Segunda-Feira | 21 de Outubro de 2013 | 17h44

Oscar Schmidt é o entrevistado do Cartão de Visita/R7

Oscar Schmidt ministra palestra em
Ribeirão Preto dia 24/10 (Foto: Divulgação)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Medalha de Ouro com o basquete brasileiro no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis (EUA), derrotando os favoritos e até então invictos (em casa) EUA; Tricampeão Sul-Americano e Bicampeão da Copa América; jogador de basquete que mais disputou Olimpíadas (5) e maior pontuador do esporte na competição (1.093); jogador que mais fez pontos na história do basquete (49.737); e agora o melhor palestrante do Brasil segundo o “Top of Mind Estadão”, 2013.

Esse é Oscar Daniel Bezerra Schmidt, um homem que deu muitos presentes ao basquete brasileiro e aos amantes do esporte. Nascido em Natal (RN), em 16 de fevereiro de 1958, o “Mão Santa” é um ícone esportivo mundial que balançou cestas de basquete entre 1974 e 2003.

Reconhecido em todo o planeta sem dar à NBA o luxo de tê-lo como jogador, Oscar é um patriota e líder nato. O ex-atleta ministrará uma palestra em Ribeirão Preto – SP na próxima quinta-feira (24), no Centro de Eventos Taiwan. Antes do evento, o “Mão Santa” respondeu algumas perguntas em uma troca de passes com o site Cartão de Visita/R7. Confira:

(Cartão de Visita/R7) Recentemente você foi oficializado no Hall da Fama do Basquete, nos EUA, e quase ao mesmo tempo travou uma batalha pela sua saúde. É possível fazer um comparativo entre a luta de vencer uma doença e a glória de ser reconhecido mundialmente pelo que você fez no seu trabalho? A batalha foi muito semelhante a final do Pan, nos EUA, em 1987?

(Oscar Schmidt) Cada batalha tem sua dificuldade. Todas elas, assim como a da doença, são inegavelmente muito difíceis, mas estou me tratando com muito afinco e já sei que estou curado.

A palavra otimismo resume o homem e o atleta Oscar Schmidt? Quais outras palavras poderiam entrar nesta lista?

Tem um monte, sobretudo sinceridade. Posso ter todos os defeitos, mas sou sincero. E quem me tem como amigo, tem um amigo de verdade.

Você declarou ter a meta de ser o melhor palestrante do Brasil antes de ganhar esse prêmio. Qual a sensação?

Acabei de ganhar o premio, me sinto feliz e resolvido. Com muito orgulho da minha nova carreira.

Hoje, se um jovem te perguntasse como ser o melhor jogador de basquete, o que você diria e quais os caminhos que o aconselharia? Ficar no Brasil ou estudar e treinar nos EUA?

Digo a ele para treinar muito, muito mesmo. E quando estiver bem cansado... Treinar mais um pouquinho. Em qualquer lugar que estiver, você pode ser um grande jogador.

O Brasil está pronto para organizar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro – RJ?

Creio que sim. Vamos ver a Copa [do Mundo], já tivemos um Pan no Rio de Janeiro – RJ [em 2007], e creio que Olimpíada vai ser difícil, mas não impossível.

O atleta que chora, tem um emocional à flor da pele, tem mais chance de conquistar algo maior do que um atleta tecnicamente perfeito? Se fosse para escolher um jovem em uma seletiva, e tivesse um muito técnico e outro com grande capacidade, dedicado, mas muito emocional, qual você escolheria?

Escolheria o emocional, sem dúvida. Para ser líder de verdade, para treinar mais, para honrar a camisa da equipe, emocional é sempre melhor.

"Mão Santa" é eleito melhor palestrante do Brasil pelo
"Top of Mind Estadão" (Foto: Divulgação)
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