Cultura - Teatro

‘Veneno’, de Lot Vekemans, faz temporada no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

25 de Maio de 2026

Indicado aos prêmios Shell e Arcanjo, espetáculo fala do luto através da história de um casal que se reencontra em cemitério dez anos após morte do filho

Créditos: Leekyung Kim

Após apresentações e temporadas em 2025 e 2026 em São Paulo, que renderam indicação de Melhor ator a Alexandre Galindo ao Prêmio Shell e Melhor Drama ao Prêmio Arcanjo, o Rio de Janeiro recebe pela primeira vez, de 3 de junho à 6 de julho no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ), o espetáculo Veneno. Da consagrada autora holandesa Lot Vekemans, a peça, que narra um casal separado que volta a se encontrar em um cemitério, dez anos depois da morte do filho, terá exibições de quarta a sábado e segunda, às 19h, e domingo, às 18h.

Em Veneno um casal, interpretado por Galindo e Cléo De Páris, recebe uma carta que anuncia que será preciso remover o ente querido, ali enterrado, devido a uma contaminação de veneno no solo.

“Para nós, o CCBB RJ é um dos lugares de maior prestígio para estar em cartaz. Uma casa de excelente curadoria e com um público consolidado”, conta Alexandre Galindo, que contribui na direção de produção do espetáculo. “As expectativas são as melhores possíveis! Fazer temporada no CCBB Rio tem um peso muito especial dentro da cena cultural brasileira, então chegar com ‘Veneno’ depois de uma temporada tão bem recebida em São Paulo nos deixa muito felizes e animados. Queremos encontrar o público carioca e permitir que a peça continue esse percurso de crescimento. Acho que cada cidade traz uma escuta diferente, e isso transforma o espetáculo também”, acrescenta Cléo.

Sinopse: Uma carta anuncia que o filho de um casal precisará ser removido do cemitério onde fora enterrado, pois há veneno naquele solo. Um encontro entre esse casal, dez anos depois, escancara as dores de um luto ainda presente. O maravilhoso diálogo entrelaça o sofrimento de duas pessoas que perderam um filho, a si mesmas e uma à outra. Além de tocante e pungente, o espetáculo proporciona que momentos cômicos brilhem até mesmo nas tragédias mais profundas.

A peça sempre esteve no radar da produção para ser levada ao cenário carioca, pois é uma oportunidade maior de continuar crescendo e ajudar numa valorização ainda maior das pessoas que o compõem. “Consideramos importante dar uma nova visibilidade para a peça e para o elenco numa cidade que tem uma cena teatral pungente e com oportunidades distintas, como o Rio de Janeiro”, comenta Galindo.

Toda estrutura textual é fruto da carreira consagrada da autora holandesa Lot Vekemans. Ela, que escreve para o teatro desde 1995, é reconhecida pelas obras "Truckstop" e "Schwester von", ambas de 2005, que lhe renderam prêmios Van Der Vies. A própria peça “Veneno” resultou, em 2010, na conquista do prêmio de dramaturgia Taalunie Toneelschrijfprijs. Todo esse repertório faz com que os atores se sintam privilegiados de fazer parte das exibições.

“É uma grande honra. Estamos falando de uma dramaturgia de alto quilate, sobre um tema universal. A autora coloca duas visões diferentes, em cena, sobre o luto. Você concorda com as duas, não há maniqueísmo, isso por si só já torna a dramaturgia muito instigante, mas, ainda há muitas camadas no texto que o tornam muito profundo e tocante. A arte tem essa função de debater sentimentos, sobretudo no teatro, onde o encontro é presencial, único e sempre transformador para quem o faz e quem o assiste”, finaliza Alexandre.

