Cultura - Teatro

Para Gelar a Alma - Estreia segunda temporada na sexta-feira 13

26 de Outubro de 2015

Após bem-sucedida temporada na Capela do Cemitério Consolação, o espetáculo volta ao cartaz no Sesc Ipiranga

 

Para Gelar a Alma é baseado em contos de Edgar Allan Poe e em histórias da tradição oral brasileira  

 

Direção e dramaturgia de Márcio Araújo 

Trilha sonora composta por Willian Guedes (Três Prêmios SHELL de melhor música) 

Direção de Arte de Carlos Moreno 

Com as atrizes Abigail Tatit, Edi Fonseca e Zeza Mota

                                                                                               

 Fotos de Fábio Burtin

 

 

Em nova temporada, desta vez no auditório do Sesc Ipiranga, o espetáculo que provocou arrepios nos espectadores e agradou a crítica volta ao cartaz na sexta-feira 13 de novembro, em temporada até 12 de dezembro, sempre às sextas-feiras, às 21h30 e sábados, às 19h30.

‘Para Gelar a Alma’, espetáculo de imaginação e mistério do Grupo Na Companhia de Mulheres, é livremente inspirado em contos de Edgar Allan Poe e em uma história verídica de maldição familiar feminina.

O público é recebido por Morella, Ligeia e Berenice, três mulheres benzedeiras que foram amaldiçoadas e escaparam da morte, e convidado a ouvir histórias, tomar café e aprender com elas rituais e simpatias, numa noite atípica em que revelações decisivas virão à tona.

A peça se passa em uma casa do interior onde vivem as três benzedeiras. Sem divisão entre palco e plateia, o espaço cênico intimista acomoda o público, as atrizes e os objetos de cena. A proximidade com o cenário, a iluminação, os cânticos e a trilha sonora especialmente composta para a montagem ajudam a compor a atmosfera de suspense da encenação.

A dramaturgia de Marcio Araújo favorece a aproximação com o espectador: as personagens narram suas histórias dando seus testemunhos de como sobreviveram à maldição.

 

Quem são e como surgiram estas personagens

 

Ligeia e Morella são irmãs, primas de Berenice, todas elas vivem sob a maldição de morte e condenadas a solidão.  Morella sofre de catalepsia e tem medo de ser enterrada viva. Berenice, numa tentativa de quebrar a maldição, foge com seu grande amor e o perde num naufrágio de barco. Ligeia tem receio de sair de casa, após ter sido sequestrada e torturada quase até a morte, trabalha como jardineira no cemitério.

 

Do desejo inicial do grupo de trabalhar o medo e pesquisar histórias de suspense e mistério até a construção do espetáculo foram realizadas investigações de matizes diversos. Histórias arrepiantes da tradição oral contadas ao pé da cama antes de dormir ou ao redor das fogueiras, contos de assombração dos escritores expoentes do gênero do suspense e terror, pesquisas sobre o imaginário religioso, lendas e crendices enraizadas no feminino e memórias pessoais das atrizes foram alguns dos subsídios da pesquisa. Antes, porém, da definição da maldição comum a elas, foram escolhidos pelo grupo três contos de Edgar Alan Poe; “O Enterro Prematuro”, trata de uma pessoa que é enterrada viva e sobrevive, “O Poço e o Pêndulo” sobre um episódio de prisão e tortura e “Uma Descida no Maelströn”, que trata de uma personagem que fica com cabelos brancos da noite para o dia após sobreviver a um trágico naufrágio, para ser a principal referência literária que desse a Ligeia, Morella e Berenice uma tônica ainda mais misteriosa. (os nomes também são emprestados de personagens de outros contos de Poe)

 

A escolha pelas benzedeiras – uma experiência assombrada e comum das atrizes - veio ao encontro do interesse do grupo em dar ao espetáculo uma identidade brasileira. Já a maldição que as une surgiu a partir de uma história verídica trazida por uma das atrizes. Diz a lenda que todas as mulheres de uma mesma família seriam infelizes no amor, pois uma ancestral se apaixonou por um padre admirado e estimado por todos da cidade, e eles fugiram. Na fuga, morreram. Todo o povo ficou revoltado e amaldiçoou a mulher e toda a sua descendência.

 

PARA GELAR A ALMA é uma realização do Grupo Na Companhia de Mulheres e esteve em cartaz no período entre 13 de junho a 15 de agosto na Capela do Cemitério da Consolação, no Projeto Memória & Vida.

