![]() |
Todo ano, na quarta quinta-feira de novembro, os Estados Unidos celebram o Thanksgiving — um feriado nacional dedicado exclusivamente à gratidão. Não há troca de presentes, não há compras compulsivas (a Black Friday vem só no dia seguinte). O foco é um só: reunir a família e de forma intencional, reconhecer o que deu certo na vida.
No Brasil, essa data passa em branco no calendário oficial. Mas escolas bilíngues, empresas com cultura global e milhares de famílias já incorporaram a prática, e os resultados aparecem rápido, especialmente nas crianças e adolescentes.
Já existem pesquisas que mostram que a prática regular de gratidão em crianças e jovens reduz os sintomas de ansiedade e depressão, melhora a qualidade do sono e fortalece relações interpessoais. No contexto brasileiro, onde já uma parte das crianças e adolescentes apresentam sinais de sofrimento psicológico (dados Unicef e Ministério da Saúde), essa evidência deixa de ser curiosidade e vira ferramenta concreta de saúde mental.
O que podemos trazer para nossa realidade sem esforço excessivo:
Não é preciso importar peru recheado nem decoração de outono. Basta adotar o essencial: parar, olhar em volta e nomear o que é bom.
A Ação de Graças pode não ser feriado brasileiro, mas a gratidão cabe em qualquer calendário. E num país que aprendeu a valorizar equilíbrio emocional, talvez seja a tradição mais útil que podemos emprestar dos americanos.
Sobre a autora:
Por Mayne Galassi
Psicóloga e Neuropsicóloga