Musical "Minha Estrela Dalva"
Impulsionado por este amor incondicional, Borghi revisita suas memórias para homenagear uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Minha Estrela Dalva é a celebração dessa história, um reencontro do artista com sua musa.
![]() |
| Dalva | Foto: João Caldas |
Em 2026, essa memória ganha novo corpo e voz no palco através de um encontro de gigantes. Soraya Ravenle, que iniciou sua brilhante carreira no teatro musical integrando o coro de "A Estrela Dalva" (1987), grande sucesso de Borghi com Marília Pêra, retorna agora para ocupar o centro do palco e encarnar a própria Estrela. Com sua potência vocal e sensibilidade única, ela não interpreta apenas a "Rainha do Rádio", mas a força da natureza que cantou a dor rasgada antes disso virar moda, a mulher que desafiou os moralismos de sua época com o peito aberto e a garganta em chamas. Soraya traz à cena o mito humano, o "Rouxinol do Brasil" que ensinou a um país inteiro que o sofrimento, quando cantado, vira beleza.
“Nem nos meus mais belos sonhos eu poderia imaginar estar ao lado de Renato Borghi para falar de seu amor e devoção por Dalva de Oliveira, considerada por Villa-Lobos e tantas outras pessoas como a maior cantora popular brasileira. E meu primeiro musical foi A Estrela Dalva, com texto e atuação do próprio Renato, estrelado por Marília Pêra. É uma volta de 360° na minha vida, quase toda dedicada ao teatro musical brasileiro. Tenho pensado que assim como me aconteceu com Carmen, Dolores, e Isaurinha, o que faço é um trabalho de tradução. Me aproximo, investigo, estudo, decifro os códigos dessa língua Dalva Vicentina de Oliveira. De que lugar ela canta? Que caminhos sua voz faz? Que histórias essa voz conta para nós ainda hoje? Não me interessa a cópia da casca, me interessa chegar perto da sua alma e colocar a minha bem coladinha com a dela, para que juntas falemos de amor, música, machismo, coragens e medos, alegrias e tristezas de uma artista brasileira, grandiosa, inesquecível. Obrigada Dalva, por sua existência!”, declara Ravenle.
Em um jogo cênico vertiginoso, Renato Borghi divide a cena com sua própria juventude. Elcio Nogueira Seixas, que, além de dirigir o espetáculo, interpreta o Renato de 1969 — um jovem ator da contracultura que, entre a rebeldia do Teatro Oficina e o glamour do rádio, descobre em Dalva a alma do Brasil.
“Desde o início dos anos 90, divido e multiplico a cena do mundo com Renato. Fui seu aluno e tornei-me seu parceiro na arte. Dalva entrou em mim como entrou nele — pela voz, pelo espanto, pelo chamamento. Só que o meu bolachão de 78 rotações foi o próprio Borghi. Hoje dirijo Minha Estrela Dalva ao lado de meu amado amigo e mestre Elias Andreato — que foi quem me aproximou do Renato. E no palco, sou ele jovem — o menino de sete anos que ouviu aquela voz pela primeira vez e nunca mais foi o mesmo. Neste espetáculo, sigo a receita antropófaga de Oswald de Andrade e faço a devoração de Renato e Dalva”, diz Elcio Nogueira Seixas.
Completando esse triângulo de paixões, Ivan Vellame empresta sua voz de rara beleza para dar vida aos amores de Dalva, com destaque para o compositor Herivelto Martins, trazendo ao palco os sambas imortais e os conflitos públicos e midiáticos que marcaram a era de ouro do rádio.
“A Dalva que Renato nos traz é uma convocação para adentrarmos a vida de uma mulher que viveu de alma nua, vocacionada para o Amor e para a Arte. Eu entro representando uns cabras que estranharam o Amor. Construindo com a direção chegamos à uma encenação não documental, onírica e mítica, mas que não perde o valor de reflexão de que esses homens, os estranhos ao Amor mas que amavam muito - Bruno, Herivelto e Kiko - viam o feminino como sinônimo de desqualificação do masculino. Eu espero que, principalmente, os homens, saiam do teatro mais amorosos, menos machões. Se eu for vaiado em cena, por perceberem que homens assim já não estão com nada há muito tempo, vai ser lindo. Eu espero que: - Homens, honremos a feminilidade que nos é intrínseca”, enfatiza Vellame.
