Cultura -

Denúncia de racismo envolve nomes de Ronaldo fenômeno, Carol Sampaio e Michael Diamant

8 de Março de 2018
Foto Divulgação 

O fato ocorreu no Rio de Janeiro, no “Nosso Camarote”, da promoter Carol Sampaio, Ronaldo Fenômeno e Michael Diamant.

Entenda o caso:

O jovem advogado, Heverardo Jorge, comprou entrada para curtir o carnaval com os amigos, no Nosso Camarote, para o dia 17 de fevereiro. No dia 16 foi até o local indicado para credenciamento, o Gran Meliá Hotel. Heverardo chegou às 20h20 e foi informado de que a empresa responsável pelo serviço, Bilheteria Digital, já estava fechada. Porém, conforme informado no boletim, no flyer do evento constava que a entrega dos kits seria encerrada às 21h. Heverardo notou que outras pessoas chegavam para o mesmo propósito e não tiveram empecilho algum, então enviou mensagem ao responsável pela empresa alegando ser excluído por ser negro, e que este fato seria uma publicidade muito ruim para os responsáveis pelo evento: Carol Sampaio e Ronaldo Fenômeno, caso viesse à tona. Ao notar que o jovem poderia tomar alguma providência, a entrega do kit foi liberada. Já na fila, em outra sala, o advogado notou que só haviam pessoas brancas.

Duas vezes vítima

Na mesma data, Heverardo entrou em contato com um dos sócios de Carol Sampaio, Michael Diamant, para saber de a festa restrita, Dj Vintage, para pessoas que compraram entrada para o Nosso Camarote. A resposta de Michael foi de que a festa estava lotada e que ele não poderia falar com o jovem. Na madrugada do mesmo dia, Heverardo viu fotos de seu amigo, que comprou convite junto com ele, na festa. Neste momento, ele percebeu que sofreu discriminação racial explícita, pois se seu amigo adquiriu a entrada para o camarote no mesmo momento que ele, também não conseguiria entrada para a festa exclusiva.

A ação do MP

Em menos de 24h, Heverardo foi vítima de racismo por duas vezes. O jovem foi, no mesmo dia, ao plantão do Ministério Público para registrar denúncia. Mas para sua surpresa, o membro do MP estava dormindo e, se sentindo incomodado, disse que o caso não era de urgência, portanto não poderia atende-lo.
Internação
Sentindo-se humilhado, Heverardo passou mal, devido à pressão arterial elevada e falta de ar.

Dia da festa

Após receber alta, Heverardo Jorge seguiu para casa para se preparar para a festa. O jovem participa anualmente do desfile na ala Amigos da Mangueira. Na hora do evento, ele seguiu com uma bolsa com a muda de roupa que usaria no Nosso Camarote após se apresentar, e um cocar, o qual seria um presente a uma de suas amigas que também estaria no evento. Seus pertences foram guardados no armário da chapelaria. Ele trocou de roupa para ir para o Nosso Camarote.

Furto do cocar e confusão

Pouco tempo depois de presentear a amiga, o cocar foi furtado da cabeça dela e, no decorrer da festa, Heverardo o identificou com uma senhora. Ao se aproximar e pedir que fosse devolvido, a senhora começou a gritar (conforme apresenta o boletim): “Segurança, ele está atrás de mim! Tira ele daqui!”. O jovem respondeu dizendo que a senhora estava usando algo que não lhe pertencia. E, mesmo assim, ela gritava histericamente.

“Negão, pra fora”

Os seguranças imediatamente seguraram Heverardo pelos braços, de acordo com o boletim, e suspenderam suas calças gritando: “Negão, pra fora. Aqui você não fica mais”. Dois dos amigos que estavam próximos à vítima, não o encontraram mais. Heverardo foi colocado para fora do evento e impedido de reaver seus pertences deixados no armário. Dois dos amigos que estavam com Heverardo deram depoimento à polícia como testemunhas.

Desorganização?

Heverardo ainda alegou, no boletim, que o app para compra das entradas do Nosso Camarote travava e teve dificuldades para finalizar a compra. Ele mesmo liberou a compra de dois amigos pelo código de desconto fornecido por funcionários
(Todas as informações contidas neste texto foram retiradas de imagens do boletim de ocorrência registrado pela vítima)

 

FONTE: PORTAL LIVE NEWS 

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