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Carteira de financiamento de veículos faz caminho inverso

8 de Agosto de 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Medidas para aquecer o mercado e incentivar a compra de veículos, como o financiamento a juro zero, ajudaram a manter as vendas em alta durante o primeiro semestre de 2013. Ao mesmo tempo, segundo a ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), estas condições subsidiadas pelas montadoras têm contribuído para as seguidas quedas na carteira de financiamento de veículos.

O saldo total da carteira de financiamentos para a aquisição de veículos, que em maio registrou R$ 234,3 bilhões, apresentou baixa de 0,4% em junho, passando para R$ 233,4 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2012, quando atingiu R$ 245 bilhões, a redução foi de 4,7%.

Em junho último, foram concedidos R$ 8,8 bilhões, volume 5,3% inferior ao mês anterior, que registrou R$ 9,3 bilhões. Em relação a junho do ano passado, com R$ 10,7 bilhões liberados, houve queda de 18%.

Para Décio Carbonari de Almeida, presidente da ANEF, campanhas especiais com taxa zero de juros são positivas para aquecer o mercado em certos períodos. “Em países com inflação e taxas de juros baixas, essas promoções são mais comuns. Já no Brasil, o custo para as montadoras subsidiarem o desconto, permanentemente, é bastante alto, o que dificulta sua manutenção por um longo período de tempo.”

Juros
Em junho, os associados da ANEF praticaram uma taxa média mensal de juros de 1,23% a.m, 0,1 p.p abaixo da efetivada em maio – 1,24%. A taxa média anual foi de 15,80%, ao passo que em maio havia sido de 15,94%. Enquanto isso, a ponderação média das taxas praticadas pelo mercado (bancos de varejo) no financiamento de veículos passou de 1,51% a.m e 19,7% a.a, para 1,50% a.m e 19,5% a.a, respectivamente, no CDC para pessoa física. No CDC para pessoa jurídica, a taxa passou de 1,26% a.m para 1,27% a.m, e de 16,2% a.a para 16,4% a.a. A taxa Selic manteve-se estável no período, em 0,64% a.m e 8% a.a.

Inadimplência
A falta de pagamento de contratos de financiamento (CDC) acima de 90 dias, no caso de pessoa física, apresentou queda de 0,2 p.p em junho, ficando em 6,1%. Entre 15 e 90 dias, passou de 8,6% em maio para 8,3% no mês seguinte, queda de 0,3 p.p.
Planos, prazos e modalidades de pagamento
No primeiro semestre, os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores seguiram em 60 meses, e o prazo médio no final do período foi de 42.

De janeiro a junho, as modalidades de pagamento utilizadas na compra de automóveis e comerciais leves no mercado interno dividiram-se em Leasing, 2%; Consórcio, 8% ; à vista, 37%; e 53%, CDC.
Na venda de caminhões e ônibus, o Leasing e o Leasing Finame representaram 1% do total comercializado, enquanto as cartas de consórcio, 2%; CDC, 9%; pagamentos à vista, 10%; e 78%, por intermédio do Finame.
No segmento de motocicletas, 29% das vendas foram à vista; 34%, CDC; e 37%, cartas de consórcio.

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