A direção do espetáculo é dividida com o renomado Elias Andreato. O ator e diretor empresta toda sua sensibilidade e experiência para extrair o melhor de cada ator e dar forma ao texto poético escrito por Borghi.
“Em Minha Estrela Dalva, Renato Borghi escreve uma declaração de amor à sua musa eterna, Dalva de Oliveira. Ao lado de Elcio Nogueira Seixas, construímos um espetáculo que é memória, música e exposição profunda. Soraya Ravenle não interpreta Dalva, ela a faz pulsar, e ver Renato se confrontar com sua própria história em cena é testemunhar um dos gestos mais íntimos e corajosos do teatro”, destaca Andreato.
“Minha Estrela Dalva” acontece a partir de 28 de março, no Teatro do SESI-SP (Avenida Paulista, 1313), de quinta a domingo. Os ingressos são liberados sempre às segundas-feiras, às 8h, exclusivamente para as sessões daquela semana, no site www.sesisp.org.br/eventos.
Peter Frampton anuncia álbum de material inédito, "Carry The Light"
Peter Frampton confirma primeiro álbum de material inédito em 16 anos, "Carry The Light”, cocriado com o filho, Julian Frampton.
![]() |
| Peter Frampton | Crédito: Lynn Goldsmith |
Com lançamento em 15 de maio, álbum traz participações de Sheryl Crow, Bill Evans, H.E.R., Tom Morello, Graham Nash e Benmont Tench.
O guitarrista vencedor do GRAMMY® e integrante do Rock & Roll Hall of Fame, Peter Frampton, lançará “Carry the Light”, seu primeiro álbum com material de rock totalmente inédito em 16 anos, no dia 15 de maio, via Ume. Coescrito e produzido com seu filho, Julian Frampton, o disco conta com as participações de Sheryl Crow, Bill Evans, H.E.R., Tom Morello, Graham Nash e Benmont Tench. “Carry the Light” será lançado em diversos formatos: CD, vinil. A pré-venda do álbum já está disponível na UMusic Store. Saiba mais aqui: https://www.umusicstore.com/peter-frampton.
“O álbum ‘Carry the Light’, um dos projetos mais prazerosos que já fiz, traz as minhas primeiras músicas novas em 16 anos. Nele, pude trabalhar com meu filho Julian Frampton, escrevendo e produzindo juntos. Essa é a primeira de muitas colaborações, tenho certeza”, disse Frampton.
Antes do lançamento, Frampton divulgou a nova faixa “Buried Treasure”, com o tecladista Benmont Tench, da banda Tom Petty & The Heartbreakers. A música é uma homenagem ao falecido Tom Petty e ao programa de rádio da SiriusXM de mesmo nome, que ele apresentou por 15 anos. A letra foi construída inteiramente com títulos de músicas de Petty. Frampton convidou pessoalmente Tench para adicionar seu estilo característico à faixa.
Para Frampton, “Carry the Light” reflete o presente, ancorado nos desafios, mudanças e conexões dos últimos anos. O título representa propósito: para ele, a “luz” simboliza sabedoria, algo a ser levado adiante. No centro, o álbum é profundamente pessoal, fruto, em grande parte, da experiência de criá-lo ao lado do filho. “Este pode ser o melhor álbum que o Peter já fez”, disse o engenheiro e coprodutor Chuck Ainlay. “As músicas são muito marcantes, e a voz dele amadureceu de uma forma que transmite exatamente o que ele quer expressar.”
