Ela destaca a importância do autoconhecimento, do acompanhamento médico e da observação de alterações cutâneas na região das mamas
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| Flavia Villela medica especialista em dermatologia |
O câncer de mama ainda é a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres brasileiras. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são projetados 78.610 novos casos anuais da doença no país, com maior concentração na Região Sudeste. Além disso, dados clínicos recentes chamam a atenção para o crescimento contínuo do diagnóstico em mulheres abaixo dos 50 anos.
A campanha Outubro Rosa mobiliza a sociedade para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção primária. No entanto, o cuidado com as mamas envolve olhar o corpo como um todo e a pele, que costuma dar os primeiros sinais visíveis de alteração.
Muitas vezes associado apenas ao surgimento de nódulos detectáveis no toque ou na mamografia, o câncer de mama também pode apresentar manifestações cutâneas precoces. A médica especialista em Dermatologia Flávia Villela, explica que mudanças na textura e na superfície da pele da mama exigem avaliação médica imediata.
“A observação diária durante o autocuidado ou no momento de se vestir é fundamental. Mudanças na espessura da pele da mama, como o aspecto conhecido como casca de laranja, retração ou descamação no mamilo, vermelhidão contínua ou feridas que não cicatrizam são sinais que não devem ser ignorados", ressalta Flávia Villela.
A médica destaca ainda que alterações dermatológicas secundárias podem surgir em pacientes submetidas a tratamentos oncologicamente invasivos, como radioterapia e quimioterapia, necessitando de suporte dermatológico adequado para manter a integridade da barreira cutânea e a qualidade de vida durante o tratamento.
Ações de prevenção e rastreamento precoce
A médica reforça que o diagnóstico precoce eleva as chances de cura do câncer de mama para até 95%. Entre os pilares para a prevenção e rastreamento recomendados pela médica estão:
1 - Mamografia de rotina: Acompanhamento conforme diretrizes médicas para a faixa etária e histórico familiar.
2 - Autoexame e observação de ssinais: Reconhecimento do próprio corpo para identificar nódulos, assimetrias recentes ou alterações na pele da mama e aréolas.
3 - Hábitos de vida saudáveis: Prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool e tabaco.
4 - Cuidado dermatológico na região mamaria: Manutenção da hidratação e atenção a lesões suspeitas na pele do tórax.