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Inteligência emocional ganha peso decisivo nos processos seletivos

6 de Agosto de 2026

Capacidade de lidar com pressões, trabalhar em equipe e se comunicar com clareza pode diferenciar candidatos com formação técnica semelhante

Alessandra Santana Camargo, coordenadora dos cursos de gestão da Estácio

Formação acadêmica, experiência profissional e conhecimento técnico continuam importantes para conquistar uma vaga. No entanto, empresas também estão cada vez mais atentas à maneira como os candidatos se comunicam, enfrentam desafios, recebem críticas e se relacionam com outras pessoas.

Essas características fazem parte das chamadas soft skills, habilidades comportamentais que influenciam diretamente o desempenho no ambiente de trabalho. Entre elas, a inteligência emocional ganhou destaque por estar relacionada à capacidade de reconhecer emoções, controlar impulsos e agir de forma equilibrada diante de situações de pressão ou conflito.

Segundo Alessandra Santana Camargo, coordenadora dos cursos de Gestão da Estácio, o conhecimento técnico, sozinho, já não é suficiente para garantir o crescimento profissional.

“Candidatos podem apresentar formações e experiências semelhantes, mas reagir de maneiras muito diferentes diante de um problema, de uma mudança ou de uma divergência com a equipe. A inteligência emocional ajuda o profissional a compreender essas situações e escolher uma resposta mais adequada”, explica.

A competência também está diretamente ligada à liderança, que não deve ser associada apenas a cargos de gestão. Assumir responsabilidades, colaborar com colegas, contribuir para a solução de problemas e manter uma postura construtiva são comportamentos valorizados pelas empresas.

“A liderança depende de habilidades humanas, como empatia, escuta, comunicação e capacidade de construir relações de confiança. Ela pode ser demonstrada por qualquer profissional, independentemente do cargo ocupado”, afirma Alessandra.

Durante uma entrevista de emprego, essas habilidades podem ser percebidas na forma como o candidato relata experiências anteriores, reconhece dificuldades e apresenta soluções. Em vez de apenas afirmar que sabe trabalhar em equipe ou sob pressão, a orientação é utilizar exemplos concretos.

“O candidato pode contar uma situação desafiadora, explicar como agiu e o que aprendeu. Demonstrar autoconhecimento, responsabilidade e disposição para evoluir transmite maturidade profissional”, orienta.

Para a especialista, as soft skills também podem ser desenvolvidas por meio de trabalhos em grupo, projetos acadêmicos, atividades voluntárias e experiências que estimulem a comunicação e a convivência com diferentes perfis.

“A formação técnica abre portas, mas são as atitudes que sustentam o desenvolvimento profissional. As empresas buscam pessoas capazes de aprender, colaborar e tomar decisões responsáveis”, conclui.

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