Frampton é acompanhado por um verdadeiro time de estrelas: Sheryl Crow divide os vocais em “Breaking the Mold”; Bill Evans toca saxofone em “Can You Take Me There” e “Tinderbox”; H.E.R. troca linhas de guitarra na instrumental “Islamorada”; Tom Morello traz sua intensidade para a faixa de protesto “Lions at the Gate”; Graham Nash contribui com harmonias em “I’m Sorry Elle”; e Benmont Tench adiciona teclados em “Buried Treasure”. Todos os convidados aceitaram prontamente participar do projeto, colaborando com um artista que há mais de seis décadas espalha boa música e energia positiva pelo mundo.
No início deste ano, Frampton celebrou os 50 anos de seu icônico álbum “Frampton Comes Alive”. Lançado originalmente em 1976, o disco se tornou um fenômeno cultural e segue como um dos álbuns ao vivo mais vendidos de todos os tempos, com quase 20 milhões de cópias vendidas no mundo. Para comemorar, foi lançada uma edição especial em vinil do álbum via A&M/UMe, com master original de 1975.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Peter Frampton se consolidou como um dos guitarristas mais celebrados da história do rock. Em 2007, ganhou um GRAMMY® de Melhor Álbum Instrumental Pop por “Fingerprints”; em 2014, entrou para o Musicians Hall of Fame; e, em 2019, recebeu o Les Paul Innovation Award.
Em 2020, Frampton foi incluído no GRAMMY® Hall of Fame, lançou sua autobiografia “Do You Feel Like I Do?: A Memoir”, que entrou na lista de best-sellers do The New York Times, e participou do álbum “Rockstar”, de Dolly Parton, sendo o único artista presente em duas faixas.
Em 2023, lançou o box “Frampton@50”, com edições em vinil de álbuns clássicos; recebeu o prêmio Heroes in the Fight, da The Myositis Association; e lançou um álbum ao vivo gravado no Royal Albert Hall.
Em 2024, recebeu o Les Paul Spirit Award no Gibson Garage Nashville; entrou para o Rock & Roll Hall of Fame; e encerrou uma grande turnê antes de retornar ao estúdio para gravar “Carry the Light”.
O single “Buried Treasure” já está disponível.
Neguinho da Beija-Flor lança nova versão de “Deixa Eu Te Amar” com clipe inédito nas plataformas digitais
![]() |
| Neguinho da Beija-Flor | Foto: Divulgação |
Um dos maiores nomes do samba, Neguinho da Beija-Flor apresenta ao público sua interpretação de “Deixa Eu Te Amar”, clássico eternizado na voz do inesquecível Agepê e assinado por Ismael Camillo e Mauro Silva. A faixa chega às plataformas digitais no dia 20 de março, acompanhada de um clipe especial que reforça a carga romântica e atemporal da canção.
Nesta sexta-feira, o público confere uma nova roupagem para a música que marcou gerações. Na voz de Neguinho, o clássico ganha frescor sem perder sua essência, em uma releitura feita com profundo respeito à obra original.
“É uma honra dar voz a uma música tão importante. ‘Deixa Eu Te Amar’ marcou gerações na voz do inesquecível Agepê e agora ganha uma nova interpretação na minha voz, com muito carinho e respeito por essa obra incrível dos compositores Antônio Gilson Porfírio, Ismael Camillo e Mauro Silva”, destaca o artista.
Conhecida por sua melodia envolvente e letra marcada pela intensidade do amor, “Deixa Eu Te Amar” ganhou uma nova leitura que conecta diferentes gerações de ouvintes, reafirmando a força do samba romântico no imaginário brasileiro.
A produção fonográfica é assinada pelo próprio artista ao lado de Elaine Cristina dos Reis Gonçalves Marcondes, que também integra o coro da faixa. O arranjo, conduzido por Jonathan Carlos Lima de Branco, valoriza a interpretação vocal e traz uma sonoridade contemporânea sem perder a essência tradicional do gênero.
O clipe, lançado simultaneamente, amplia a experiência da música, traduzindo em imagens a atmosfera romântica e sensível da composição. A proposta audiovisual acompanha a delicadeza da faixa e reforça sua narrativa emocional, criando uma conexão direta com o público.
