Quarta-Feira | 8 de Março de 2017 | 10h11

Hipotireoidismo: O que você precisa saber

 

Confiram as dicas da geriatra Roberta França e saibam mais:

 
A Tireoide é uma glândula pequena, localizada no pescoço, conhecida como "pomo de Adão", muito proeminente nos homens. Seu tamanho é desproporcional a sua importância , visto que os hormônios por ela produzidos, T3 e T4 , controlam diretamente processos de crescimento, fertilidade, memória, raciocínio, sono, temperatura corporal, força muscular, funcionamento intestinal e peso corporal! 
Incrível não? Mas ela realmente é responsável por tudo isso e, assim, seu funcionamento perfeito é fundamental!
Com tantas funções, já é possível compreender que, quando a glândula se torna hipofuncional (reduz a produção dos hormônios) inúmeros sintomas podem ocorrer em conjunto ou isoladamente, sendo os mais comuns:
 
* depressão
* bradicardia (redução dos batimentos do coração)
* constipação intestinal (prisão de ventre)
* déficit de atenção e memória
* pele seca 
* queda de cabelos
* unhas quebradiças
* sonolência excessiva
* dores musculares
* aumento do colesterol
* anemia
* ganho de peso importante
 
O hipotireoidismo, apesar de pouco divulgado, atinge 11% da população mundial, sendo 80% mulheres!! Acredite, 10% das mulheres a partir dos 40 anos e 20% das mulheres com 60 anos desenvolvem algum tipo de hipotireoidismo! ! Homens após os 65 anos também são mais suscetíveis! !!
De todos os sintomas descritos damos especial atenção à depressão. Não é incomum encontrar mulheres sendo tratadas com antidepressivos, ansiolíticos e até antipsicoticos, sem melhora clínica real justamente porque a patologia de base é o hipotireoidismo. Enquanto ele não for tratado e os hormônios estiverem normalizados não há melhora real da depressão.  
São fatores de risco:
* retirada cirúrgica da Tireoide
* tratamento com iodo radioativo 
* após menopausa
* portadores de doenças autoimunes como lúpus
* uso de medicações que bloqueiam a glândula como lítio e amiodarona
 
O diagnóstico é simples!!! Feito através de um exame de sangue onde dosamos os hormônios TSH, T4L e T3. Caso eles venham alterados é indicado tambem realização de ultrassonografia de tireode com Doppler para melhor avaliação. O tratamento basicamente é feito através da reposição hormonal do hormônio tireoidiano na dosagem que o médico achar adequado. Cada caso é um caso. 
 
O importante é mesmo o diagnóstico! !
É uma doença silenciosa, pouco divulgada, mas muito devastadora quando não tratada. 
Como não existe outra maneira de se diagnosticar que não seja por meio de exames, consultas regulares ao geriatra são fundamentais para manter a saúde em dia e, principalmente, tratamento imediato caso haja um diagnóstico.
Lembre-se: prevenir é melhor que remediar... 
E uma vez  diagnosticado é melhor tratar que esperar agravar!
Fique atento e procure seu geriatra
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