 

Na Companhia de Mulheres

O grupo Na Companhia de Mulheres, integrante da Cooperativa Paulista de Teatro, foi formado em 2004 por três atrizes com vontade de discutir a posição feminina no mundo atual, sua história ao longo da linha do tempo e seus diversos papéis nela vividos.

Desde então, foram produzidos sete espetáculos. Para Gelar a Alma será a oitava produção desse grupo que procura explorar diversas linguagens teatrais através da visão de diferentes autores e diretores, trazendo à tona questões contemporâneas que buscam espraiar discussões a uma gama mais eclética de espectadores.

 

Equipe:

Direção e Dramaturgia – Márcio Araújo

Escreveu e dirigiu o espetáculo “Nara”, um musical sobre a vida da cantora Nara Leão, ganhador do Prêmio Contigo! de Melhor Musical Nacional 2010 e outras indicações aos prêmios Shell e APCA.É um dos criadores do programa “Cocoricó” (TV Cultura).Dirigiu a série “Profissão Professor” e coordenou os roteiros da série “Ao Ponto” 2ª temporada, ambos da TV Cultura, em 2009.Em 2008, escreveu e dirigiu “Bagun S.A”, superprodução com teatro, números circenses e musical, numa lona de circo.Escreveu o livro “Figurinha Carimbada”, indicado ao Prêmio Jabuti 2009, lançado pela editora Girafinha. O livro virou a peça teatral (Prêmio Alfa), no qual escreveu, atuou e dirigiu.Em 2006, teve a “Mostra Márcio Araújo” no CCSP - Centro Cultural São Paulo, que reuniu quatro de suas peças:“Não Esqueça de Aguar as Plantas” com Ewerton de Castro e Flavia Pucci (com o texto publicado),“A Portas Fechadas”,“3, 2, 1” e o musical infantil “Guarda-Roupa de Histórias”, com 5 pré-indicações ao Prêmio FEMSA (Melhor Espetáculo, Melhor Autor, Melhor Música, cenário e figurino).Participou da criação de vários programas da TV Cultura. Entre eles:“X-Tudo”,“Turma da Cultura”, “Chuá Chuágua” e “Planeta Bienal”, documentário para crianças que ganhou o Roso Buka (Oscar do Japão).

Atriz - Abigail Tatit

Iroco, a árvore mágica, O Pescador e o Gênio, O Vaso Vazio, no Sesc Pompéia, Ipiranga, Pinheiros, Presidente Prudente, São Carlos, etc; Algo de errado deve haver Teatro Querosene, Mãos à Obra etapas 1, 2 e 3 na construção do Teatro Querosene; Identificação no Estúdio Luis Louis e na praça do Patriarca; Histórias de Bruxa Boa, de Lya Luft, direção de Júlio Ziegelmann , no Teatro Vivo, Em Prol , direção Débora Dubois, na Oficina Três Rios; Brincando em cima daquilo de Dario Fo e Franca Rame, direção Roberto Vignati, peça premiada no festival de Jales e Americana, segundo lugar e premio de melhor atriz coadjuvante, temporada no Teatro Ruth Escobar e Sérgio Cardoso, entre outros;O Tempo saiu do Eixo, direção de Roberto Vignati; apresentação no Fringe e Sérgio Cardoso; As Antas, Mito ou Realidade, direção de Gustavo Kurlat; apresentações no Teatro Cacilda Becker.

Atriz - Edi Fonseca

Ultralight, de Jarbas Capusso Filho, direção de Tatiane Daud; O Canto das Baleias, de Jarbas Capusso Filho e Murilo Dias César, direção de Alexandre Reinecke; O Homem Que Se Casou Catorze Vezes e Continuou Virgem, criação coletiva baseada em literatura de cordel, direção Raquel Anastacia; Ao Terceiro Dia, de Luis Alberto de Abreu, direção de Plinio Soares;A Maratona de Dança, texto e direção de Roberto Vignati; Il Capitano - Commedia Dell´Arte, criação coletiva; Banda Clown, criação coletiva; Mulheres, texto e direção de Ana Lúcia Pacheco. Grupo Reviravolta de Teatro participação em sete espetáculos: Bang-Bang à Brasileira; Propagação; Reviravolta; Nenhum Conhaque a Mais; Divina Loucura; Testamento de um Cafajeste e Do Outro Lado da Porta - textos e direção de Diclei Remorini

