Colaboradores - Tânia Voss

Tarja Turunen: a Musa do Metal conta tudo sobre sua carreira com exclusividade

28 de Agosto de 2018

Presentão aos fãs de metal, a cantora Tarja Turunen, considerada a eterna musa do Metal, confirmou sua volta ao Brasil em 2018. E na semana que vem estará em São Paulo.

 Os álbuns “The Shadow Self” e “The Brightest Void” foram um sucesso de público e crítica no mundo inteiro e agora é chegada a hora de iniciar uma nova tour, com uma nova roupagem e um novo álbum. 

Por enquanto será uma apresentação em Manaus, outra em Brasilia e  em São Paulo, no Tom Brasil, dia 01 de Setembro.

 O disco “ACTII” é uma mistura encantadora e provoca reações incríveis nos fãs, o sucesso é inevitável e a musa segue em sua melhor fase vocal. 

 

 Tarja nasceu no vilarejo finlandês de Puhos, em Kitee. Única filha entre três irmãos, desde criança sempre apresentou interesse pela música.  Sua mãe foi a primeira a notar isso quando em uma festa da família, a garotinha de apenas três anos mostrou sua voz para um público pela primeira vez, com a canção “Enkeli Taivaan” (Anjo do Céu).

Após alguns anos e ótimos lançamentos, Tarja se solidificou no mercado da música como cantora e despontou com sua carreira solo em diversos países do mundo.

Com exclusividade, Tarja respondeu as perguntas e agora vai matar a curiosidade dos fãs que carrega pelo Brasil e por todo o mundo. Confira tudo o que pensa a Musa do Metal:

CV- Os álbuns "The shadow self" e "The Brightest Void" foram um sucesso pelo mundo. Quais as suas expectativas sobre essa nova tour com o Act II?

Tarja: Eu já fiz muitas turnês com estes álbuns pelo mundo e agora que estou com meu último álbum ao vivo, me sinto ótima. A recepção do público a respeito da minha arte tem sido maravilhosa, então eu me sinto muito agradecida por esta linda acolhida. Eu espero passar novamente momentos incríveis no Brasil com minha banda e fãs!!

CV- Como será essa nova turnê aqui no Brasil? Você preparou algo novo a respeito do setlist, do palco ou do figurino?

Tarja: O setlist será baseado no álbum Act II, mas como eu não gosto de repetição, haverão  algumas mudanças e tocaremos algumas canções ainda não tocadas. Tenho novos figurinos, a banda arrebatadora que me segue é a mesma que tem tocado comigo há anos, então vocês podem esperar um ótimo show e um bom divertimento conosco!

CV- Muitos fãs gostariam de saber se existe algum significado por detrás do seu nome. Por que seus pais escolheram este nome? Tem alguma história que você gostaria de contar a respeito disto? Como você se sente quando alguém pronuncia seu nome errado?

Tarja:Eu acho que meu nome é de origem russa, mas eu não tenho 100% de certeza. O que eu sei é que é um nome muito antigo e sem nenhum significado especial. Minha mãe queria escolher "Marjut" ou "Mari" ou "Marianna", mas foi meu pai que a convenceu de mudar e decidiram me chamar de Tarja. Em algum momento, por brincadeira, eu tive vontade de estampar meu nome numa camiseta com a pronúncia correta, pois é realmente um nome bem complicado de dizer em muitos países. Entretanto eu acabei não fazendo isso no final das contas. Eu realmente não ligo se alguém está pronunciando meu nome errado. Faz parte.

 

CV- Você é considerada a Rainha do Metal. Como é  ser tão adorada e amada pelos fãs? Existe alguma diferença no comportamento deles antes e depois do Nightwish?

Tarja: Bem, como eu não me sinto nenhum pouco Rainha (!), as vezes é difícil assimilar  toda essa paixão e emoção que existe no coração dos meus fãs. Mas eu entendo e gosto do fato de que a música causa grande emoção nas pessoas. Pra mim também é assim. Eu respiro música e sem ela, eu não seria tão saudável e feliz como eu sou. Eu sou uma artista emocional, então eu tenho certeza que meus ouvintes podem se conectar e sentir essa forte ligação que eu tenho com eles em minhas performances ao vivo e isso os faz sentir tudo que eu sinto. Depois da minha carreira na banda, eu sinto meus fãs ainda mais próximos que antes. Eles me dão todo o apoio que preciso estando sozinha. É realmente incrível.

CV- Você irá tocar alguma música da era Nightwish que ainda não foi tocada antes?

Tarja: Nós iremos tocar uma miscelânia de músicas do Nightwish, mas não inéditas ao vivo. No entanto, haverão outras músicas incluídas que ainda não foram tocadas ao vivo...

 

CV- Como você se sente aqui no Brasil? Existe alguma coisa que você ame ou não goste muito em nosso país?

