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Hemangiomas

1 de Agosto de 2018

Um hemangioma é uma forma de tumoração benigna formado de capilares e vasos sanguíneos, sendo os tumores mais frequentes da infância, com incidência de 3-5 para cada cem nascimentos. São classificados em: Planos, Fragiformes, Tuberosos ou Cavernosos. Os Planos e Cavernosos são decorrentes de malformação congênita; os Fragiformes e Tuberosos se desenvolvem preferencialmente no período pós-natal. O acompanhamento e possível tratamento do hemangioma deve ser realizado, principalmente em crianças em fase escolar, tentando aliviar o estigma da criança de permanecer em sociedade com uma lesão, a diferenciando dos outros alunos.

Hemangiomas Planos
Os Hemangiomas Planos são congênitos, observados já ao nascimento, como manchas cor de vinho na pele e na mucosa. Comprometem extensão variada da superfície corpórea. São decorrentes de malformação do tecido vascular que resulta no aumento da rede de capilares da derme. Não regridem espontaneamente. Podem causar incômodo por ferimento, sangramento e deformação. Por conseguinte, devem ser tratados.
Tratamento: Atualmente, a laserterapia ou a Luz Pulsada são opções com melhor resultado estético para tratamento dos Hemangiomas Planos.

Hemangiomas Fragiformes e Tuberosos
Os Hemangiomas Fragiformes e Tuberosos acometem a criança no período pós-natal e sofrem rápida progressão em volume e extensão, durante as primeiras semanas ou meses de vida. Apesar de ter uma evolução benigna sem mais complicações, pode estar associado a síndrome de Kasabach-Merritt, com complicações orgânicas hemorrágicas em casos raros.
Tratamento: Os Hemangiomas Fragiformes e Tuberosos devem ser tratados e apenas as pequenas lesões podem ser observadas até os 6 anos de idade. As possibilidades de tratamento para os Hemangiomas Fragiformes e Tuberosos são: cirurgia, medicamentos e laser. A escolha da terapia deve ser cuidadosa para alcançar a melhora desejada., porem qualquer técnica ou modalidade de tratamento que provoque ferimentos é inadequada e não deve ser realizada nos bebês.
Com isto, indicação de cirurgia para tratamento dos Hemangiomas proliferativos está restrita. Algumas lesões podem ser removidas desde que não provoque sequelas definitivas, como cicatrizes aparentes e assimetrias. A cirurgia reparadora tardia pode ser necessária para os casos em que, na falta do tratamento precoce, desenvolveram sequelas.
O tratamento clinico ainda pode ser realizado na tentativa de regressão da massa tumoral com drogas de uso local (tópico ou intralesional) ou sistêmico (oral ou injetável). Os medicamentos mais utilizados são os corticoesteróides, alfa-Interferon e betabloqueadores.

Hemangioma Cavernoso
São tumores formados por ectasias vasculares. Localizam-se mais profundamente na pele e mucosas, mas também podem comprometer estruturas mais profundas como subcutâneo, músculos, ossos, etc. Podem ser superficiais e profundos, localizados ou difusos.
São malformações que estão presentes desde o nascimento, quando ainda incipientes. Evoluem com progressão proporcional ao crescimento da criança ou com aumento abrupto que ocorre por alteração hormonal, pressão local ou como resultado de traumatismos.
Tratamento: Os Hemangiomas Cavernosos nunca involuem e devem ser tratados. As modalidades de tratamento habitualmente empregadas nestes casos são a escleroterapia e o laser. E em casos seletivos a embolização por meio da arteriografia superseletiva, se restringindo aos casos com componente arterial ou fístula arteriovenosa. A viabilidade da remoção de um Hemangioma Cavernoso depende das características e de onde se localiza a lesão e deve ser indicada somente quando não causar sequelas funcionais ou estéticas. A abordagem cirúrgica pode ser considerada em circunstâncias excepcionais, ou seja, para conter sangramentos.

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@drthiagomelo

 

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