Os ingressos para a peça Veneno podem ser comprados através da bilheteria do CCBB RJ ou no site bb.com.br/cultura

Instagrans oficiais

@alexandregalindo1

@cleodeparis

@oteatroestudio

@espetaculoveneno

Veneno

Temporada: 3 de junho à 6 de julho de 2026

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB RJ (Teatro III)

Endereço: R. Primeiro de Março, 66 - Centro, Rio de Janeiro - RJ

Dias e horários: de quarta a sábado e segunda, às 19h; domingo, às 18h

Sessão em Libras no dia 27/06

Dias 08, 13, 19 e 24/06 não haverá sessão

Sessões duplas: 20/06, 27/06 e 04/07 às 16h30 e 19h

Duração: 90min

Gênero: Drama

Classificação indicativa: 14 anos

Lotação: 86 lugares

Valor: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Ingressos: bilheteria do CCBB RJ ou no site bb.com.br/cultura

Ficha técnica

Texto: Lot Vekemans

Direção: Criação coletiva

Tradução: Mariângela Guimarães

Elenco: Cléo De Páris e Alexandre Galindo

Figurinos: Fabiano Menna

Direção de Produção: Alexandre Galindo

Pré-Produção: Vinicius Cattani

Produção Executiva: Jana Pieroni

Montagem: Lucas Asseituno

Operação Técnica: Thiago Miyamoto

Fotos do Cartaz: Leekyung Kim

Fotos de Divulgação: Adriano Escanhuela

Vídeos: Gatu Filmes

Mídias Digitais: Cannal Mídias Digitais

Realização: Teatro Estúdio e Centro Cultural Banco do Brasil

Assessoria: Ribamar Filho e Victor Santos (MercadoCom)

Sobre Alexandre Galindo

Ator e produtor, estreou profissionalmente em 2017, conciliando as duas funções, com o espetáculo A Festa de Aniversário, de Harold Pinter. A montagem, realizada no Teatro Poeira (RJ), fatura duas indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro.

Ainda em 2017, produziu duas montagens em teatros cariocas, Animal Doméstico, que abordava questões do universo feminino, e A Viagem do Capitão Tornado, adaptação do clássico cinematográfico de 1.990. Ainda no Rio, esteve no elenco de peças como, Crave ou Ânsia, Mostra A Tua Cara, A morte e a Donzela, Fábrica de Chocolate e o grande sucesso A Tropa, que ultrapassou as 200 apresentações, realizando temporadas por todo o Brasil.

Na TV, fez a novela Cara e Coragem e as séries Sob Pressão, Dom e Crimes.Com. Em 2022 participou da peça Misery, em São Paulo, ao lado dos atores Mel Lisboa e Marcello Airoldi. Na capital paulista, funda, em 2023, o Teatro Estúdio, complexo artístico que inaugura a sua sala de espetáculos com a montagem de Álbum de Família, do dramaturgo Nelson Rodrigues, pela qual foi eleito o Melhor Ator do ano de 2024, pelo júri do blog especializado em cultura Arte8.

Sobre Cléo De Páris

Cléo De Páris iniciou sua carreira de atriz em Porto Alegre, na Cia das Índias. Ainda no Rio Grande Sul, trabalhou em diversas produções cinematográficas, e ganhou um Kikito de melhor atriz no festival de cinema de Gramado.

Fez parte, durante 15 anos, da Cia de Teatro Os Satyros, onde participou de importantes montagens, tendo se apresentado na Alemanha, na Suécia e em Cuba.

É também formada em jornalismo e uma das fundadoras da SP Escola de Teatro, onde assumiu, por 16 anos, um cargo de coordenadora.

Autora e idealizadora de "Desamparos”, espetáculo performativo digital, que permaneceu em cartaz por nove meses durante a pandemia e lhe rendeu o Prêmio Arcanjo de Cultura, na categoria Teatro.

Faz parte do elenco do espetáculo A mulher da van, com direção de Ricardo Grasson, que cumpriu temporada no ano passado e retornará no segundo semestre de 2025.

Destaca, em seu trabalho de atriz, as montagens de Roberto Zucco, Inocência, A vida na Praça Roosevelt, A Filosofia na Alcova, Justine, Vestido de Noiva, Édipo na Praça e Liz (que teve estreia em Havana), ambas dirigidas por Rodolfo Garcia Vásquez; e Ludwig e suas irmãs, dirigida por Eric Lenate.

Comentários
Assista ao vídeo