Atriz - Zeza Mota

“Pessoas Absurdas”, de Allan Ayckbourn, direção Otavio Martins, “Circuito Ordinário”, de Jean Claude Carriere, direção Otavio Martins; “Ligações Perigosas”, de Chistopher Hampton, direção Mauro Baptista Vedia, “Pedreira das Almas”, de Jorge Andrade, direção Brian Penido Ross; “Flores Brancas”, de João Fabio Cabral, dirigido por Fabiana Carlucci e Rogério Harmitt; “Esvaziamento”, de Beatriz Carolina Gonçalves, direção de Luiz Valcazaras; “Ovelhas que Voam se Perdem nos Céus”, de Daniel Pellizzari, direção de Mario Bortolotto;“O Dia das Crianças”, de Sergio Roveri, direção de Ivam Cabral; “A Filosofia na Alcova”, de Sade, direção Rodolfo Garcia Vasquez; “Os Sete Gatinhos”, de Nelson Rodrigues, direção de Moises Miastkwosky.

Direção de Arte - Carlos Moreno

Ator, cenógrafo, figurinista e designer gráfico.Formou-se na FAU-USP em 1977, com pós-graduação em Graphic Design no California Institute of the Arts (USA) em1981.Iniciou-se como ator nos anos 70, como co-fundador do grupo experimental Pod Minoga Studio. Com linguagem inovadora, o Pod Minoga deixou importantes influências nas artes cênicas e plásticas desse período.Entre alguns trabalhos como cenógrafo e/ou figurinista estão: Só mais um instante, direção de Elias Andreato; Pootanah Moskha (figurinos para a atriz Cristina Mutarelli), direção de Lee Breuer;Complexo de Doris Day, direção de Elias Andreato; Aguadeira, direção de Elias Andreato; Futilidades Públicas, direção de Elias Andreato;Síndrome de Super Homem, direção de Cristina Mutarelli; e, Memórias Póstumas de Brás Cubas, direção de Regina Galdino.

Trilha sonora - Willian Guedes

Em 2005 conquistou o Prêmio SHELL na categoria Melhor Música pelo espetáculo “Bodas de Sangue”.Em 2007 e 2009 foi indicado ao prêmio FEMSA Coca-Cola, na categoria melhor música, pelos espetáculos “A Centopéia e o Cavaleiro” e “O mistério do fundo do pote”. Ainda em 2009 conquistou o Prêmio SHELL e o prêmio CPT deteatro na categoria melhor música pelo espetáculo “Concerto de Ispinho e Fulô”. Em 2010 atuou no espetáculo “Nara”, indicado ao Prêmio SHELL de melhor música e vencedor do Prêmio da revista Contigo de melhor musical brasileiro, com direção de Márcio Araújo. Direção musical e composição da trilha sonora dos espetáculos: “Cancela” de Marcelo Airoldi, com direção de Nelson Baskerville e “Mariana Pineda, cantata para um bastidor de utopias” de Federico Garcia Lorca, com direção de Rogério Tariffa, onde conquistou seu 3º Prêmio SHELL de melhor música.

 

 

 

Ficha Técnica

Dramaturgia e Direção - Márcio Araújo

Elenco - Abigail Tatit, Edi Fonseca e Zeza Mota

Direção de Arte - Carlos Moreno

Figurino: Na Companhia de mulheres e Márcio Araújo

Trilha Musical Composta - William Guedes

Execução da trilha - Marina Estanislau (violoncelo) e Toninho Carrasqueira (flauta)

Iluminação - Márcio Araújo

Assistente de iluminação - Marcelo Pessoa

Fotos - Fábio Burtin

Teaser - Marina Certain e Carolina Starzynski

Assistente de produção - Eliana Vaz

Produção Geral - Grupo Na Companhia de Mulheres

 

Serviço

Para Gelar a Alma

SESC Ipiranga - no auditório

Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga – tel. (11) 3340-2000

Estreia da temporada – Sexta-feira, 13 de novembro

Temporada até 12 de dezembro

Sextas às 21h30 e sábados às 19h30

Duração: 55 min

Indicado para maiores de 12 anos

30 lugares

Ingressos 6,00 credencial plena, 10,00 meia e 20,00 inteira

Horário de funcionamento da unidade:

terça a sexta7h às 21h30

Sábados10h às 21h30

Domingos e Feriados10h às 18h30

Bilheteria - Venda de ingressos para os espetáculos da RedeSesc SP.

Os ingressos para as atividades do Sesc em São Paulo estão à venda em todas as unidades da capital, do interior e do litoral e são disponibilizados semanalmente.

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