Colaboradores - Mayne Galassi

Ação de Graças: o feriado que não temos, mas que vale a pena adotar

28 de Novembro de 2025

Todo ano, na quarta quinta-feira de novembro, os Estados Unidos celebram o Thanksgiving — um feriado nacional dedicado exclusivamente à gratidão. Não há troca de presentes, não há compras compulsivas (a Black Friday vem só no dia seguinte). O foco é um só: reunir a família e de forma intencional, reconhecer o que deu certo na vida.

No Brasil, essa data passa em branco no calendário oficial. Mas escolas bilíngues, empresas com cultura global e milhares de famílias já incorporaram a prática, e os resultados aparecem rápido, especialmente nas crianças e adolescentes.

Já existem pesquisas que mostram que a prática regular de gratidão em crianças e jovens reduz os sintomas de ansiedade e depressão, melhora a qualidade do sono e fortalece relações interpessoais. No contexto brasileiro, onde já uma parte das crianças e adolescentes apresentam sinais de sofrimento psicológico (dados Unicef e Ministério da Saúde), essa evidência deixa de ser curiosidade e vira ferramenta concreta de saúde mental.

O que podemos trazer para nossa realidade sem esforço excessivo:

  • Uma refeição mensal em que cada pessoa da família diz uma coisa pela qual é grata.
  • O “pote da gratidão” na sala ou na cozinha: durante 30 dias todos escrevem momentos positivos e no último dia, leem juntos.
  • Nas empresas e escolas, rodas rápidas de gratidão antes de reuniões ou aulas.

Não é preciso importar peru recheado nem decoração de outono. Basta adotar o essencial: parar, olhar em volta e nomear o que é bom.

A Ação de Graças pode não ser feriado brasileiro, mas a gratidão cabe em qualquer calendário. E num país que aprendeu a valorizar equilíbrio emocional, talvez seja a tradição mais útil que podemos emprestar dos americanos. 

Sobre a autora:

Por Mayne Galassi

Psicóloga e Neuropsicóloga

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