Colunistas - Rodolfo Bonventti

Cuoco voltava a ser um médico de uma cidadezinha do interior em série global

26 de Outubro de 2018

Depois de viver o Dr. Fernando na novela “Redenção”, em 1968, na TV Excelsior, papel que o revelou para o sucesso, o transformando em um dos atores mais populares das nossas novelas, Francisco Cuoco voltava a interpretar um bondoso médico de uma pequena cidade no interior do país, 13 anos depois, no seriado “Obrigado, Doutor” da TV Globo.

Inspirado em um programa que fez muito sucesso na Rádio Nacional na década de 1950, “Obrigado, Doutor” contava a história de um médico ginecologista de uma pequena cidade rural, o dr. Rodrigo Junqueira, que passa a atender em um hospital de condições precárias e que luta em prol da comunidade local.

O papel foi mais um sucesso da carreira de Francisco Cuoco na TV Globo e o seriado teve 24 episódios que eram exibidos todas as sextas-feiras, a partir das 22 horas, com direção de Wálter Avancini, Fábio Sabag e Ary Coslov.

No elenco fixo estavam além de Francisco Cuoco mais três atrizes, Nicette Bruno, que estreava na emissora vivendo a Irmã Julia, uma dedicada enfermeira; Elaine Cristina que também fazia sua primeira participação na Globo como Isabel, a dona do hospital; e Cristina Santos que interpretava Conceição, a atendente do laboratório.

Para escrever os capítulos do seriado foi formado um grande time de roteiristas: Wálter Negrão, Roberto Freire, Moacyr Scliar, Wálter George Durst e Ivan Ângelo e as gravações ocorriam na cidade de Magé, que está localizada na Baixada Fluminense.

Seriados e novelas com médicos em papéis de destaque sempre foram uma boa escolha para conquistar audiência. O público se amarra em histórias que falam sobre vidas humanas em perigo e em que como os médicos salvam vidas e convivem com os seus problemas particulares. E com “Obrigado, Doutor” não foi diferente e o seriado rendeu bons índices de audiência nos seis meses em que ficou no ar.

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