Colaboradores - Tânia Voss

Thiago Arancam em Ópera do Sertão, Chico Lobo, Sá entre outros

7 de Novembro de 2026

Ópera do Sertão: O espetáculo é protagonizado pelo cantor Thiago Arancam e tem estreia nacional no dia 29/11, em Brasília

Canções como "Disparada", "Menino da Porteira" e "Asa Branca" estão entre os clássicos que ganham novos arranjos em uma história sobre memória, raízes e identidade brasileira.

O espetáculo é protagonizado pelo cantor Thiago Arancam e tem estreia nacional no dia 29/11, em Brasília (DF).

Arancam | Foto: Divulgação

A música nacional ganha uma nova dimensão em Ópera do Sertão, espetáculo protagonizado pelo tenor Thiago Arancam, que reúne canto lírico, orquestra, coro, dança e teatro para contar histórias da vida no interior do Brasil por meio de canções sertanejas e regionais. A montagem apresenta novos arranjos para clássicos que atravessam gerações, em uma viagem cênica pela memória, pelas paisagens e pelos sentimentos ligados ao sertão. A estreia nacional será em 29 de novembro, no Teatro Nacional de Brasília.

A obra é inspirada nas companhias de circo-teatro que percorriam o interior do país levando música e histórias a cidades sem teatros. Em cena, Thiago Arancam dá vida ao Cantador, personagem que conduz uma trupe de músicos, atores e dançarinos e dá voz às histórias do povo do interior do Brasil.

Ao longo dessa viagem, as canções se organizam em blocos temáticos, cada um com sua própria atmosfera visual. O repertório reúne famosas canções como "Disparada", "Menino da Porteira", "Asa Branca", "Romaria", "Tocando em Frente", "Evidências" e "Luar do Sertão", entre outras músicas presentes na memória de diferentes gerações. Com novos arranjos e a presença de orquestra, coro e corpo de baile, essas obras ganham dimensão cênica e sinfônica.

Apresentada pelo Ministério da Cultura e patrocinada por Bradesco Seguros, Ópera do Sertão tem duração aproximada de 90 minutos e classificação livre. Após a estreia em Brasília, o espetáculo seguirá em turnê com apresentações previstas entre o fim de 2026 e ao longo de 2027 no Rio de Janeiro (RJ); em Belo Horizonte (MG); em São Paulo (SP); em Salvador (BA); e Manaus (AM). As datas serão anunciadas em breve.


Zélia Duncan lança "Pan y Leche", de Maurício Pereira

Single está disponível nos aplicativos de música nesta sexta, 23 de outubro, dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais. Canção, escrita originalmente nos anos 1990, tem produção musical de Maria Beraldo e traz roupagem renovada e urgente para o momento atual.

Zélia Duncan | Foto: Divulgação

Há músicas que o tempo se encarrega de atualizar. Escrita por Maurício Pereira no início dos anos 1990, "Pan y Leche" nasceu de inquietações sobre o Brasil e de um desejo tão simples quanto persistente: que todos tenham acesso ao essencial para viver com dignidade. Mais de três décadas depois, a composição encontra uma nova voz em Zélia Duncan. O lançamento acontece em 23 de outubro, dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, em um país novamente atravessado por disputas políticas e discussões sobre direitos, desigualdade e o futuro da democracia. A gravação tem produção musical e arranjo de Maria Beraldo e chega pelo selo Duncan Discos, com distribuição da Tratore. O videoclipe, dirigido por Elisa Mendes e Pedro Colombo, está disponível no canal da artista no YouTube.

A ideia de gravar a canção surgiu durante os ensaios de "Agudo Grave", espetáculo de lançamento do álbum homônimo, produzido por Maria Beraldo, que também assina a direção musical do show. Zélia procurava uma música que conversasse diretamente com o momento atual. Foi Maria quem lhe apresentou "Pan y Leche". A identificação foi imediata.

"Eu queria cantar alguma coisa que tivesse a ver com o momento. Aí ela mostrou essa, eu me apaixonei", conta Zélia. A música entrou no repertório do espetáculo e encontrou uma resposta igualmente espontânea da plateia. "As pessoas têm uma reação muito rápida no show. E a gente resolveu gravar e lançar agora, como uma guerrilha mesmo, sabe? Pintou o clipe e vambora", revela.

