Colunistas - Godi Júnior

Paulistão 2018: final da vergonha alheia

9 de Abril de 2018

A final do Campeonato Paulista 2018 entre Palmeiras e Corinthians ficou marcada pela falta de respeito e diversos erros cometidos. Primeiro que não é de hoje que a torcida do Palmeiras tem faltado com educação na hora do Hino Nacional Brasileiro; já que ao contrário de cantar o hino, eles trocam a letra para "Meu Palmeiras". Para quem não sabe, o Hino Nacional Brasileiro é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece o art. 13, § 1.º, da Constituição do Brasil. Os outros símbolos da República são a bandeira nacional, as armas nacionais e o selo nacional.

Se existe uma lei que obriga a execução do hino nacional antes da partida e se o jogo era de torcida única, no mínimo, o Palmeiras deveria sofrer punição com mando de campo ou multa. 

Na lei é bem claro que na abertura das competições esportivas organizadas pelas entidades integrantes do Sistema Nacional do Desporto, o Hino Nacional deverá ser executado integralmente e todos os presentes devem tomar atitude de respeito, conforme descrita no caput do art. 30 desta Lei".

O artigo 30 é o da lei original, de 1971. E ele diz que  "durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, com os civis do sexo masculino com a cabeça descoberta".

Pela lei, sua violação será considerada "contravenção, sujeito o infrator à pena de multa de uma a quatro vezes o maior valor de referência vigente no País, elevada ao dobro nos casos de reincidência".

Ou seja, se existe uma lei, ela precisa ser respeitada!!

Depois desse primeiro episódio, foi a vez da bola rolar em campo. Logo no início da partida, Rodriguinho, meia-atacante do Corinthians abriu o placar. No final do segundo tempo, o árbitro da partida, Marcelo Aparecido Ribeiro, que é a cara do cantor sertanejo Rick, que fazia dupla com Renner, decidiu marcar um pênalti em cima do atacante Dudu, do Palmeiras.

Marcelo Aparecido Ribeiro
 
Cantor Rick
 

Agora vamos enumerar a quantidade de erros:

1- Primeiro que não existiu a penalidade e o árbitro errou na marcação;

2- Após marcar o pênalti, o sósia do cantor resolveu voltar atrás e anular o lance por intermédio de influência extra campo;

3- Os dirigentes do Palmeiras após a derrota, menosprezaram um Campeonato pelo fato de não serem campeões, mas esses mesmos diretores do clube esquecem que recentemente a equipe do Palestra Itália foi beneficiada num lance muito parecido, onde seu jogador Egídio foi expulso e já dentro do vestiário acabou retornando ao gramado para continuar o jogo. Veja: 

Se o futebol não pode ter influência extra campo, o penâlti deveria ter sido marcado e jamais anulado. Por outro lado, num País que está querendo ser passado a limpo, as coisas erradas precisam acabar urgente. Para isso, a FIFA tem que instalar obrigatoriamente o árbitro de vídeo para lances polêmicos como esse da partida de ontem e fazer como se faz no Vôlei, onde é permitido duas consultas por tempo de cada treinador, ou seja, o técnico deve escolher qual o momento exato que vai pedir o desafio. 

 

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