Sexta-Feira | 6 de Outubro de 2017 | 11h35

Lançamento Ducati Multistrada 950 - Primeiras impressões

Texto: André Garcia // Foto: Johanes Duarte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando menos é mais

Não é só uma questão de números, mas basta trafegar pelas ruas e perceber que o estilo “trail” e suas derivações, caiu no gosto do brasileiro.

Quando falo em derivações, gosto de denominar “Crossover” as motos que tem posição e conforto da “Big Trail”, mas nem sempre vai encarar uma pavimento acidentado, já que vários modelos tem roda dianteira de 17 polegadas e pneus de perfil esportivo.

Até setembro de 2017 foram comercializadas 22.668 motocicletas acima de 500cc, destas 9.692 são Big ou Maxitrail.

De olho no mercado nacional e com um “gap” diminuto em relação a Europa, a Ducati lança a Multistrada 950 e dá uma bela tacada para conquistar os clientes do disputado segmento.

Neutralidade  do conjunto beira a perfeição. Foto: Mario Villaescusa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se pudesse sintetizar em uma palavra a Multistrada 950 seria polivalência. Mas é necessário explicar o que considero polivalente: a nova MTS 950 é:

  1. Racional: na iluminação dianteira, sai o LED e entra lâmpadas de halogéneo,  sai o painel de TFT e entra um Full LCD, nas suspensões entra Kayaba na dianteira e Sachs na traseira, braço oscilante semelhante da Enduro o que permite a montagem opcional de rodas raiadas, embreagem de acionamento mecânico ao invés de hidráulico;

  2. Versátil: não tenha dúvida a Multistrada 950 se mostra excelente para o uso diário e pequenas, médias e longas viagens e seu tanque de 20 litros, parece pouco, mas dá conta do recado. Aliado a boa proteção aerodinâmica, bancos do piloto e garupa confortáveis e possibilidade de acoplar malas laterais o que lhe confere grande capacidade touring ou de turismo.

Pilotando

Ao montar, do alto dos meus 1,65 de estatura me senti vestido pelo moto, consegui colocar os dois pés no chão, mesmo o banco com 840mm, mas há disponível como opcional banco com 820 mm ou para os avantajados 860mm;  comandos dos punhos todos na posição adequada, propiciando pilotagem intuitiva e muito fácil alterar os modos de condução: sport, touring, urban e enduro pelo mesmo botão da seta e depois alterado por outro botão logo acima...muito fácil. Clica o botão da seta, altera o mapa, fecha o acelerador e pronto. O painel propicia boa leitura, mesmo  com o sol a pico e o dia estava bem claro com um sol de uns 35º.

Uma voltinha na terra para constatar o óbvio. Esperando convite do amigo Rafael Gomes Kalandjian. Foto: Johanes Duarte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na minha vez, na travada pista do Haras Tuiuti, rodei o tempo todo no sport e fiquei maravilhado com a agilidade do conjunto. Torque abundante desde os 1.500RPM, a Ducati informa que a 3.500RPM já está disponível 80% dos bons 9,8 Kgfm a 7.750 RPM.

Mesmo com a roda dianteira de 19 polegadas, a mudança de direção é muito rápida e neutra, em um trecho do circuito, você em 2ª marcha, motor cheio, inclinado para direita, tem obrigatoriamente que mudar a trajetória para esquerda e iniciar um declive. A ciclistica passa tanta confiança que volta após volta, a tendência é ir aumentando o ritmo.

Características do produto. Foto: Ducati

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Ducati privilegiou o acerto de suspensão para o conforto, todavia, tanto a dianteira como a traseira é possível configurar de acordo com o gosto do piloto. Não mexi em nada, mas com certeza na traseira com garupa seria necessário alterar a pré-carga, sem necessidade ferramenta.

Outro ponto positivo vai para proteção aerodinâmica e assim como sua irmã 1200, é possível ajustar o parabrisa ou bolha acionando uma pequena alavanca, sem necessidade de parar a pilotagem.

Quanto aos freios: simplesmente impecáveis.

Na terra o conjunto passa segurança. Pneus Pirelli Scorpion Trail II se mostrou perfeito. Foto: Johanes Duarte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No final do dia, sem tempo cronometrado para outros colegas andarem, voltei para pista para reforçar algumas constatações, a vibração é mínima não incomoda em qualquer faixa de rotação ou marcha engatada, o acionamento da embreagem achei leve e macia, apesar de não ser hidraúlica, o câmbio está bem escalonado e está cada vez mais parecido com as japonesas, ou seja, não encontrei falso neutro, o motor Testatretta 11º bicilindrico em L de exatos 937 cc com 113 cv a 9000RPM é bem linear, proporcionando por exemplo pilotar a 50km/h em 4ª marcha sem os velhos engasgos. E ainda utilizei os modos urban, cuja potência cai para 75cv, aumentando o nível de intrusividade do ABS e do controle de tração, aumentando o “delay” do acelerador...enfim deixando a moto apta para um novato e quem conhece minha história chata com segurança sabe da responsabilidade de tal afirmação. No modo touring continua com os 113 cv, mas o aceleração é mais, digamos, linear sem a ogrisse do sport. E o  modo enduro?

Ducati deixou a caçula mais racional. Foto: Ducati

Ahhh!!! Fui para terra e pude constatar que o tempo de resposta do acelerador fica entre urban e touring, o pico de torque fica disponível bem antes dos 4000RPM, é possível derrapar a roda traseira, já que o ABS é desligado parcialmente, na dianteira continua ligado, o controle de tração é desligado e a pilotagem de pé é muito boa, sendo possível continuar a leitura do painel em LCD.

Deixei para o fim os pneus: Pirelli Scorpion Trail II que casou perfeitamente com a Multistrada 950, aliás, segundo o representante da fabricante de pneus, foi desenvolvido especialmente para a nova Ducati. Sinceramente, achei excelente no asfalto, propiciando grandes inclinações e confiança idem na terra. Evidentemente, que para um uso off road mais pesado, é de bom senso não só a troca do pneu, mas também das rodas para raiadas.

Diferença compensa mais ou menos. Fica a critério do bolso do consumidor. Foto: Ducati

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por fim, o salgado preço de R$ 59.900,00 justifica o produto. Infelizmente tudo está caro no Brasil, mas quando você olha os produtos concorrentes, realmente, a Ducati Multistrada 950 oferece um pacote, especialmente eletrônica, que está um degrau acima das demais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acessórios há a linha Touring Pack (cavalete central e conjunto de malas laterais rígidas); Sport Pack (Silenciandor Termignoni licenciado, conjunto de tampas do quadro em alumínio, tampa do reservatório do fluído de freio); Urban Pack (Kit Top Case, Cabo de energia com cabo USB, Bolsa de tanque); Enduro Pack (Cobertura do motor, pedaleiras em aço, malha protetora para radiador, conjunto adicional de faróis em LED, protetor laterais em tubos de aço).

Todas as fotos e detalhes dos pneus, click aqui.

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últimos comentarios
Renato acompanha com certeza. grande abraço

Por: André Garcia

De: São Paulo Data e hora: 06/10/2017 - 18:03:59

Será que ela consegue acompanhar a Tiger 1050? ??

Por: Renato Pinto de Almeida

De: Guajará mirim Data e hora: 06/10/2017 - 15:57:35

Muito linda essa Ducati.

Por: Renato Pinto de Almeida Neto

De: Guajará mirim Data e hora: 06/10/2017 - 15:54:36