Na nova gravação, Maria Beraldo assina o arranjo e toca clarone, acompanhada por Amanda Camargo (piano e vocais), Ciro Belucci (flauta e vocais), Fabio Sá (baixo acústico e vocais) e Gabriel Basile (bateria). A engenharia de som é de Tó Brandileone, com mixagem de Ricardo Mosca e masterização de Carlos Freitas.

O single prolonga uma parceria artística que ganhou corpo em "Agudo Grave", álbum lançado em maio de 2026. Responsável pela produção musical do disco e pela direção do espetáculo, Maria Beraldo tem sido uma interlocutora importante neste momento da trajetória de Zélia, aproximando diferentes linguagens e possibilidades sonoras de um repertório que segue em movimento.

"Pan y Leche" chega também na esteira de outro lançamento recente da cantora. No dia 19 de outubro, Zélia apresentou "Proposta para um Estado Crítico", composição de Isadora Melo gravada em parceria com Mônica Salmaso. Embora sejam trabalhos distintos, as duas gravações compartilham a disposição de olhar para o presente e de fazer da música um espaço de reflexão e posicionamento.

Confira: youtube.com/watch?v=puLgA5ZlmNY


Luiz Carlos Sá celebra 60 anos de carreira com lançamento de álbum e livro em pocket show gratuito em SP

Com participações de Almir Sater, Chico César, Gabriel Sater e Zeca Baleiro, o disco "Eu Caçador de Mim" chega acompanhado de um livro de crônicas autobiográficas, com histórias e memórias de oito décadas de vida e música. Evento gratuito acontece em 30 de outubro, às 19h30, na Livraria da Travessa, em Pinheiros, com pocket show e sessão de autógrafos.

Livro e CD do Sá | Crédito: Leonardo Rodrigues

Aos 80 anos e depois de seis décadas de carreira, Luiz Carlos Sá retoma sua trajetória solo com o lançamento de seu terceiro álbum, Eu, Caçador de Mim, e de seu primeiro livro, Eu, Caçador de Mim – As Muitas Vidas de Artista, ambos pela gravadora e editora Kuarup. O novo momento reúne novas canções, parcerias e o registro, em livro, de experiências que marcaram sua vida como artista. A publicação, que conta com uma playlist especial de músicas sobre os capítulos, traz crônicas escritas ao longo de cerca de 20 anos, originalmente publicadas na revista BackStage e, posteriormente, em seu site. Os textos registram histórias de estrada, festivais, estúdios, amizades, encontros e episódios da vida musical de Sá além da passagem pelo rádio, jornalismo e publicidade. O prefácio é assinado pelo prestigiado jornalista Tárik de Souza. Segundo Sá, ele ainda tem pelo menos 200 crônicas que não entraram no livro. A ideia de transformar essas histórias em um livro nasceu em 2004, a partir de uma sugestão de seu filho, Miguel Sá, que trabalhava como repórter e redator da BackStage. As crônicas foram publicadas na edição impressa da revista até 2019 e continuaram no site até 2024. Para a edição em livro, Sá revisitou parte do material, reescrevendo textos e adicionando lembranças e detalhes recuperados ao longo do tempo. "Eu adorei escrever. Eu acho que fiquei muito feliz quando fui chamado de compositor e escritor", conta Sá. Para ele, a conclusão do livro representa também o encerramento de um ciclo: "É como se eu tivesse fechado um capítulo e agora estivesse respirando um pouco antes de entrar no século XXI."

