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Câncer gastrointestinal atinge até 8 em cada 100 homens antes dos 75 anos

17 de Agosto de 2026

 Perda de peso inexplicável, dor abdominal persistente e sangue nas fezes estão entre os sinais de alerta; tumores de cólon e reto estão entre os mais frequentes no Brasil

Foto: Antoni Shkraba Studio/Pexels

Sintomas como perda de peso e dor na região abdominal podem ser característicos de câncer gastrointestinal. Por isso, é importante buscar ajuda médica, a fim de traçar um diagnóstico correto, inclusive a partir da realização de exames. 

O câncer gastrointestinal se desenvolve dentro do trato digestivo, o tubo que vai da boca ao reto, sendo responsável pelo transporte de alimentos e líquidos. Os cânceres gastrointestinais incluem cânceres dos seguintes órgãos: ducto biliar, esôfago, estômago, vesícula biliar, fígado, pâncreas, intestino delgado, intestino grosso, reto e canal anal.

Os tumores mais frequentes, segundo o Ministério da Saúde (MS), são o de cólon e reto, de estômago, da cavidade oral e de esôfago. Os tumores ocorrem quando as células do trato gastrointestinal sofrem alterações genéticas anormais, resultando em seu crescimento descontrolado e formando massa tumoral. 

Perda de peso e dor no abdômen são sinais de alerta para a saúde

Além da perda de peso não intencional e da dor abdominal constante, os cânceres gastrointestinais podem provocar sintomas como inchaço ou nódulo no abdômen, anemia, sangue nas fezes, náusea e diarreia ou prisão de ventre. 

De acordo com a Nacional Library of Medicine (NLM), o câncer gastrointestinal tende a se desenvolver mais em homens do que em mulheres, sendo que oito a cada 100 homens desenvolvem esse tipo de câncer antes dos 75 anos, em comparação com quatro em cada 100 mulheres.

Entre os diversos fatores que podem aumentar o risco de desenvolver câncer gastrointestinal, estão, segundo o MS, o consumo de álcool, fumo, obesidade, dieta rica em carnes vermelhas e processadas, além de histórico familiar de câncer gastrointestinal ou de doença inflamatória intestinal.

Exames são aliados no diagnóstico

O diagnóstico dos tumores do trato gastrointestinal envolve a realização de exames e avaliação médica. Inicialmente, o médico avalia os sintomas, o histórico de saúde e familiar do paciente.

Em seguida, podem ser solicitados exames complementares, como de sangue, incluindo marcadores tumorais específicos; tomografia computadorizada e ressonância magnética, que são úteis para avaliar a localização, tamanho e extensão do tumor; além de endoscopia e colonoscopia, que permitem a visualização direta do trato gastrointestinal e possibilita a coleta de amostras de tecido de lesões suspeitas.

Tanto a endoscopia, usada para identificar, inclusive, tumores no trato digestivo superior; quanto a colonoscopia, que pode detectar câncer no cólon e no reto; são feitas por meio da inserção de um tubo fino com uma pequena câmera na ponta, permitindo a visualização do interior dos órgãos. 

O médico deve informar ao paciente como é feita a ecoendoscopia alta para esclarecer que um procedimento simples pode revelar um diagnóstico completo, explicando que é realizado por meio da introdução de um endoscópio equipado com um transdutor de ultrassom na extremidade. Após a sedação do paciente, o aparelho é inserido pela boca e guiado até o trato gastrointestinal superior. O ultrassom permite obter imagens em tempo real da região, podendo ser complementado com biópsias ou punções, caso necessário.

O PET-CT oncológico e a endoscopia digestiva alta são exames que se complementam no estadiamento e acompanhamento de cânceres do trato gastrointestinal, como esôfago e estômago, por exemplo. 

A endoscopia foca na visualização direta da mucosa, o que permite encontrar tumores precoces e coletar amostras de tecido para biópsia. Já para entender como funciona o exame PET-CT oncológico é preciso compreender o seu mecanismo. Ele usa glicose radioativa para detectar a atividade metabólica das células, ajudando a diferenciar tecidos cicatriciais de tumores recorrentes.

Tratamento e prevenção

O tratamento dos cânceres gastrointestinais podem incluir cirurgia, para remoção do tumor; radioterapia, para destruir células cancerígenas; quimioterapia, para matar células cancerígenas ou retardar o crescimento do tumor; medicamentos de terapia direcionada, para bloquear o crescimento e a disseminação do câncer; medicamentos de imunoterapia, para ativar o próprio sistema imunológico do corpo no combate às células cancerígenas; ou ensaios clínicos, que dão acesso a novos tratamentos ainda não amplamente disponíveis.

Entre as medidas que podem ser adotadas para prevenir esse tipo de câncer estão parar de fumar, reduzir ou parar o consumo de álcool, fazer atividades físicas regularmente, manter o peso corporal saudável e adotar uma alimentação saudável, incluindo frutas, legumes, grãos integrais e alimentos ricos em fibras. 

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