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Por que tantas mulheres empreendedoras estão cansadas — e ninguém fala sobre isso?

4 de Maio de 2026

Foto: Divulgação

Nos últimos anos, o empreendedorismo feminino cresceu de forma significativa no Brasil. Cada vez mais mulheres têm buscado autonomia, liberdade financeira e protagonismo nos próprios negócios. 

Mas existe um lado pouco falado dessa realidade.

Por trás da rotina produtiva, dos conteúdos nas redes sociais e dos resultados compartilhados, muitas mulheres estão cansadas — física, mental e emocionalmente. E esse cansaço não vem apenas do trabalho. Ele vem do acúmulo.

Diferente de muitos homens, a mulher empreendedora raramente assume apenas um papel. Ela continua sendo mãe, esposa, responsável pela casa, pela rotina familiar e, ao mesmo tempo, pela construção do próprio negócio, com a cobrança de ser a melhor em todas as áreas. 

Isso significa tomar decisões o tempo todo, lidar com pressão, administrar expectativas e sustentar uma imagem constante de força. 

Com o passar do tempo, o que antes parecia liberdade pode começar a se tornar um peso.
Não pela escolha de empreender, mas pela forma solitária como muitas vezes esse caminho é percorrido.

Um dos pontos mais críticos desse cenário não é a falta de capacidade ou de esforço. É a falta de ambiente.

Muitas mulheres tentam crescer sozinhas, tomando decisões isoladas, consumindo conteúdos desconectados e sem ter com quem trocar de forma estratégica.
E, muitas vezes, um conselho errado de quem não vive o empreendedorismo pode custar caro.

É nesse ponto que o networking deixa de ser apenas uma troca de contatos e passa a ser uma ferramenta real de crescimento.

Quando bem estruturado, ele:

  • encurta caminhos

  • amplia visão

  • traz direção

Não se trata apenas de conhecer pessoas, mas de estar em um ambiente onde decisões são aceleradas, um espaço com mulheres que compartilham a mesma visão de crescimento.

Foi a partir da própria vivência nesses ambientes que a mentora de empresárias e palestrante Danielly Marques aprofundou sua atuação. Ao longo da sua trajetória, sempre esteve inserida em grupos estratégicos, percebendo na prática como essas conexões foram determinantes para o crescimento dos seus negócios.

Ao mesmo tempo, identificou uma lacuna importante: embora o networking fosse eficiente, nem sempre os ambientes contemplavam as particularidades do universo feminino.

As dores, os desafios e a forma como as mulheres lidam com o empreendedorismo exigem um tipo de troca mais direcionada, com escuta, acolhimento e estratégia.

Foi nesse contexto que Danielly encontrou o W2W – Woman to Woman, um modelo estruturado de networking feminino baseado em três pilares:
desenvolvimento, conexão e direcionamento prático.

Desde então, passou a atuar como partner do clube em sua região, conduzindo encontros, eventos e dinâmicas voltadas ao fortalecimento de empresárias, com foco em:

  • clareza

  • posicionamento

  • tomada de decisão

Os efeitos desse tipo de ambiente podem ser percebidos na experiência de quem participa.

A assessora e corretora de seguros Júlia Barroso relata que, ao entrar para o W2W, estava em uma cidade nova, iniciando também uma nova fase profissional:

Eu cheguei sem rede, sem conexão e começando praticamente do zero. Entrar para o W2W não mudou só a minha forma de enxergar o negócio, mudou a minha vida como um todo. Além do crescimento como empresária, eu encontrei apoio, fiz amizades e construí parcerias que fizeram toda a diferença nesse processo.”

Júlia Barroso | Foto: Divulgação

A atuação de Danielly é diretamente influenciada pela sua base em comunicação.
Com mais de 15 anos como apresentadora de televisão, desenvolveu habilidades como:

  • leitura de público

  • clareza na comunicação

  • condução estratégica de conversas

Esses elementos hoje se refletem na forma como estrutura ambientes de troca mais profundos.

