Quinta-Feira | 16 de Fevereiro de 2017 | 14h0

Avaliação Indian Springfield

Foto: Gustavo Epifanio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto e fotos: André Garcia

Logo que começou 2017, um grupo de doentes por moto marcou um passeio, seleto grupo de amigos tanto do ponto de vista moral quanto na tocada de uma motocicleta. Daqueles raros grupos onde se dá muita risada e todos cuidam de todos e ninguém faz besteira.

Quando cheguei com a Indian Springfield e vi as máquinas dos caras, já fui avisando para ter paciência comigo, já que todos estavam de esportiva e naked.

Saimos de um posto e na rodovia o óbvio: a Springfield esbanjando torque, potência, conforto com uma maciez de ciclistica impressionante.

Paramos para beber suco e já que estava com malas laterais, diante da beleza e aroma das frutas, não resisti e levei tudo que podia.

Combinamos o almoço e rumamos para um trecho cheio de curvas de Morungaba e ai veio a surpresa: andei na frente de vários amigos, as vezes na frente de todos; gabaritados com mais de 15, 20 anos de motociclismo em uma tocada ao mesmo tempo forte e segura.

Saindo do restaurante, combinamos como ponto de encontro para despedida e um último café, o posto do Frango Assado Cajamar no km 37 da Bandeirantes e o tempo já armava chuva típica de verão, todos apertaram o passo e cheguei primeiro....(risos)

Logo que chegaram o Xandão (ex-Força e Ação)  e o Fabio Terras, ambos de Suzuki Bandit, primeiro ficaram preplexos de me encontrar esperando todos e começamos a rir, perguntado ao Terras porque não me ultrapassou no trecho de serra, respondeu: “Cara fiquei admirando como você entrava e sai das curvas, é inacreditável o que faz essa moto. Ela é tão grande e parece que você pilota uma bicicleta”.

A história em questão, não é para enaltecer minha pilotagem, mesmo porque no grupo em questão ou entre os jornalistas especializados, sem sombra de dúvidas, sou o mais limitado, todavia, minha intenção foi relatar o quanto essa moto da Indian é fantástica para uma custom de 391 kg em ordem de marcha, com as malas carregada até o talo de frutas, um monstro com 2,58 de comprimento de 1,70 m de entre-eixos.

Sai de moto, mas leva feira para casa

Como anda!!!!! Como freia!!!! Como transmite segurança!!!! Como muda rápido de direção. Sinceramente, fiquei impressionado.

Mas como é possível?

Engenheria!! Chassi de alumínio, baita motor, trail, acerto de suspensões primorosa, excelentes freios...enfim leia o que já falei dela no lançamento clicando aqui, senão fica repetitivo e a ideia aqui é relatar sua desenvoltura no habitat comum.

Quem me conhece sabe que não sou adepto ao estilo, nunca achei essas motos uma primazia em conforto e acerto de ciclistica.

Mas...

Esses americanos da Polarias/Indian cheiraram ou beberam alguma coisa, não é possível!!!

Logo que sai da concessionária e peguei as péssimas ruas do Brooklin e depois Morumbi fiquei muito surpreso com a suspensão (dianteira com garfo telescópico com cartucho e dupla mola com 119mm e traseira monoamortecida Fox de 114 mm com pré-carga de mola e ajuste pneumático) nada, absolutamente nada foi para a coluna e em momento algum houve final de curso ou aqueles pulos horríves que modelos custom costuma dar no péssimo pavimento de São Paulo. Copia o solo perfeitamente, sem exagero. Além, da facilidade de condução mesmo em trecho urbano, ela está na mão o tempo todo e mesmo pegando um trânsito mais pesado, o calor não incomoda tanto, dado o tamanho do motor, lembrando que o habitat dela é estrada.

Qualquer que seja o ângulo, a Springfield chama atenção eplo vintage e pelo acabamento. Foto: Gustavo Epifanio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se já tinha elogiado o acerto de suspensão de outras poucas motos como Suzuki M800 Boulevard, Yamaha MidnightStar e Triumph Thunderbird e enaltecendo ciclistica e suspensão dos modelos Indian, faço aqui um depoimento: a Springfield é a melhor custom que já pilotei e vai ser difícil avaliar outras, porque esta se tornou referência e tenho uma memória de elefante quando se trata das lembranças que cada moto me proporciona.

O que não gostei dela, foram os punhos muito grandes, especialmente o da esquerda com os botões muito espaçados, buzina invertida com a seta, o que seria lampejador de luz alta é para acessar as informações de bordo como velocímetro, odômetro, conta giros digital, indicador de temperatura ambiente, indicador de consumo médio, voltímetro, indicador de marcha, relógio, indicador de combustível analógico e em led indicando reserva, indicador de pressão  dos pneus (muito importante), indicador do “cruise control” que chamamos vulgarmente de piloto automático, uma gama de informações importantes e necessárias para um pilotagem segura. Na direita devia ficar só o botão de ligar o motor e afogador; piloto automático e psica alerta devia estar no punho da esquerda por ergonomia.

Média ficou em 16,64km/l. Dado o tamanho do motor, considero muito bom

Por fim, dois comentários: 1) o motor Thunder 111 com conjunto de transmissão macia, bem escolanada e precisa, dão conta do recado com sobras, seja carregado sozinho ou com garupa, aliás, a exigente garupa de casa que só gosta de andar de Big Trail e Crossover, teceu elogios ao farto banco e a maciez do conjunto; 2) o acabamento primoroso e encontrei um primo que é Engenheiro na Scania e o cara ficou louco com a moto e perplexo com o acabamento e cuidado dos detalhes dessa Indian, o cara é tão coxinha que se lavar o carro e pegar um buraco com lama, ele lava o carro de novo, dai a importância do elogio do sujeito.

Preço??? Está lá no texto de lançamento e quem quer uma moto dessa, não vai se importar em fazer o cheque. Um conselho: faça um test-drive com e sem parabrisa que é fácil tirar e comente abaixo. 

Ahhhhh!!!! As frutas chegaram em casa, intactas...rs...rs..rs

Na hora de abastecer, apesar do bom consumo, o marcador de combustível não marca com exatidão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ficha técnica: click aqui

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