Quinta-Feira | 7 de Setembro de 2017 | 12h23

Linfoma não-Hodgkin tem aumento de incidência no país

O crescimento dos linfonodos devido à proliferação de célula neoplásica - popularmente conhecido como "íngua"- em diferentes regiões do corpo, como pescoço, axilas e virilha, algumas vezes associados à perda de peso, sudorese e/ou febre. Esses são alguns dos sintomas do Linfoma, o câncer que atinge o sistema imunológico.
Somente em 2016, o Linfoma atingiu mais de 12 mil brasileiros, segundo estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer). "Este tipo de câncer é dividido entre Hodgkin e não-Hodgkin. Este último, mais comum, apresentou o dobro de ocorrências nos últimos 25 anos", explica a hematologista e hemoterapeuta do Grupo Oncoclínicas/InORP, Fernanda Borges Ribeiro.
 
De acordo com a hematologista, a doença atinge principalmente adultos jovens e idosos. Os fatores de risco para o desenvolvimento do Linfoma incluem o sistema imune comprometido (como pacientes portadores de vírus como HIV e HTLV) e exposição química e/ou a altas doses de radiação.
 
Hematologista e hemoterapeuta do Grupo Oncoclínicas/InORP, Fernanda Borges Ribeiro
 
Diagnóstico e tratamento
 
De acordo com a hematologista, quando observada qualquer alteração, o paciente deve procurar um especialista que, após o exame clínico, confirmará o diagnóstico do Linfoma com a biópsia do gânglio comprometido. Após o diagnóstico, exames complementares serão necessários para determinar a extensão da doença, como mielograma, biópsia de medula óssea, cintilografia óssea, pesquisa de corpo inteiro com PET-CT, dentre outros.
 
Quando diagnosticado, o tratamento é realizado com quimioterapia, radioterapia e até transplante de medula óssea – que depende do tipo do linfoma e extensão inicial da doença.
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