Foi também a partir dessa trajetória na televisão que surgiu sua entrada no empreendedorismo. Após três anos à frente do programa, assumiu a gestão do próprio projeto, transformando-o em negócio.

Atualmente, também atua como sócia, ao lado do esposo, em uma empresa do segmento de autopeças para ar-condicionado veicular, um negócio com mais de duas décadas de mercado.

Essa vivência fortalece sua compreensão sobre desafios reais de gestão, vendas e crescimento.

Paralelamente, consolidou sua carreira como palestrante, com atuação nacional e internacional, abordando temas como:

  • empreendedorismo

  • vendas

  • comunicação assertiva

A união entre comunicação, prática empresarial e desenvolvimento humano sustenta o trabalho que desenvolve hoje.

Em um cenário onde o excesso de informação gera mais dúvida do que direção, o ambiente em que a mulher está inserida se torna um fator decisivo de crescimento.

Mais do que trabalhar mais, muitas precisam parar de caminhar sozinhas.

Porque, no fim, o problema nem sempre é falta de esforço.
Às vezes, é falta de direção e, principalmente, de ambiente.

Estar em um grupo de networking não é apenas sobre negócios.
É, antes de tudo, um encontro com propósito.

É o momento em que a mulher sai do automático e volta para si.

No meio de rotinas intensas, esses encontros se tornam uma pausa, não uma pausa vazia, mas uma pausa que constrói.

Ali, além de leveza, existe:

  • aprendizado

  • troca

  • escuta

  • fortalecimento de vínculos

São mulheres que chegam por um objetivo profissional, mas permanecem pelas conexões.

Porque o verdadeiro networking não começa na intenção de vender.
Ele começa na intenção de se conectar.

Dentro desse ambiente, aprende-se algo que muitas vezes nunca foi ensinado:

  • como se relacionar estrategicamente

  • como se posicionar

  • como gerar valor antes de esperar retorno

E é justamente por isso que o negócio se torna consequência.

Quando a mulher entende o valor da conexão, os resultados passam a acontecer de forma mais natural e consistente.

Mas o impacto não é apenas profissional.

Em um ambiente pensado para mulheres, há espaço para falar sobre:

  • saúde

  • família

  • equilíbrio

  • identidade

Há espaço para resgatar a feminilidade, a sensibilidade e a força que muitas vezes ficam escondidas atrás da rotina.

E é nessa construção mais completa que algo muda.

A mulher não sai apenas com um contato ou uma ideia. Ela sai: mais segura, mais clara e mais fortalecida.

E, principalmente, com a sensação de que não precisa mais dar conta de tudo sozinha.

Porque quando o ambiente muda, a forma de caminhar também muda.
E crescer deixa de ser pesado, passa a ser possível.

O Clube W2W – Woman to Woman está presente em diversas cidades do país por meio do modelo de franquia, ampliando o acesso a esse tipo de ambiente.

Mas, mais do que um clube específico, fica um direcionamento importante:

buscar o ambiente certo faz diferença.

A orientação é que cada mulher procure um grupo de networking estruturado, com:

  • intenção

  • organização

  • propósito

Um espaço que contribua não apenas para o crescimento do negócio, mas também para o fortalecimento pessoal.

Ao encontrar esse ambiente:

  • as decisões ganham mais clareza

  • os caminhos se tornam mais objetivos

  • a sobrecarga diminui

Mas é essencial saber escolher.

Um bom ambiente é aquele onde não há espaço para: fofoca, competição desnecessária e desgaste emocional.

E sim para:

  • crescimento

  • oportunidades

  • aprendizado

  • construção coletiva

Como reforça a palestrante e mentora de empresárias Danielly Marques:

“o ambiente em que uma mulher está inserida impacta diretamente a forma como ela conduz o próprio negócio — e a própria vida.”

Danielly Marques | Foto: Divulgação

E, muitas vezes, a virada de chave não está em fazer mais.

Está em escolher melhor onde se estar.

Saiba mais:

Instagram: @adaniellymarques

Site: https://daniellymarques.com.br/bio/ 

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