O álbum Eu, Caçador de Mim também traduz esse movimento de renovação. Terceiro álbum solo de Sá, o trabalho é lançado em formato físico e reúne músicas inéditas e novas parcerias com nomes de diferentes gerações da música brasileira, entre eles Zeca Baleiro, Chico César, Ivan Lins, Gabriel Sater e Almir Sater. O disco incorpora ainda o repertório de Sambas de Mato, segundo álbum solo do compositor, lançado digitalmente em 2025. Entre as novas canções estão Tanto Te Vi Partir, com Zeca Baleiro; Ávida Dádiva, com Chico César; Foi Bem Lá, com Ivan Lins; Jabuticaba em Flor, com Gabriel Sater; e Eu Sou Mais Do Que Sou, com Almir Sater. A aproximação com novos parceiros, segundo Sá, aconteceu de forma espontânea. Na entrevista sobre o lançamento, ele relaciona esses encontros à continuidade da música entre diferentes gerações, em um processo no qual artistas e obras vão se conectando ao longo do tempo. "É uma linguagem que vem numa trilha, como uma trilha dentro de uma floresta. Você vai andando e vai encontrando pessoas que estão naquela trilha", define. A retomada da carreira solo acontece depois do encerramento da parceria com Guarabyra. Juntos, e ao lado de Zé Rodrix na formação original, os três forjaram uma maneira de compor, tocar e cantar que a crítica especializada batizou de rock rural, fundindo a música brasileira interiorana com influências do folk rock. Ao longo dessa trajetória, Sá & Guarabyra assinaram canções como Sobradinho, Mestre Jonas, O Pó da Estrada, Espanhola, Cheiro Mineiro de Flor, Caçador de Mim, Jesus Numa Moto e temas de novelas como Roque Santeiro, Dona, Verdades e Mentiras e Estrela Natureza entre outras. "Eu acho que esse fim da dupla fez bem para mim e provavelmente também para o Guarabyra", afirma Sá. Segundo o compositor, o encerramento da parceria abriu espaço para novas possibilidades e para a experiência de começar novamente um projeto solo.


BRAZIX: DJ Zé Pedro estreia festa mensal em São Paulo com repertório que conecta a MPB à cultura da pista

Projeto estreia em 13 de novembro, no Cabaret da Cecília, e propõe uma noite dedicada à música brasileira sob a curadoria de um dos nomes pioneiros na aproximação entre os clássicos da MPB e a linguagem das pistas de dança.

Zé Pedro | Crédito: Murilo Alvesso

São Paulo ganha uma nova festa dedicada à música brasileira. No dia 13 de novembro, o DJ, produtor musical e pesquisador Zé Pedro estreia a Brazix, no Cabaret da Cecília, na região da Consolação. A proposta é transformar o evento em uma festa residente, com edições mensais às sextas-feiras, reunindo diferentes gerações em torno de um repertório que atravessa épocas, estilos e territórios da música popular brasileira.

Com início às 22h e programação até às 3h, a Brazix nasce da experiência de um artista que há mais de três décadas investiga as possibilidades de levar a música brasileira para a pista de dança. Em vez de separar a tradição musical do universo noturno, Zé Pedro construiu uma trajetória aproximando canções consagradas, interpretações marcantes e novas possibilidades de escuta por meio de remixes, edições especiais e pesquisa de repertório.

A festa parte dessa mesma inquietação: como fazer uma canção conhecida ganhar outra dimensão quando encontra a pista? Na seleção de Zé Pedro, diferentes gerações da música brasileira podem conviver sem hierarquias rígidas, aproximando clássicos da MPB, pop nacional, ritmos dançantes e descobertas de seu repertório musical.

A Brazix também dialoga com uma característica central da atuação do DJ: a compreensão da música não apenas como entretenimento, mas como memória afetiva, identidade cultural e experiência coletiva. Sua discotecagem transforma a pesquisa musical em uma narrativa construída em tempo real, na qual uma faixa pode surpreender, provocar lembranças ou revelar uma nova maneira de ouvir uma obra conhecida.

Um DJ que ajudou a levar a MPB para as pistas
Quando começou a trabalhar profissionalmente como DJ, no início dos anos 1990, Zé Pedro encontrou na música brasileira um território pouco explorado pelas pistas de dança convencionais. Em vez de se limitar aos repertórios internacionais que dominavam muitos clubes, passou a experimentar novas possibilidades para canções de artistas como Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina, Milton Nascimento, Djavan e Marina Lima.

Em 2002, lançou o álbum Música para Dançar, com remixes de clássicos da MPB. Em 2005, apresentou Quero Dizer a Que Vim, produzido em parceria com Gui Boratto, aprofundando a pesquisa sobre o encontro entre o repertório brasileiro e a música eletrônica. Em 2009, lançou Essa Moça Tá Diferente, projeto que reuniu remixes de intérpretes como Marisa Monte, Maysa, Nara Leão, Alcione e Angela Ro Ro.

