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Melasma: a prática ortomolecular no tratamento da doença

21 de Junho de 2018

Quais os tipos, causas, diagnóstico e tratamentos
 

O melasma é um distúrbio pigmentar caracterizado por manchas escuras na pele, que podem variar em intensidade. São, geralmente, maiores que um centímetro e as manchas possuem tom acastanhado (marrom), em diferentes intensidades, além de forma irregular. O melasma ocorre mais frequentemente em mulheres em fase reprodutiva, entre os 20 e 50 anos. A ocorrência em homens é muito pequena e é raro manifestar-se antes da puberdade.
 
Tipos de Melasma
 
O nutrólogo e precursor da medicina bioortomolecular no Brasil, Dr J Bussade, que também é o mentor científico da Bothanica Mineral®, explica que existem três tipos de melasma:
 

  • Melasma epidérmico: quando há depósito de melanina na camada mais superficial da pele;
  • Melasma dérmico: caracterizado pelo depósito de melanina ao redor dos vasos superficiais e profundos. É, geralmente, o mais difícil de tratar;
  • Melasma misto: acúmulo de pigmento em ambas as regiões. É o tipo mais comum.

 
Causas
 
            Não há uma única causa para o melasma, mas sim uma série de fatores como: radiação solar; exposição ao sol, calor, mormaço e frio ambientais; predominância estrogênica, que pode ocorrer durante o período reprodutivo, perimenopáusico ou na menopausa, ocasião em que a mulher tem praticamente zero de progesterona; pílula anticoncepcional e implantes; produtos cosméticos com xenoestrógenos, que irritam a pele; excesso de ácidos e cremes despigmentantes, que causam descamações frequentes, eritema e inflamação; pequenos traumas e agressões locais; doenças do fígado e da tireóide; predisposição genética; gravidez; intoxicação por metais tóxicos e ainda alimentação extremamente inflamatória e pobre em antioxidantes.
 
Diagnóstico
 
O diagnóstico do melasma pode ser realizado pela avaliação da história clínica do paciente e anamnese perfeita, além de exame físico e verificação das características das lesões. Outro exame que se usa com frequência é a lâmpada de Wood (luz fluorescente, 360 nm), que ajuda a determinar a profundidade do pigmento (se é epidérmico ou dérmico), sendo a pigmentação epidérmica marrom ou preta e a dérmica de cor azul. A lâmpada é uma lupa de mão com luz Wood Bivolt.
 
Tratamentos
 
            São diversos os tratamentos para a doença. Segundo o Dr J Bussade, o melasma tem cura, mas é preciso perseverança, paciência e disciplina. “É preciso destacar que antes de tratar o melasma, é preciso tratar a saúde como um todo. A mancha ou qualquer disfunção estética sinalizam sempre um erro metabólico dentro do organismo” afirma.
O médico ainda aconselha a lavar bem o rosto, pela manhã, com água morna durante 10 minutos, ressaltando que todo cuidado é pouco com a pele manchada. “Você não deve agredi-la em hipótese alguma, pois isso pode irritar e inflamar a região afetada pelo melasma, aumentando ainda mais o problema”, alerta.
 Para tratar a doença, o médico recomenda algumas medidas:
 

  • Destoxificação de metais tóxicos e parasitas;
  • Drenagem do fígado, rins e sistema linfático;
  • Destoxificação intestinal, com reposição da microbiota intestinal (flora intestinal) com lactobacilos. Isto é importante porque a pele tem a mesma origem embriológica que o cérebro e o intestino.

 
Por fim, o Dr J Bussade lembra que muitas pessoas decidem tratar o melasma sozinhos em casa, no entanto, é indispensável procurar um tratamento correto. “A prática ortomolecular é uma alternativa com excelentes resultados”, garante.
 
Tratamento com argila
 
O uso frequente de sabonete de argila, por exemplo, é um tratamento genuinamente ortomolecular, que, além da função de nutrir e ser um emoliente para a pele, também ajuda a desintoxicar e a tonificar o organismo. O sabonete de argila pode ser usado na cabine de estética pela profissional e em casa pelo próprio paciente, complementando o tratamento.
O sabonete existe nas cores branca, vermelha e preta, de acordo com a argila com o qual foi produzido. A argila branca é indicada para peles sensíveis e desidratadas. Contém o maior percentual em alumínio e zinco, que ajuda em processos de cicatrização. Tem ação cicatrizante e suavizante, ajuda a clarear as manchas do melasma e ainda absorve a oleosidade da pele sem desidratar. A argila vermelha é mais indicada para pele maduras, pois, por ser muito rica em minerais, promove a nutrição, renovação e oxigenação da pele. Já a argila preta, conhecida também como lama vulcânica, é a mais nobre de todas. É muito utilizada para a desintoxicação e renovação da pele, principalmente peles oleosas e com acnes. Possui baixo percentual de ferro e alto teor de alumínio e silício, o que a configura como um excelente agente rejuvenescedor. Em função de sua composição química, apresenta contribuições tanto para cosmética como para tratamentos de algumas doenças.
Segundo a Dra. Michelle Cordeiro Sanz, Fisioterapeuta e Pós-graduada em Dermatofuncional, independentemente da cor, a argila faz maravilhas para a pele. “Ela empresta seus minerais ao rosto e ao corpo e ainda promove um detox, purificando, nutrindo e revigorando a pele. A cor da argila revela qual é o mineral predominante em sua composição, no entanto, todas as argilas têm, de modo geral, as mesmas funções de desintoxicação e tonificação do organismo”, afirma.
O sabonete de argila é indicado para qualquer tipo de pele e não tem contraindicações, podendo ser utilizado durante o ano inteiro, independentemente da estação. Além de ajudar a combater o melasma, o sabonete de argila também traz diversos outros benefícios para a pele: promove uma esfoliação natural, absorve toxinas e impurezas, diminui a oleosidade da pele e cabelos, elimina bactérias, tem efeito calmante e ainda estimula a desintoxicação metabólica capilar, facial e corporal.
A Fisioterapeuta Dermatofuncional Dra. Andressa Moraes, destaca que o sabonete de argila também traz muitos benefícios para seus pacientes. “O sabonete de argila ajuda a estimular a produção de colágeno e elasticidade da pele, além de ativar a circulação e oxigenação”, aponta. 

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