorar a fundação da cidade. Durante 1633 e 1654, quando Natal esteve sob o domínio holandês, a igreja tornou-se protestante. Em 1633, seu pároco, o padre Ambrósio Francisco Ferro, foi martirizado em Uruaçu junto a outros 25 paroquianos. Em 2017, eles foram canonizados pelo Papa Francisco. É também o local onde estão sepultados os restos mortais de André de Albuquerque.
3. Beco da Lama
A Rua Vaz Gondim, mais conhecida como Beco da Lama, conta com diversos bares, pequenos restaurantes e botecos. Sucesso entre os boêmios da capital potiguar, tornou-se ainda mais popular a partir de 2019, quando a prefeitura promoveu uma revitalização do lugar. As paredes do Beco são todas grafitadas por artistas locais, com imagens que remetem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo e mostram o folclore, a cultura e a história de Natal, indo muito além do sol e do mar.
4. Memorial e Instituto Câmara Cascudo
O Memorial é uma homenagem a Câmara Cascudo. O prédio, que desde 1987 é sede do Memorial, foi construído em 1875 para abrigar a Tesouraria da Fazenda, no mesmo lugar onde existiu o edifício do Real Erário, construído no século XVIII. Já o Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo funciona na casa em que o mestre historiador morou por quase 40 anos e guarda seu acervo museológico e bibliográfico. Em 1990, a edificação foi tombada em nível estadual e em 2010, em nível federal, pelo IPHAN.
5. Espaço Cultural Ruy Pereira
Hoje é conhecido como Bar de Zé Reeira, pioneiro no local. No espaço, ponto de encontro dos boêmios da cidade, acontecem manifestações culturais e artísticas. O local passou por revitalização em 2020 e segue o modelo do Beco da Lama no que se refere aos grafites feitos por artistas locais e que remetem à cultura potiguar. O homenageado é o paraibano Ruy Pereira, que recebeu o título de Cidadão Natalense (in memorian) devido à sua relação com a cidade.
6. Solar Bela Vista
Foi construído em 1907, em estilo neoclássico. Tombado pelo Patrimônio Histórico, já foi hotel nas décadas de 1950 e 1960. Em seu salão de festas foram organizados grandes eventos durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente funciona como centro cultural. Conta com um auditório para palestras e espaço para exposições.
7. Museu Café Filho
É a primeira construção assobradada de propriedade particular em Natal. Também é chamada de sobradinho ou véu da noiva, devido à forma do seu declive acentuado na telha. Inicialmente, foi residência de Café Filho, primeiro natalense presidente da República, em 1954. Em seguida, tornou-se a sede dos sindicatos dos trabalhadores, e em 1960 passou a ser Museu de História e Arte. Em 1979, tornou-se o Museu Café Filho em homenagem ao político.
8. Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão
O museu está instalado no prédio da antiga rodoviária, que foi reformada para poder abrigá-lo. Foi construído com o objetivo de preservar a cultura potiguar, e possui um acervo de artistas da terra. É considerado o segundo maior acervo do Nordeste e um dos principais museus de cultura popular do Brasil.
9. Teatro Alberto Maranhão
Fica no coração do Centro Histórico de Natal, na praça Augusto Severo. Foi inaugurado em 1904, com uma arquitetura em estilo art nouveau, que remete às construções francesas no final do século XIX. Seu nome é uma homenagem a Alberto Maranhão, que foi governador do Rio Grande do Norte duas vezes. Atualmente, abriga em seu memorial os restos mortais do político.
10. Capitania das Artes
Faz parte do corredor cultural de Natal. Sua construção possui estilo neoclássico – tendo a fachada como elemento mais forte. Esta se caracteriza pela simetria, ritmo dos cheios e vazios e pelos frontões que a compõem, e é a única parte que se mantém original. Em 1873, foi instalada ali a Companhia de Aprendizes de Marinheiros, que funcionou no local até 1898. Em 1962, passou a ser sede do Governo do Estado. Demolido o velho casarão, no mesmo local foi edificado um novo prédio que serviu à Capitania dos Portos até 1972. Atualmente, funciona como sede da Secretaria Municipal de Cultura – Fundação Cultural Capitania das Artes.
Com essas opções, Natal se apresenta como um destino completo para quem busca cultura e conforto, ideal para viver momentos inesquecíveis.