Engenharia mecânica garante eficiência e segurança na produção global de gás e petróleo
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Foto: Divulgação |
A produção de gás e petróleo segue como um dos pilares energéticos do planeta — mesmo em meio à transição para fontes renováveis. Por trás da complexa cadeia que envolve extração, refino e distribuição, existe uma engrenagem essencial: a engenharia mecânica. Com atuação que vai do fundo do mar às refinarias, esse campo técnico é responsável por garantir segurança, eficiência e inovação no setor que movimenta trilhões de dólares por ano no mundo.
Em 2023, segundo a International Energy Agency (IEA), a produção global de petróleo atingiu cerca de 93 milhões de barris por dia, e o gás natural respondeu por quase 24% da matriz energética mundial. No Brasil, a produção segue em ritmo crescente: a Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou um recorde de mais de 3,7 milhões de barris diários, posicionando o país entre os 10 maiores produtores do mundo.
É nesse contexto que profissionais como Juliano Augusto Pereira, especialista técnico em engenharia mecânica com passagem por instituições como a Petrobras e o Instituto Butantan, se destacam por sua experiência técnica e capacidade de conectar conhecimento com soluções reais.
“A engenharia mecânica é responsável por muito mais do que projetar equipamentos. Ela assegura que cada componente de um sistema de produção de gás ou petróleo funcione com precisão, sob alta pressão, temperatura extrema e com o menor risco possível”, explica Juliano.
Com sólida atuação técnica e vivência prática em operações críticas, Juliano se tornou referência entre profissionais da área, contribuindo com projetos que envolvem desde linhas de dutos submarinos até sistemas de ventilação e automação industrial. Sua visão integra aspectos técnicos, operacionais e humanos.
“Na Petrobras, aprendi que a confiabilidade mecânica é tão estratégica quanto a própria reserva de petróleo. Sem equipamentos funcionando perfeitamente, não há produção. E mais que isso, não há segurança para os trabalhadores e para o meio ambiente”, relata.
Além do setor de óleo e gás, Juliano também teve passagem pelo Instituto Butantan, referência internacional em pesquisa biotecnológica, onde participou de projetos de manutenção e modernização de equipamentos industriais — experiência que reforça sua versatilidade e olhar multidisciplinar.
A engenharia mecânica aplicada ao setor de energia enfrenta desafios cada vez mais complexos. Entre eles, estão a corrosão de materiais em ambientes offshore, a necessidade de automação inteligente de processos, e a crescente exigência por soluções que reduzam o impacto ambiental.
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Juliano - profissional técnico da Engenharia Mecânica |
Segundo o Global Oil & Gas Engineering Report (2023), empresas do setor estão investindo mais de US$ 800 bilhões em novas tecnologias para garantir eficiência operacional e sustentabilidade. Entre as prioridades estão a manutenção preditiva, a robótica industrial e a simulação computacional avançada — áreas onde a engenharia mecânica é protagonista.
“A gente vive uma corrida por inovação. O mundo quer energia, mas com mais segurança e menos impacto. E isso passa diretamente pela engenharia mecânica. Não tem como pensar o futuro do setor sem esses profissionais altamente capacitados e com visão sistêmica”, afirma Juliano.
Apesar do avanço das fontes renováveis, o petróleo e o gás seguem com papel central na economia mundial. De acordo com relatório da Statista Research Department (2024), o mercado global de petróleo movimentou mais de US$ 2,1 trilhões, enquanto o de gás natural ultrapassou US$ 830 bilhões. Esses números comprovam que, embora em transformação, a indústria continua sendo uma das maiores empregadoras e geradoras de tecnologia no planeta.
No Brasil, o cenário também é positivo. Com as reservas do pré-sal e os investimentos em campos de produção em alto-mar, a demanda por profissionais técnicos e especializados cresce — especialmente aqueles com domínio em sistemas mecânicos complexos e experiência em ambientes industriais de alta criticidade.
“Tem espaço para quem se qualifica e entende os riscos e a responsabilidade do setor. A engenharia mecânica tem um papel silencioso, mas fundamental. É ela que mantém a engrenagem girando, dia e noite, no fundo do oceano ou em uma planta de refino”, completa Juliano Augusto Pereira
*Colaboração: Radija Matos