Com décadas de carreira e uma trajetória marcada por grandes sucessos à frente da Beija-Flor de Nilópolis, Neguinho reafirma sua relevância na música brasileira ao revisitar um clássico com frescor e autenticidade, mantendo viva a tradição do samba romântico.
Lançamento: “Deixa Eu Te Amar” – Onde: YouTube + plataformas digitais
Cantora Roberta Spindel traz música nova e show "Sempre Será" para o palco do Blue Note Rio no dia 26 de março, às 22h30
Espetáculo com nome de seu novo single que estreia nas plataformas digitais dia 27/3 reúne músicas autorais e releituras de grandes sucessos da música brasileira, além de canções que marcaram sua trajetória.
![]() |
| Roberta Spindel | Foto: Divulgação |
Sempre Será é um show intenso e emocionante que apresenta a essência artística da cantora e compositora Roberta Spindel no palco do Blue Note. O repertório reúne músicas autorais e releituras de grandes sucessos da música brasileira, além de canções que marcaram sua trajetória em regravações ao lado de nomes como Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Zeca Baleiro e Renato Teixeira. Nesse show Roberta lançará em primeira mão a música autoral que dá nome ao show Sempre Será. A canção estreia nas plataformas digitais no dia 27/3, sexta-feira.
Recém chegada de uma turnê que passou por dez estados nos Estados Unidos onde participou como convidada especial no show do violonista Diego Figueiredo, neste show do dia 26 de março, Roberta é acompanhada pelos músicos Gabriel Barreto, percussão e Vinny Andrade, violão/guitarra, em um formato intimista que valoriza a canção, a interpretação e a conexão com o público. Além de surpresas e participações especiais incríveis.
Show: Roberta Spindel - Sempre Será
Formação: Roberta Spindel + Gabriel Barreto na percussão e Vinny Andrade no violão e guitarra
Local: Blue Note Rio – Avenida Atlântica, 1.910 – Copacabana – Rio de Janeiro
Data: 26 de março – Horário: 22h30 – Capacidade: 200 lugares
Ingressos: Na bilheteria da casa ou pelo site www.bluenoterio.com.br ou www.eventim.com.br (De R$60 a R$120)
Telefone: (21) 3799-2500.
Circo, música e poesia se encontram em “Casaco Vermelho”, espetáculo gratuito que acontece no dia 29 de março, no Parque da Previdência, SP
Montagem da Cia The Bigosty Show’s que combina humor, equilibrismo e interação em uma experiência sensível e itinerante estreia temporada aberta ao público em 29/3 no Parque da Previdência – Butantã.
![]() |
| Casaco Vermelho | Foto: Divulgação |
QAZ e Cia The Bigosty Show’s apresentam “Casaco Vermelho”, espetáculo circense para todas as idades que reúne comicidade física, música e técnicas de circo em uma narrativa leve, poética e divertida. A estreia de temporada aberta ao público ocorre em 29 de março, domingo, no Parque da Previdência, em SP, no bairro Butantã, com duas apresentações, às 11h e 15h.
Serão 30 apresentações gratuitas contempladas pela 10ª edição do Fomento ao Circo da SMC. Cinco apresentações serão em Circos Sociais, cinco em Casas de Cultura – com vivências circenses, cinco em Bibliotecas, dez em escolas, com rodas de conversa, e cinco em parques/praças.
Criado e interpretado por Maria Luz e Esteban Hetsch, o trabalho marca o reencontro da dupla, que já percorreu países da América do Sul com um projeto itinerante de teatro e circo de rua. Em cena, dois personagens se encontram e, entre situações inusitadas com objetos, figurinos e instrumentos musicais, conduzem o público por um universo excêntrico e musical.
Com humor e delicadeza, “Casaco Vermelho” aborda temas como encontro, descoberta e resiliência, explorando linguagens como palhaçaria, equilibrismo e manipulação de objetos. Ao longo da apresentação, os personagens se desafiam em ações surpreendentes — como atravessar um cabo de aço em busca de um furtivo casaco vermelho.
