Colaboradores - Fabiano de Abreu

Renata Spallicci é taxativa na mensagem do Dia das Mulheres; Confira

8 de Março de 2018
 
 Foto: Dan Galic / MF Press Global
 
Renata Spallicci, que concilia a carreira de Diretora Executiva com a de atleta fisiculturista, exalta a valorização da mulher nos dias atuais: "Tenho minha empresa, não dependo de homem para me sustentar, uso a roupa que quero, não tenho a moda para me guiar, faço o que gosto, quando gosto e não tenho nada que me limite"
 
Ela, que também atua como blogueira, escritora, empreendedora social e influenciadora digital, diz que o Dia das Mulheres é sempre uma data reflexiva: "Tenho me questionado e estudado bastante sobre o posicionamento das mulheres, buscando entender por que de uma forma geral nos comportamos como nos comportamos, como a sociedade evoluiu, qual o nosso espaço e o que estamos efetivamente conquistando ou não. Também é um dia para celebrar tudo o que a mulher representa desde a maternidade. Não podemos deixar de reconhecer e lembrar que a humanidade só existe porque a mulher é capaz dede dar a luz".
 
"As mulheres sofrem muito preconceito em diversas profissões. Sempre senti isso muito fortemente por ser mulher e jovem. Sofri várias formas de preconceito e assédio. Infelizmente isso acontece bastante. Hoje não exerço a minha profissão de formação, sou engenheira química. Já na faculdade eu senti um choque pois eram poucas mulheres. Brinco que foi uma escola não só da Engenharia como formação, mas também de como se portar em um ambiente masculino, de entender a mente dos homens." conta a morena de 36 anos.
 
"Dentro dessa luta das mulheres, o maior presente que podemos receber é termos nosso espaço, a valorização de quem somos, do nosso jeito, sem precisar mudar. Vivemos uma transformação muito grande, estamos numa fase de transição e tentando encontrar nosso lugar. Historicamente foram milhares de anos onde as mulheres não foram valorizadas e viviam em uma sociedade feita por homens e para homens. Aprendemos a sobreviver nessa selva e criar mecanismos de defesa, para se destacar e conseguir conquistar espaço. Demoramos muito para conseguir ingressar nos estudos superiores, para conseguir empregos formais e sermos valorizadas no mercado de trabalho", completa Renata Spallicci.
 
Para ela, a sociedade vive um reflexo até hoje: "Se pensarmos em termos históricos, é muito pouco tempo da mulher tentando se posicionar versus milhares de anos do homem muito estabelecido. Então vivemos um novo momento de entendimento tanto das mulheres como dos homens, dessa nova perspectiva. Queremos igualdade, mas continuarmos mulheres. É hora de reaprender como vão funcionar os lares atuais e do futuro no qual homem e mulher dividem as responsabilidades, em que o filho não é mais só responsabilidade da mulher, onde não é mais a mulher que fica em casa e abre mão da carreira, mas os dois que se reorganizam e o homem ajuda nas tarefas do lar. E saber conviver com os casos em que a mulher é mais bem sucedida do que o homem. Ainda temos muito a aprender e conquistar, mas estamos firmes nesta luta!".
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