Quinta-Feira | 23 de Março de 2017 | 10h7

Projeto Fênix - Alçando Voo

 A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) realizou no Palácio da Justiça, a apresentação do Projeto Fênix – Alçando Voo. Com palestras, apresentação de vídeos e depoimentos, o evento mostrou os desdobramentos do projeto, dedicado a atender mulheres vítimas de lesões físicas em decorrência da violência.

Divulgação TJSP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A abertura foi realizada pela coordenadora da Comesp, desembargadora Angélica de Maria Mello de Almeida. “O nosso objetivo é uma intervenção conjunta de vários órgãos estatais e da sociedade civil. É uma ação de política pública para oferecer o resgate à autoestima. O sucesso depende da atuação de cada um dos entes presentes”, explicou.

  A juíza da 16ª Vara Criminal Central e integrante da Comesp, Maria Domitila Prado Manssur Domingos, esclareceu que o projeto – fruto de convênio entre o TJSP, a Secretaria de Estado da Saúde e a Turma do Bem – oferece às vítimas com sequelas físicas acesso a cirurgias estéticas e reparadoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a tratamento odontológico integral e gratuito. “Constada a lesão estética, ortopédica ou odontológica, a serventia judicial encaminhará e-mail à Comesp, com decisão judicial mencionando o nome da vítima e cópia do laudo de corpo de delito realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), para inclusão no Projeto Fênix. Até agora, 20 vítimas ingressaram no projeto, o que mostra a importância de avançarmos, pois elas ainda sentem medo, insegurança e fragilidade. A trajetória no processo de rompimento do ciclo de violência é árdua e de constante enfrentamento”, concluiu.

 O presidente da Corte, desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, afirmou que é preciso estabelecer a igualdade de fato e não apenas no papel. “Estamos aqui reunidos para dar visibilidade, credibilidade e concretude ao projeto. Vamos trabalhar juntos para que alce voo e que possamos vê-lo, com destaque, dando assistência a todas as mulheres que precisam de nós”, finalizou.

 A coordenadora da Coordenação de Políticas para as Mulheres do Estado, médica Albertina Duarte Takiutu, falou sobre a importância do acolhimento e sobre os sinais físicos e psicológicos da violência. “É importante analisar os sinais de alerta nas vítimas como marcas de queimaduras, fraturas e feridas, roupas rasgadas, queixas de hemorragia vaginal e doenças sexualmente transmissíveis. Entre as lesões decorrentes de atividade sexual, 65,2% são estupro e 13,95% tentativas. Nas sequelas da violência, os sintomas permanecem por muitos anos e as dores do corpo tornam-se também dores na alma. A violência precisa ser desconstruída. É preciso criar uma força-tarefa de ações positivas. ”

Fonte: Comunicação Social TJSP – AG (texto) / KS (fotos) - http://www.tjsp.jus.br/Noticias/Noticia?codigoNoticia=40094

 

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