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Marin, ex-presidente da CBF, é condenado por Justiça americana a quatro anos de prisão

22 de Agosto de 2018

A Justiça americana condenou nesta quarta-feira (22) José Maria Marin, ex-presidente da CBF, a quatro anos de prisão pelos crimes cometidos de 2012 até 2015, quando comandava a entidade. O dirigente foi um dos cartolas envolvidos no maior escândalo de corrupção do futebol, conhecido como FifaGate.

A promotoria tinha pedido dez anos de prisão, mas a juiza Pamela Chen, da Corte Federal do Brooklyn, Distrito de Nova York, decidiu por uma punição mais leve. Além disso, ele vai ter US$ 3,4 milhões confiscados e terá de pagar multa de US$ 1,2 milhão. José Maria Marin foi preso em maio de 2015, em Zurique, na Suíça.

Depois de cinco meses na cadeia, ele aceitou ser extraditado para os Estados Unidos. Ficou em prisão domiciliar por dois anos em seu apartamento de luxo na Trump Tower, um dos prédios mais chiques de Nova York. Há oito meses, o dirigente foi levado para a penitenciária MDC do Brooklin.

O tempo em que ficou em prisão domiciliar não será levado em consideração como pena cumprida. Mas os 13 meses que ficou recluso na Europa e em Nova York já contam como parte do cumprimento da pena. Em dezembro de 2017, Marin foi condenado em seis das sete acusações que respondia em processo da Justiça Federal dos Estados Unidos. Ele só foi inocentado da acusação de lavagem de dinheiro na venda de direitos de TV da Copa do Brasil.

Foi condenado por organização criminosa, três vezes por fraude bancária e duas vezes por lavagem de dinheiro. Além do brasileiro, o ex-presidente da CONMEBOL e da Associação Paraguaia de Futebol, Juan Angel Napout também foi condenado por organização criminosa e fraude bancária. Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira, ambos ex-presidentes da CBF, também foram denunciados na Justiça americana pelos mesmo crimes que Marin foi condenado.

Os dois não foram julgados por que o Brasil não extradita os cidadãos brasileiros.

Fonte: R7

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