Terça-Feira | 2 de Maio de 2017 | 11h10

Você já ouviu falar da Síndrome do Esgotamento Profissional?

A Síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, tem sido uma ameaça real para as pessoas que exercem funções muito desafiadoras e estressantes no trabalho.

Pesquisas nos mostram que a síndrome tem acometido profissionais considerados altamente motivados, comprometidos e apaixonados pelo trabalho que desempenham e que estes profissionais costumam reagir ao stress ocupacional trabalhando ainda mais até entrarem em Burnout, perdendo então toda a motivação e o interesse no trabalho.

O termo burnout é de origem inglesa e quando traduzida indica o colapso que sobrevém após a utilização de toda a energia disponível. No contexto psicológico o termo burnout tem sido utilizado para se referir a uma síndrome constituída por uma exaustão emocional, desumanização e redução no nível de realização pessoal no trabalho (Maslach & Jackson, 1986).

Os principais sintomas encontrados na síndrome de burnout podem ser divididos em quatro grupos: os físicos, os psíquicos, os comportamentais e os defensivos. São eles:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: BENEVIDES – PEREIRA, 2002.

O diagnóstico da síndrome só pode ser realizado por um médico ou psicoterapeuta, que são os profissionais qualificados para diagnosticar a patologia através de procedimentos e instrumentos adequados.

O tratamento para o burnout consiste no uso de antidepressivos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida das pessoas acometidas pela síndrome, incluindo a prática de atividade física, alimentação saudável, práticas de relaxamento e a inclusão de momentos de lazer.

Como se prevenir do burnout?

> Avalie como as suas condições de trabalho estão interferindo na sua qualidade de vida;

> Utilize o seu tempo livre para realizar atividades prazerosas, agradáveis e não para preenchê-lo com mais trabalho;

> Desenvolva talentos pessoais. Dedique um tempo para desenvolver as suas habilidades ou aprender novas, como pintura, música, dança de salão, entre outras atividades que venham a trazer satisfação pessoal;

> Administre o seu tempo. Distribua as atividades diárias de forma compatível com a sua realidade, levando em consideração não somente as atividades relativas ao trabalho, mas também as dedicadas às questões pessoais e de lazer;

> Organize o seu ambiente de trabalho. Organize o ambiente de maneira que traga uma sensação de conforto e bem estar com todos os elementos que necessite para o desenvolvimento das suas atividades;

> Neutralize os agentes estressores. Identifique as situações que lhe causam stress, pois assim será possível encontrar estratégias que atuem no sentido de minimizar ou eliminar a situação estressante;

> Cultive o relacionamento interpessoal, pois dispor de uma rede de amigos é um dos dispositivos mais eficazes para lidar com os momentos de dificuldade;

> Relaxe. Praticar técnicas de relaxamento nos ajuda no controle psicofisiológico aos agentes estressores, permitindo um distanciamento necessário para recarregar as energias.

A psicóloga Rosalina Moura é especialista em gerenciamento do stress, coach de bem estar e saúde e diretora da Rumo Saudável.

 Foi coordenadora da área de psicologia do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo de 1994 a 2005, onde atuou como psicóloga e pesquisadora. Seus estudos e os convites para participar de eventos científicos a levaram a se aprofundar nas questões relacionadas ao stress elevado, desenvolvendo programas e metodologias para o seu gerenciamento. Em 2001 ela criou a RUMO, que hoje tem como foco principal de atuação o desenvolvimento de programas de Prevenção e Gerenciamento do Stress para pessoas e empresas.

 www.rumosaudavel.com.br

Referências Bibliográficas:

BENEVIDES – PEREIRA, A. O processo de adoecer pelo trabalho. In: Quando o trabalho ameaça o bem estar do trabalhador. São Paulo. Casa do psicólogo. 2002.

MASLACH, C.; JACKSON, S. Maslach Burnout Inventory, Manual. University of California, 1986.

 

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