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Dr. Rodrigo Nascimento defende que a experiência brasileira pode ajudar os EUA a reduzir os custos

28 de Junho de 2026

Médico e gestor em saúde afirma que a combinação entre eficiência operacional, inovação e Value-Based Healthcare pode contribuir para tornar o sistema de saúde americano mais sustentável e centrado no paciente.

Os Estados Unidos possuem um dos sistemas de saúde mais avançados do mundo em termos tecnológicos, mas também enfrentam um dos maiores desafios do setor: controlar o crescimento dos custos assistenciais sem comprometer a qualidade do atendimento. O envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a crescente demanda por serviços de alta complexidade têm impulsionado uma discussão global sobre novos modelos de gestão capazes de equilibrar eficiência financeira e melhores desfechos clínicos.

Dr. Rodrigo Nascimento 
 

É nesse contexto que o médico ortopedista e gestor em saúde Dr. Rodrigo Nascimento acredita que a experiência desenvolvida ao longo de mais de duas décadas no sistema de saúde brasileiro pode representar uma importante contribuição para esse debate internacional.

Com ampla experiência na liderança de serviços hospitalares, gestão de equipes multidisciplinares, estruturação de processos assistenciais e desenvolvimento de estratégias para otimização de recursos, o especialista construiu uma carreira baseada na integração entre conhecimento clínico e gestão. Atualmente, cursando MBA em Healthcare Management nos Estados Unidos, Rodrigo vem aprofundando sua atuação na conexão entre os modelos de saúde brasileiro e norte-americano, com foco em soluções voltadas à eficiência operacional, inovação e sustentabilidade.

Segundo o médico, embora Brasil e Estados Unidos apresentem realidades distintas, ambos enfrentam um desafio comum: entregar assistência de qualidade utilizando os recursos disponíveis da maneira mais inteligente possível.

"O Brasil desenvolveu uma capacidade única de criar soluções eficientes diante da limitação de recursos. Isso fez com que hospitais e profissionais aprendessem a otimizar processos, reduzir desperdícios e melhorar resultados sem perder o foco no paciente. Essa experiência pode contribuir significativamente para os desafios enfrentados atualmente pelo sistema de saúde americano”, afirma.

Um dos pilares dessa transformação é o conceito de Value-Based Healthcare (VBHC), modelo que propõe substituir a lógica baseada no volume de procedimentos por uma abordagem focada no valor efetivamente entregue ao paciente. Nesse sistema, qualidade assistencial, segurança, eficiência operacional e resultados clínicos passam a ser indicadores centrais para avaliar o desempenho das instituições de saúde.

Para o Dr. Rodrigo, esse movimento representa uma mudança cultural que exige uma nova geração de líderes médicos.

"O médico do futuro não poderá atuar apenas dentro do consultório ou do centro cirúrgico. Será necessário compreender gestão, tecnologia, análise de indicadores, inovação e sustentabilidade financeira. A medicina moderna exige uma visão integrada capaz de melhorar simultaneamente a experiência do paciente e a eficiência do sistema.”

Além da atuação clínica, Rodrigo também desenvolve projetos ligados à consultoria estratégica, implantação de tecnologias em saúde e desenvolvimento de soluções voltadas à transformação digital do setor. Sua experiência inclui a reestruturação de processos hospitalares, desenvolvimento de protocolos assistenciais, redução de desperdícios e implementação de modelos de gestão orientados por indicadores de desempenho, iniciativas que contribuíram para ganhos expressivos de eficiência em diferentes instituições.

Na avaliação do especialista, o intercâmbio de conhecimento entre Brasil e Estados Unidos tende a ganhar cada vez mais relevância diante da necessidade de construir sistemas de saúde financeiramente sustentáveis e preparados para responder aos desafios das próximas décadas.

Mais do que reduzir custos, o objetivo, segundo ele, é criar modelos capazes de oferecer melhor qualidade assistencial, maior previsibilidade de resultados e uma experiência mais humanizada ao paciente. 
"Quando eficiência e qualidade caminham juntas, todos ganham: pacientes, profissionais, hospitais, operadoras e a própria sociedade. Esse é o verdadeiro propósito da saúde baseada em valor”, conclui."

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