Segunda-Feira | 2 de Dezembro de 2013 | 10h59

Cães da Polícia Militar passam por exames cardíacos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A rotina de treinamento e preparo dos profissionais que atuam no exército, polícia ou mesmo no corpo de bombeiros é intensa, principalmente, no quesito atividades físicas e exercícios de resistência. A mesma disciplina vale para os cães, que saem diariamente para acompanhar seus treinadores, e por isso, também precisam estar em forma. Com objetivo de acompanhar o desempenho dos animais da Polícia Militar em Belo Horizonte (MG), para avaliar sua saúde e se o treinamento oferecido tem sido adequado, a faculdade de medicina veterinária da Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG) acaba de fechar uma parceria exclusiva com a Ferox. A empresa mineira é pioneira na criação de equipamentos e sistemas que permitem o monitoramento cardíaco de animais à distância.

 Segundo o veterinário Marcos Melo, que coordena a parceria, o acordo viabilizará uma pesquisa detalhada da atividade cardíaca de 20 cães da raça pastor alemão. Vale lembrar que as doenças no coração são responsáveis pela morte precoce de um em cada 10 caninos e felinos no País. Dentre as mais comuns, destaque para as arritmias, hipertensão e insuficiência cardíaca. Nesta primeira etapa da pesquisa, os animais já foram submetidos a um estudo eletrocardiográfico simples, sem a presença da tecnologia dos equipamentos da Ferox. Os resultados iniciais já identificaram a presença de arritmias que devem ser acompanhadas nos animais.

 Como base comparativa, em um segundo momento, os cães serão monitorados com o sistema Ferox FX-2000, que apresentam como diferenciais a realização de um traçado eletrocardiográfico limpo e mais preciso. "Esta análise permite verificar a presença de arritmias cardíacas importantes que possam limitar a sobrevida do cão, sugerir se há sobrecargas de câmaras cardíacas, determinar se os cães estão apresentando resultados positivos no treinamento, entre outros", destaca Melo.

 Sobre a importância do estudo, o veterinário pontua que ao acompanhar a atividade cardiovascular dos animais, pode-se avaliar com mais precisão se o treinamento atualmente utilizado é de fato eficaz. "Ao final do estudo poderemos concluir se haverá a necessidade de um remodelamento dos protocolos de treinamento dos cães ou não".

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