Paralelamente à carreira como DJ, Zé Pedro consolidou uma atuação importante como produtor musical e empresário fonográfico. Em 2011, criou a gravadora independente Joia Moderna, dedicada inicialmente à valorização de cantoras brasileiras, tanto intérpretes consagradas quanto artistas que buscavam espaço para novos trabalhos. O selo tornou-se uma extensão de sua pesquisa e de seu compromisso com a diversidade da música brasileira.

Sua atuação também alcançou a literatura. Em 2007, publicou Meus Discos e Nada Mais — Memórias de um DJ na Música Brasileira, livro em que revisita sua trajetória e comenta 155 discos fundamentais para sua formação musical. Em 2023, lançou "Mela Cueca — As Canções de Amor que o Mundo Esqueceu", dedicado ao repertório romântico que marcou sua formação afetiva e a programação musical brasileira das décadas de 1970 e 1980.

Mais recentemente, o DJ aprofundou o trabalho de pesquisa e compartilhamento de histórias da música com o projeto Baú do DJ Zé Pedro, que reúne memória, acervo e encontros em torno de artistas e repertórios fundamentais da música brasileira.

A Brazix amplia esse percurso para a experiência da pista, mantendo a pesquisa como ponto de partida, mas privilegiando a energia do encontro, a dança e a liberdade de transitar entre diferentes sonoridades.

A estreia acontece em 13 de novembro, no Cabaret da Cecília, com a intenção de estabelecer uma nova presença mensal no circuito noturno paulistano.

Serviço:
Data: 13 de novembro de 2026, sexta-feira
Horário: das 22h às 3h
Local: Cabaret da Cecília
Endereço: Rua Nestor Pestana, 189 — Consolação, São Paulo (SP)
Ingressos: https://ingresse.com/brazix-cabaret-da-cecilia/


O mestre da viola: Violeiro e cantor Chico Lobo celebra 45 anos de viola, do rock a bossa nova com lançamento de seu 36º álbum

O disco "Recibo de Violeiro" traz as participações especiais de Zeca Baleiro, Leila Pinheiro, Humberto Gessinger, Jane Duboc, Fernanda Takai e John Ulhoa além do Grupo Mutirão.

Chico Lobo | Foto: Divulgação

Neste ano de 2026, Chico Lobo completa 45 anos de viola. Sua estreia se deu em 1981, no Teatro Municipal de São João Del Rei, sua terra natal, integrando o seu primeiro grupo musical, o Grupo Mutirão. Em 2026, o violeiro também completa 30 anos do lançamento de seu primeiro álbum, No Braço Dessa Viola, em 1996, que lhe rendeu ser finalista em 1997 do antigo Prêmio Sharp da Música Brasileira, como revelação da Música Regional Brasileira. Esse álbum rendeu também dez shows na Itália, sua primeira turnê internacional, que despertou o interesse da imprensa mineira sobre sua carreira e ajudou na consolidação do reconhecimento do seu fazer artístico. Agora em 2026, ele também completa 20 anos de relacionamento com a viola de arame de Portugal, iniciado em 2006 numa parceria com Pedro Mestre da viola campaniça do Alentejo, fato que gerou o álbum Encontro de Violas, o DVD De Minas ao Alentejo e vários encontros de discussão, chamados Encontros da Violas D'arame realizados em Portugal, Açores, Madeira e três edições no Brasil.

De lá pra cá, tantas estradas, tantos projetos, tantos álbuns lançados, programa de TV e rádio, projeto social, de ensino gratuito da viola a crianças e jovens e tantos prêmios, que vieram conceituar seu trabalho e sua carreira. Chico Lobo imprimiu nesses anos uma digital, uma assinatura. E é com ela que vem a 45 anos, passando o seu Recibo de Violeiro. Do que é, do que escolheu pra viver, criar sua família e construir sua história.

