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Obesidade requer atenção redobrada para saúde da gestante e do bebê

25 de Maio de 2017
 

A gravidez é um momento que requer muitos cuidados, sobretudo quando a gestante está com sobrepeso ou obesa. Para o ginecologista Edmundo Vasconcelos, Assumpto Iaconelli Jr, a obesidade não é um empecilho para a fertilidade, mas requer atenção em dobro.

“Devemos entender o que levou a mulher ao ganho de peso; pode ser depressão, ansiedade ou mesmo ovário policístico. Por isso, é preciso um tratamento com diversas áreas médicas para uma futura gestação saudável”, recomenda.

Em casos de tratamento para engravidar, o ginecologista sempre recomenda a perda de peso e acompanhamento nutricional como aliada para a fertilidade. Mesmo que não haja comprovações sobre a relação do sobrepeso e gravidez, “é importante prezar pela saúde da mãe e do bebê em primeiro lugar”.

Entre os fatores de risco destacados por Iaconelli estão diabetes, hipertensão e pré-eclâmpsia, principalmente no final da gestação. ”Esses males são de duas a seis vezes mais comuns em mulheres com excesso de peso."

O médico também ressalta os altos índices de mortalidade intrauterina e de recém-nascidos, principalmente no período perinatal – primeiros sete dias -, além do nascimento de crianças com má formação no tubo neural - estrutura que dá origem ao cérebro e medula. O peso dos bebês também tende a ser maior que o normal, o que pode provocar riscos obstétricos durante o parto.

Embora, durante a gravidez não seja aconselhado fazer dietas de emagrecimento, é fundamental controlar a qualidade da alimentação e a ingestão de calorias, para que o bebê tenha todos os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, sem que a gestante aumente muito o peso.

“Isso porque 40% dessas mulheres têm deficiência de ferro, 24% em ácido fólico e 4% em vitamina B, tão importantes para diminuir os riscos de problemas cardíacos e na coluna vertebral nos recém-nascidos”, salienta.

Outra preocupação do especialista é o ganho de peso durante a gestação, que, segundo pesquisa feita em 2009 pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos, deve ser de pelo menos cinco quilos e de no máximo nove quilos.

 
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