Estreado em 2022, o espetáculo se destaca pela versatilidade, podendo ser apresentado em teatros, parques, bibliotecas e centros culturais, aproximando diferentes públicos da linguagem circense contemporânea.
Ficha técnica:
Encenação e Criação: Maria Luz e Esteban Hetsch. Elenco: Esteban Hetsch – Artista circense e músico, Maria Luz – Artista circense, Músico: Fernando Vicencio. Direção: Projeto QAZ e Direção de Produção: Carol Santiago.
A companhia surgiu a partir das pesquisas do artista Esteban Hetsch sobre o universo dos showman das décadas de 1940 e 1950. Desde sua estreia, em 2012, no Centro Cultural Rio Verde (SP), o grupo mantém intensa circulação no Brasil e no exterior.
Ao longo de sua trajetória, participou de importantes circuitos e festivais, como unidades do SESC, Circuito Cultural Paulista, Virada Paulista e eventos internacionais na Europa e América do Sul. Com uma linguagem que integra circo, teatro e música, a Cia The Bigosty Show's se consolidou como um grupo atuante na cena circense contemporânea, com espetáculos acessíveis e interativos.
SERVIÇO – apresentações em 29 de março
Espetáculo: Casaco Vermelho
Companhia: Cia The Bigosty Show’s
Duração: 40 minutos
Classificação: Livre
Data: 29 de março, domingo
Horário: 11h e 15h (duas apresentações)
Local: Parque da Previdência
Endereço: Rua Pedro Peccinini, 88
Ingressos: Gratuito – Informações: @qazcircula
Matheus Marinho Trio - expoente da cena instrumental lança seu terceiro álbum “En vivo Jazz a la Calle”
![]() |
| Matheus Marinho Trio | Foto: Divulgação |
O baterista e compositor paulistano Matheus Marinho lança no dia 27 de março seu segundo álbum autoral, “En vivo Jazz a la Calle”, gravado ao vivo no tradicional festival Jazz a la Calle, em Mercedes, Uruguai. O trabalho chega às plataformas digitais pelo selo Tratore e consolida o artista como um dos nomes mais expressivos da nova geração da música instrumental brasileira.
Gravado na Praça Manzana 20, o disco registra a energia e a conexão do trio formado por Matheus Marinho (bateria), Níchollas Maia (piano) e Gustavo Fonseca (baixo), explorando a fusão entre jazz e ritmos brasileiros — marca forte do grupo. No repertório, aparecem faixas como “Saudade”, homenagem ao pai do músico; “Samba pro Celso”, dedicada ao baterista Celso de Almeida; “Balanço ZL”, que remete diretamente à Zona Leste de São Paulo, onde o artista nasceu.
“Gravar esse álbum ao vivo no Uruguai foi registrar a energia bruta do trio em um ambiente de troca cultural intensa. O Jazz a la Calle tem uma mística própria, e o público sentiu a pulsação da nossa música”, resume Matheus.
A história do baterista, hoje com 28 anos, começa cedo, aos 4 anos, dentro da igreja — ambiente que, por sinal, também conecta os três integrantes do trio. Criado na periferia de São Paulo, ele desenvolveu sua relação com a música de forma coletiva, no corre do dia a dia e no acesso compartilhado aos instrumentos.
“Eu não alcançava a parte dos pés, então tinha dois meninos da igreja que ficavam agachados: um tocava o bumbo e o outro segurava o chimbal pra mim. Essa imagem nunca saiu da minha cabeça”, relembra.
A virada vem com a entrada na Escola do Auditório Ibirapuera. “Quando vi uma orquestra pela primeira vez ali, foi um baque. Uma porta se abriu, eu nunca tinha visto nada igual. Parecia até que eu estava no céu de tão lindo. Acho que foi aí que comecei minha trajetória de fato.” Nesse período, ele mergulha nas referências da bateria brasileira — nomes como Wilson das Neves, Edson Machado, Milton Banana, Lilian Carmona, Paulo Braga, Theo Lima e Toninho Pinheiro — e resume o processo de forma direta: “Fui atrás desses caras, fui estudar.”