Tarja: Eu amo picanha, caipirinha e os sempre felizes e sorridentes brasileiros! Eu não gosto do trânsito das cidades grandes e os longos e duradouros vôos domésticos, isto porque o Brasil é enoooooooorme! :)

 

CV- Quais músicas, compositores e cantores você costuma ouvir quando está em casa relaxando ou em qualquer outro lugar? Você conhece algum cantor brasileiro?

Tarja: Eu sou uma amante da música, então eu escuto vários estilos. Eu tenho uma coleção enorme de discos em casa e dependendo do meu humor, eu os escuto. Eu amo trilhas sonoras de filmes, metal, música clássica, rock e pop, mas principalmente ainda gosto de escutar bandas lendárias e artistas como Tears for Fears, Genesis, Sting, Muse, Peter Gabriel, Paul Mc Cartney, Alan Parsons etc. Eu conheço um pouco de música brasileira, como por exemplo Os Paralamas do Sucesso, Sepultura e meus amigos do Angra.

 

CV- Você poderia nos contar um pouco mais sobre como se tornou uma cantora lírica e como foi o processo de transição para o Rock? O que te inspira a cantar este estilo até hoje?

Tarja: Eu comecei meus estudos em canto lírico aos 15 anos. Eu queria aprender a cantar notas altas sem ter problemas vocais e essa foi a razão de começar a estudar de verdade. Eu estudei canto primeiramente em um Conservatório de Música e depois disto em duas Universidades de Música, uma na Finlândia e outra na Alemanha. Quando eu estava no início dos meus estudos de canto lírico na Academia Sibelius, eu entrei numa banda de heavy metal como vocalista principal. Nós alcançamos o sucesso quase imediatamente e minha vida mudou radicalmente. Sinceramente, eu nunca pensei em me tornar um cantora de heavy metal! Mas simplesmente aconteceu. As vezes a vida toma rumos e chega a você com grandes desafios. Eu aceitei este desafio na hora e nunca me arrependi. De qualquer forma, eu continuei progredindo como cantora lírica por todos estes anos no rock, finalizando meus estudos e me mantendo ativa com atividades e projetos de música clássica. No começo, foi muito difícil por causa da pesada programação das turnês e estudos, mas de alguma forma, eu dei um jeito! Também vocalmente falando, durante os primeiros anos, foi muito difícil alternar entre um jeito e outro de cantar. Eu nunca tive um professor pra me ensinar a cantar rock. Esse caminho eu percorri totalmente sozinha. Eu simplesmente continuei progredindo como cantora lírica e isso tem sido minha força e energia.

A música clássica me mantém com os pés no chão, me faz trabalhar duro e me traz lembranças das minhas raízes na música. O rock me dá asas para brincar, e liberdade para me expressar de maneira única.

Você tem muitos fãs aqui no Brasil, e um deles chamado Alexandre D. Nicotelli, que é um grande fã e também leitor do nosso site, gostaria de fazer algumas perguntas:

CV- O seus verdadeiros fãs sabem o quanto sua voz mudou ao longo dos anos e se tornou ainda mais incrível. Como você vê e se sente a respeito de todo esse processo? Como é sua rotina de estudos de canto? Você se sente diferente a respeito do seu registro de graves e agudos?

Tarja: Progredir como cantora lírica é a estrada que me mantém em frente. É um caminho sem fim, na verdade. Eu tenho que treinar muito para manter uma boa condição vocal e aguentar as duras turnês em que me encontro frequentemente. Agora que cheguei ao Brasil, meus vizinhos do hotel onde estou hospedada irão me escutar praticando canto muito em breve! Então, mesmo estando na estrada, eu preciso continuar estudando. Pra mim é importante perceber o progresso que tenho feito quando escuto minhas gravações de trás pra frente. Hoje em dia eu posso me divertir muito mais cantando, porque meu registro está ainda mais forte tanto nas notas graves como agudas. E isto só foi possível por causa do grande trabalho que tenho feito.

CV- Com que frequência você olha as suas redes sociais? Você costuma ver os comentários sobre as suas performances ao vivo? Isto te ajuda de alguma maneira? E os "haters"? Como você lida com os comentários negativos?

Tarja: Eu checo minhas redes sociais diariamente. De muitas formas, principalmente porque sou eu mesma fazendo e criando as postagens! Claro que também tenho pessoas que me ajudam, mas eu gosto de estar por dentro de tudo que acontece.  Instagram e Twitter por exemplo, são plataformas onde eu normalmente posto por minha conta, as vezes postagens malucas, mas eu adoro. Eu sei que não posso agradar a todos com a minha arte, mas eu também sei que não preciso agradar. Eu não levo os comentários negativos tão a sério, embora eu precise dizer que ainda sou humana e comentários ridiculamente negativos podem machucar.  Entretanto,  eu consigo prever se o retorno é de fato descabido ou algo que possa me ajudar a crescer e aprender. Críticas podem ajudar e serem aproveitadas.

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