Assim o álbum Recibo de Violeiro, trigésimo sexto trabalho de sua carreira, vem como celebração dessas datas, que marcam o ano de 2026 e o faz ser tão especial na vida do violeiro. Com um repertório totalmente autoral e parcerias com Thales Martinez, Zeca Baleiro, John Ulhoa e Carlos Di Jaguarão, o disco apresenta participações maravilhosas de artistas que Lobo admira e que passaram com o tempo a admirar seu trabalho. Zeca Baleiro, Fernanda Takai e John Ulhoa do Pato Fu, Jane Duboc, Leila Pinheiro, Humberto Gessinger líder do Engenheiros do Hawaii e seu antigo Grupo Mutirão. Produzido pela gravadora Kuarup, quem assina a produção e direção musical é seu parceiro Ricardo Gomes, que desde 2016 com o álbum Viola de Mutirão vem comandar com sua sensibilidade os álbuns do violeiro. Na produção geral, sua parceira de vida Ângela Lopes da empresa Viola Brasil e que juntos completaram nesse ano de 2026, 32 anos de caminhada juntos, produtora e esposa.

Os músicos que se fazem presentes já se tornaram parceiros de estrada de Chico Lobo: Léo Pires nas baterias, Marcelo Fonseca violinos, Sérgio Rabelo nos cellos, vocais de Gih Saldanha, baixo, violões, teclados e direção de Ricardo Gomes, além de músicos que chegam pra somar as sonoridades: Sérgio Saraiva, acordeom; Fernando Bento, cavaquinho; e Del Maia, percussão. Uma celebração, assim pode se dizer desse novo álbum de Chico Lobo, que com alegria e emoção apresenta para todos nós o seu Recibo de Violeiro.


ARPI ALTO faz sua estreia no Brasil em única apresentação no Cavern Club em São Paulo

A cantora e compositora, sucesso nas redes sociais no Brasil, une bossa nova, jazz, soul e as raízes de seu país, Armênia, em noite única, no dia 27 de novembro.

Arpi Alto | Foto: Divulgação

A cantora e compositora armênia Arpi Alto se apresenta pela primeira vez no Brasil, dia 27 de novembro, no Cavern Club São Paulo. O show integra a turnê "Almost You", nome de seu álbum de estreia.

No palco, Arpi Alto percorre standards do jazz, clássicos da música brasileira, música armênia, soul e composições próprias, acompanhada por uma banda de músicos brasileiros. O repertório é marcado pela profundidade emocional e pela intimidade com o público.

A bossa nova ocupa um lugar especial na vida de Arpi, através de suas releituras pessoais e extremamente elegantes de canções como "Garota de Ipanema" e "Mas Que Nada".

O resultado é um diálogo entre culturas: a elegância rítmica da música brasileira, a sofisticação do jazz, o calor do soul e a riqueza emocional da herança armênia, unidos por uma linguagem comum de ritmo e emoção.

Arpi Alto (Arpine Mikaeli Ter-Petrosyan) é cantora, compositora, pianista e artista independente armênia. É conhecida pela voz de contralto de grave incomum.

Com formação clássica em piano, construiu a base de sua carreira em trabalhos de coral, ópera e bandas. Em seguida, desenvolveu uma linguagem solo que transita entre jazz, bossa nova, soul, música tradicional armênia e canções internacionais.

Entre os momentos mais importantes de sua carreira destaca-se uma apresentação esgotada no Carnegie Hall, em Nova York, com o Naghash Ensemble, a presença em festivais internacionais de Jazz na Europa e Ásia, colaborações com o pianista e compositor francês André Manoukian, além das apresentações como solista no Teatro Nacional de Ópera da Armênia.

Serviço:
Arpi Alto "Almost You"
Sexta-feira, 27 de novembro de 2026
Horário: 21h30
Local: Cavern Club São Paulo – Shopping Vila Olímpia – São Paulo
Ingressos: www.poladian.com.br


Falamansa encerra Turnê Universos com show especial na Audio, em São Paulo

Apresentação acontece no dia 27 de novembro e reúne clássicos que marcaram gerações e músicas do projeto audiovisual "Universos". Garanta o ingresso antecipado.

Falamansa | Foto: Divulgação

Após percorrer diferentes palcos do país com a turnê "Universos", a Falamansa se prepara para um momento especial em sua terra natal: o encerramento da turnê "Universos" que acontece no dia 27 de novembro (sexta-feira), na Audio, em São Paulo. A apresentação promete uma noite de celebração à trajetória de uma das bandas mais importantes do forró brasileiro, reunindo sucessos que atravessaram gerações e canções da atual fase do grupo.