A partir daí, a estrada se amplia. Matheus passa a tocar com artistas como Fabiana Cozza, Adriana Moreira, Banda Mantiqueira, Tássia Reis e Izzy Gordon, além de participar de diversos projetos e gravações. Em 2024, lança o primeiro disco, Vinticinco, ouça aqui, com produção de Fi Maróstica, e músicas como “Orasamba para Brumadinho”, “Na ginga do Guinga” e “Baião da saudade”, e no começo de 2026 O novo sempre vem, ouça aqui, que já apontam para essa mistura de jazz e ritmos brasileiros que agora se fortalece no trabalho ao vivo.
Essa identidade não é por acaso. “Eu acho que a região onde a gente mora diz muita coisa. O jeito de tocar, de agir, de respeitar o próximo… isso forma a gente. E o que diferencia o meu trio é essa identidade brasileira. A gente sente que isso tem se perdido — o samba, o ijexá, o forró, o frevo — e precisa plantar isso para as próximas gerações.”
A participação no Jazz a la Calle marca também um passo importante fora do país. Depois de três tentativas, o trio foi selecionado, se apresentou e ainda ministrou a oficina “Samba eu toco assim”, compartilhando sua visão sobre a música brasileira com músicos de várias partes do mundo. “Foi um festival muito democrático. Você se inscreve e pode ser escolhido, independente de nome ou mercado. Isso muda vidas — como a música mudou a minha.”
Esse olhar também aparece no trabalho social que desenvolveu com o coletivo Favela Instrumental, oferecendo oficinas gratuitas no bairro de Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo, e organizando festivais na periferia.
“Acho importante dizer: o jazz é periférico, a música instrumental é periférica. Os músicos vêm desses lugares, mas isso foi sendo elitizado. A gente quer mostrar que essa música também nasce na quebrada.”
Mais de Matheus Marinho em: https://matheusmarinho.mobirisesite.com/
https://jazzalacalle.com.uy/
Samprazer agita comemoração de 3 anos do Mustang Gastro Bar em Guarulhos
O Grupo leva seus maiores sucessos para uma tarde especial de samba, pagode, gastronomia e celebração em clima de festa
![]() |
| Samprazer | Foto: Divulgação |
O Samprazer é uma das atrações confirmadas da comemoração de 3 anos do Mustang Gastro Bar, que acontece no próximo dia 21 de março, em Guarulhos. A celebração promete reunir muito samba, pagode, boa gastronomia e uma atmosfera vibrante, em uma tarde pensada para marcar a data em grande estilo.
Conhecido por sua energia, carisma e forte conexão com o público, o Samprazer sobe ao palco levando um repertório de sucessos que marcaram sua trajetória e conquistaram os fãs ao longo dos anos. No setlist, não devem faltar músicas como “Na Pagodeira”, “Nem GPS Me Localiza”, “Sabor de Hortelã”, “A Gente É Isso Aí”, “Atire a Primeira Pedra” e “Paixão Verdadeira”.
A apresentação promete transformar a casa em uma grande roda de samba e pagode, com muita animação, emoção e aquele clima de celebração que já é marca registrada do grupo. A expectativa é reunir música de qualidade, público animado e toda a estrutura do Mustang Gastro Bar para celebrar mais um ano de história.
Com uma trajetória consolidada no cenário do samba e pagode, o Grupo Samprazer segue colecionando hits e fortalecendo sua presença nos palcos, reafirmando sua identidade musical e seu compromisso em levar alegria e entretenimento por onde passa.
A comemoração de aniversário do Mustang Gastro Bar promete ser um dos destaques da agenda de entretenimento da região, reunindo atrações especiais e uma programação preparada para brindar o sucesso da casa com seu público.
Evento: Comemoração de 3 anos do Mustang Gastrobar
Atração: Grupo Samprazer
Data: 21 de março – Horário: 16h
Local: Mustang Gastro Bar – Guarulhos (SP)