Cantor, compositor e pianista marcou gerações com sucessos como “Retalhos de Cetim” e “Charlie Brown”
A música popular brasileira perdeu um de seus grandes nomes. O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava um câncer de próstata havia aproximadamente um ano. A informação foi confirmada pela assessoria do músico.
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A notícia mobiliza admiradores e profissionais da cultura que acompanharam a trajetória de um artista dono de uma identidade musical inconfundível. Com seu piano marcante, sua voz característica e uma maneira própria de interpretar o samba, Benito construiu uma carreira de mais de cinco décadas e deixou uma contribuição importante para a música brasileira.
Nascido Uday Veloso, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula ganhou projeção nacional na década de 1970. Seu estilo combinava a tradição do samba com o piano e elementos românticos, criando uma sonoridade própria que o diferenciou no cenário musical brasileiro.
Entre seus maiores sucessos está “Retalhos de Cetim”, canção lançada em 1973 que se tornou um dos marcos de sua carreira. O repertório também inclui músicas conhecidas como “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira”, “Se Não For Amor”, “Tudo Está no Seu Lugar” e “Do Jeito Que a Vida Quer”.
Com interpretações intensas e arranjos que valorizavam o piano, Benito conquistou um público fiel e se consolidou como um dos artistas populares mais reconhecidos de sua geração.
Embora frequentemente associado ao chamado samba-jóia, o cantor construiu uma identidade artística própria, aproximando diferentes influências e ampliando as possibilidades de expressão do samba na música popular brasileira.
Mesmo após décadas de carreira, Benito di Paula permaneceu ligado à produção musical. Em 2020, lançou o álbum “O Infalível Zen”, em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo, também músico.
Sua história foi celebrada em diferentes ocasiões, incluindo uma homenagem da escola de samba Águia de Ouro no Carnaval de São Paulo de 2025. O reconhecimento reafirmou a influência de sua obra na cultura popular e no universo do samba.
O velório de Benito di Paula está previsto para esta terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo, com acesso aberto ao público. O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério Morumby, em cerimônia reservada aos familiares.
A despedida encerra a trajetória de um artista que transformou sua maneira de cantar, compor e tocar piano em uma marca permanente da música brasileira.
Benito di Paula deixa um legado que continuará vivo em suas gravações, em seus sucessos e na lembrança de todos aqueles que encontraram em suas canções uma trilha sonora para a própria vida.
O CVO do Cartão de Visita News, Zacarias Pagnanelli, que teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Benito di Paula, presta sua homenagem à memória do artista e lamenta a perda de uma das grandes referências da música popular brasileira.
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| Zacarias Paganelli e Benito di Paula |
| Foto: Arquivo Pessoal |
O encontro com Benito representa uma lembrança especial diante da despedida de um músico que conquistou gerações com seu talento, carisma e repertório. A homenagem de Pagnanelli também é uma forma de reconhecer a importância de artistas que ajudaram a construir a história cultural do país e que permanecem presentes na memória do público por meio de suas canções.
A trajetória de Benito ultrapassou os palcos e as gravações. Suas músicas passaram a fazer parte da história afetiva de milhares de brasileiros, acompanhando encontros, celebrações e momentos marcantes de diferentes gerações.
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| Rodrigo Vellozo, Zacarias Pagnanelli e Benito Di Paula. A foto foi nos estúdios da Record News, durante o programa Cartão de Visita (Foto: Beatriz Quintas). |