Terça-Feira | 22 de Julho de 2014 | 16h23

Indústria dá início à fabricação de móveis hospitalares em cobre antimicrobiano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A indústria brasileira de equipamentos e mobiliários hospitalares apresentou os primeiros produtos fabricados de cobre antimicrobiano. O objetivo é agregar valor ao mobiliário hospitalar, conferindo aos mesmos a propriedade antimicrobiana e, com isso, contribuindo para a redução dos índices de infecção hospitalar.

A iniciativa foi apresentada durante a Feira Hospitalar, realizada neste ano em São Paulo. As empresas Hospimetal e Fami lançaram grades de cama, porta soro e bandejas para medicamentos, procedimentos médicos e alimentação de pacientes fabricadas em latão (liga de cobre). Os produtos já estão adaptados para entrar na linha de produção atual de cada empresa.

O Procobre, escritório da International Copper Association (ICA) no Brasil, atuou como consultor junto às fabricantes e está à frente do projeto que fomenta juntos aos hospitais brasileiros o uso de móveis com superfície de cobre com o objetivo de complementar as políticas de controle de infecções hospitalares registradas no Brasil. "O cobre está entre as 10 maiores tecnologias de 2014 no, eleitas por seu papel na prevenção e controle de infecções", destacou o diretor executivo Antonio Maschietto - ao se referir aos estudos do Instituto ECRI - líder mundial em pesquisas sobre melhores abordagens para o cuidado de pacientes e da Rede Canadense para Monitoramento Ambiental em Saúde (CNESH-sigla em inglês).

Experimentos clínicos mostram que a substituição de superfícies de contato frequente no ambiente hospitalar por cobre antimicrobiano - isto é, cobre ou ligas de cobre que possuem propriedades antimicrobianas inerentes ao metal - ajuda a reduzir a contaminação microbiana e pode reduzir a incidência de infecções hospitalares.

O ICA realizou inúmeros estudos para validar as propriedades bactericidas do cobre , submetendo à Environmental Protection Agency - EPA (Agência de Proteção Ambiental, em livre tradução) daquele país para apreciação e aprovação. Foram realizados testes de laboratório exaustivos, baseados em diferentes patógenos (tais como: Escherichia coli O157:H7, Listeria monocytogenes, Campylobacter jejuni, Salmonella enteriditis, Legionella pneumophilia, Enterobacter aureus, Staphylococcus aureus resistente à Meticilina - MRSA e Gripe A), em cinco amostras diferentes de cobre, latão e bronze.

Os testes demonstraram que as superfícies de cobre eliminavam mais de 99,9% das bactérias, em um período de exposição de duas horas, o que continuava sendo eficaz mesmo nas contaminações repetitivas durante um período de 24 horas. Esses resultados foram apresentados à EPA como parte do processo, visando obter o registro de declarações relativas à saúde pública. A entidade outorgou o registro do cobre e de suas ligas como agentes antimicrobianos em fevereiro de 2008. Dessa maneira, com a certificação concedida pela agência norte-americana, o cobre passa ser o único metal bactericida do mundo.

No Brasil, o uso do cobre como agente antimicrobiano já pode ser visto no estacionamento do aeroporto de Congonhas e também em consultório odontológico de São Paulo. As ações no País são desenvolvidas por meio do Instituto Brasileiro do Cobre - Procobre - ligado à International Copper Association (ICA). "Estamos desenvolvendo projetos não só na área hospitalar para o Brasil. O objetivo é mostrar que o cobre e suas ligas, como o latão por exemplo, associam design ao benefício de controlar infecções e a disseminação de doenças que podem ser transmitidas pelas mãos", explica Antonio Maschietto, diretor executivo do Procobre. Segundo o executivo, novos projetos deverão ser anunciados no Brasil neste ano.

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