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Riso pode reduzir em quase 32% o hormônio do estresse, aponta pesquisa científica

30 de Julho de 2026

Revisão sistemática analisou oito estudos, com 315 participantes, e reforça a importância de iniciativas de humanização hospitalar, como o Projeto Rumo ao Riso, idealizado pela atriz e risoterapeuta Gabi Roncatti

Foto: Divulgação/ Magnific

Uma pesquisa científica publicada na revista PLOS ONE revelou um dado expressivo sobre os efeitos do riso no organismo: intervenções baseadas no riso podem reduzir, em média, 31,9% dos níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

O estudo reuniu dados de oito pesquisas científicas, envolvendo um total de 315 participantes, e identificou uma redução significativa do cortisol após atividades relacionadas ao riso. Os resultados foram observados até mesmo depois de uma única sessão, com duração entre nove e 60 minutos.

Por se tratar de uma revisão sistemática com metanálise, a pesquisa reúne e compara resultados de diferentes estudos, oferecendo uma análise mais ampla sobre os possíveis impactos do riso no corpo humano.

Além da redução do cortisol, o riso está relacionado à liberação de endorfinas, à melhora do humor, ao fortalecimento dos vínculos sociais e ao aumento da sensação de bem-estar. Os pesquisadores reforçam, no entanto, que o riso não substitui tratamentos médicos, mas pode ser utilizado como uma estratégia complementar de cuidado.

Os números fortalecem iniciativas como o Projeto Rumo ao Riso, patrocinado pela Blau Farmacêutica e idealizado pela atriz e risoterapeuta Gabi Roncatti. O projeto percorre hospitais brasileiros levando risoterapia, música, escuta ativa, humor e acolhimento a pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.

Durante as intervenções, quartos e corredores hospitalares são transformados em espaços de conexão humana. Por meio de músicas, conversas, brincadeiras e momentos de escuta, os artistas ajudam a diminuir a tensão e a tornar a experiência da internação mais acolhedora.
Para Gabi Roncatti, os dados científicos confirmam algo que o projeto observa diariamente dentro dos hospitais.

“O riso não substitui nenhum tratamento, mas os números mostram que ele pode contribuir de maneira importante para reduzir o estresse. Quando um paciente sorri, quando um acompanhante se emociona ou quando um profissional consegue respirar e aliviar a tensão por alguns minutos, percebemos que a humanização também faz parte do cuidado”, afirma.

Além dos pacientes, as intervenções alcançam familiares, acompanhantes e equipes multiprofissionais, que convivem diariamente com situações de ansiedade, medo, dor e sobrecarga emocional.

Ao percorrer dezenas de hospitais em diferentes regiões do Brasil, o Rumo ao Riso mostra, na prática, como pequenos gestos podem produzir grandes mudanças na experiência hospitalar. Um sorriso, uma música ou alguns minutos de acolhimento podem não alterar o diagnóstico, mas podem transformar a forma como cada pessoa enfrenta o tratamento.

Com uma redução média de 31,9% no cortisol, registrada após sessões que variaram entre nove e 60 minutos, a ciência reforça uma mensagem que orienta o trabalho de Gabi Roncatti e do Rumo ao Riso: cuidar da saúde também envolve olhar para as emoções, para os vínculos e para a maneira como cada pessoa é acolhida.

Referência científica
PLOS ONE
Laughter as medicine: A systematic review and meta-analysis of interventional studies evaluating the impact of spontaneous laughter on cortisol levels.

Fonte disponível: Gabi Roncatti, risoterapeuta

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