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Dia do Jornalista: o livro que todo foca deveria ler

23 de Março de 2018

“O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter”. Foi assim que Cláudio Abramo, jornalista e um dos maiores nomes da imprensa brasileira de todos os tempos, definiu a profissão que exerceu durante boa parte da vida.

O jornalista, que é além de exercer cotidianamente seu caráter, também tem uma obrigação diária com a população em reportar fatos relevantes de maneira ética e imparcial, levando em conta única e exclusivamente o bem público.

A profissão é considerada uma das mais antigas de todos os tempos, como exemplo o Acta Diurna, espécie de jornal escrito em grandes placas brancas que expunham fatos sociais e políticos ocorridos no império de Júlio César, por volta de 69 a.C.

A profissão atravessou séculos e dia 7 de abril é celebrada no Brasil, no Dia Nacional do Jornalista. Data estabelecida para homenagear o médico e jornalista Giovanni Batista Libero Badaró, importante personalidade que lutou pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil.

A arte de reportar e de querer mudar o mundo, ou ao menos “mudar pequenos mundos”, é desejo de todos da profissão. Com essa paixão entusiasmante pelo ofício, surgiram diversas grandes reportagens que apresentaram fatos inéditos, fizeram grandes denúncias e mostraram um outro ponto de vista da sociedade.  Entre elas podemos mencionar o premiadíssimo Rota 66, do Caco Barcellos; Hiroshima, de John Hersey; A Sangue Frio, do Truman Capote; Todos os Homens do Presidente, do Carl Bernstein e Bob Woodward; são algumas que se tornam peças obrigatórias em toda a estante de um foca.

Outro exemplo de livro reportagem indispensável é a obra Cobras e Lagartos – a verdadeira história do PCC. Escrita pelo jornalista Josmar Jozino, ganhou sua segunda edição pela Edipro. Lançado originalmente em 2005, o livro é um verdadeiro dossiê sobre o funcionamento da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Esgotado há anos nas livrarias, a edição original virou artigo de luxo em sebos.

A segunda edição foi atualizada e com um novo capítulo, no qual conta como o PCC se expandiu para além das fronteiras do Estado de São Paulo, como funcionou a ligação da facção criminosa com a máfia italiana e qual foi o destino dos fundadores e líderes do Primeiro Comando da Capital. Uma obra de peso e uma das principais referências do jornalismo policial brasileiro.

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