Com abertura da casa prevista para as 21h, o show será uma oportunidade para o público paulistano reviver grandes momentos da carreira do Falamansa, em um show especial onde ninguém vai ficar parado. "Espero todos lá para dançar e cantar com a gente, vamos fazer a festa", convida Tato, vocalista da Falamansa.

No setlist, não faltarão clássicos como "Xote dos Milagres", "Rindo à Toa", "Oh! Chuva" e "Xote da Alegria", músicas que se tornaram verdadeiros hinos do grupo. A apresentação também destaca a produção mais recente da banda, com canções como "Aloha", "Segue a Vida", e outras faixas relacionadas ao projeto "Universos".

Um novo universo para uma história de mais de duas décadas
A turnê nasceu a partir do projeto audiovisual "Universos", gravado em Belo Horizonte e lançado em diferentes etapas. O trabalho representa uma nova leitura para a história da banda, aproximando músicas inéditas e releituras de clássicos que fazem parte da memória afetiva de seu público.

O projeto "Universos" se iniciou em 2022 com canções inéditas gravadas com parcerias de artistas nacionais de diferentes segmentos musicais. "Cangaceira" contou com a participação da cantora Iza, o videoclipe que homenageia a região nordeste do país e mistura forró com trap já foi visto por mais de 5 milhões de pessoas. "Aloha", com feat de Natiruts, também foi lançada neste mesmo ano. Em 2023 encerrou o ano com a música "Sete Simpatias Pra Ganhar o Seu Amor", trazendo as crenças populares junto com o cantor Saulo; a música conquistou primeiro lugar nas rádios brasileiras no segmento de forró e 20ª colocação geral, se destacando também nas plataformas digitais de música. Em 2024 lançou a canção "Me Ama", com a participação especial do Maneva. Já em 2025 foi lançado o Volume 2 com destaque para a música "Asas" com parceria de Vitor Kley. Marcelo Falcão participou em "Oh! Chuva", em uma versão vibrante, e a inédita "Sou Marinheiro Só" trouxe a energia do Big Up. Ao longo do projeto, a Falamansa manteve sua essência — sanfona, zabumba, triângulo e o característico balanço do forró — ao mesmo tempo em que ampliou as possibilidades sonoras e as parcerias. O resultado é um trabalho que conecta diferentes momentos da carreira e reforça a capacidade da banda de dialogar com novas gerações sem abrir mão de suas raízes.

Falamansa: uma história que começou em São Paulo
Formado em 1998, em São Paulo, o Falamansa surgiu durante o movimento do forró universitário e rapidamente se tornou um dos principais responsáveis pela popularização do gênero fora do Nordeste. A história começou de maneira curiosa: Tato, que já atuava como DJ de forró, decidiu inscrever a música "Asas" no Festival de Música do Mackenzie, no último dia de inscrições. O detalhe é que ele ainda não tinha uma banda formada. Em poucos dias, o grupo foi criado e selecionado para participar do festival.

A formação que se consolidou reúne Tato, nos vocais; Valdir do Acordeon, na sanfona; Alemão, na zabumba; e Dezinho, no triângulo e percussão. Mais de 25 anos depois, os quatro seguem juntos, preservando uma das formações mais longevas da música brasileira.

Com mais de 1 milhão de discos vendidos, milhares de apresentações e sucessos que continuam presentes em festas, rádios, playlists e trilhas sonoras, o Falamansa construiu uma trajetória marcada pela combinação entre tradição e renovação. A banda também conquistou o Grammy Latino de 2014, na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras, pelo trabalho Amigo Velho.

Agora, ao chegar ao último show da turnê Universos, o grupo transforma a despedida em celebração: uma noite para cantar, dançar e revisitar uma história construída ao longo de quase três décadas — com a mesma energia que fez do Falamansa um dos grandes nomes do forró brasileiro.

Serviço:
Falamansa – Show de Despedida da Turnê Universos
Data: 27 de novembro de 2026 (sexta-feira)
Abertura da casa: 21h
Local: Audio
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda – São Paulo/SP
Classificação: 18 anos
Ingressos antecipados: https://www.ticket360.com.br/evento/34043/ingressos-para-falamansa-show-de-despedida-da-turne-universos

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