Quinta-Feira | 26 de Janeiro de 2017 | 18h32

A novela que retratou o universo da TV e do teatro e confundiu os telespectadores

Em junho de 1977, Lauro César Muniz voltava ao horário nobre das 20h30 com a sua “Espelho Mágico”, uma experiência diferente em termos de roteiro para novelas e que mostrava o universo da TV, do teatro e do cinema usando muitas vezes uma linguagem nada usual e que acabou confundindo e afastando o telespectador.

A trama de “Espelho Mágico” trabalhava ao mesmo tempo com uma montagem teatral e com uma novela fictícia chamada “Coquetel de Amor”, que se entrelaçavam e que utilizavam os mesmos atores com  personagens diferentes da novela oficial criada pelo autor.

A experiência de Lauro César ficou seis meses no ar, muito bem dirigida por Daniel Filho e Gonzaga Blota e com um elenco de grandes nomes, mas talvez a nossa teledramaturgia e os nossos telespectadores ainda não estivessem preparados para um enredo tão complexo.

Espelho Mágico” marcou a estréia na TV Globo de Tony Ramos, que vinha de muitos anos na TV Tupi e era um dos seus principais galãs, e de Vera Fischer, então uma das grandes atrizes do nosso cinema. Tony se saiu muito bem como Paulo Morel, um jovem ator em ascensão e Vera teve um papel sob medida, o de Diana Queiroz, uma ex-miss Brasil e agora atriz de pornochanchadas.

Os papéis centrais ficaram com Tarcísio Meira (o ator Diogo Maia na vida real ou Ciro na novela fictícia), Glória Menezes (a atriz Leila Lombardi que se transformava na personagem Rosana), Juca de Oliveira (o autor Jordão Amaral), Sonia Braga (a ambiciosa atriz Cynthia) e Yoná Magalhães (a atriz decadente Nora Pelegrini). Um quinteto que brilhou em todas as cenas.

Mas as cenas mais impactantes e emotivas foram vividas por Lima Duarte que fazia Carijó, um comediante popular que fez muito sucesso no passado, mas que em 1977 era considerado ultrapassado por diretores, autores e outros artistas. Mais um brilhante desempenho do veterano Lima Duarte que em cena comovia todos que contracenavam com ele, em especial Djenane Machado que  teve também um brilhante desempenho como Lenita, a filha de Carijó e uma jovem atriz que fazia questão de acompanhar o pai nas suas apresentações.

A audiência não correspondeu ao que a TV Globo esperava da novela, muitos telespectadores no terceiro mês da novela começaram a trocá-la por “O Profeta” na TV Tupi, e ela terminou um pouco antes do previsto para dar lugar a mais um original de Janete Clair.

Ainda no grande elenco estavam Daniel Filho, Pepita Rodrigues, Mauro Mendonça, Lídia Brondi, Carlos Eduardo Dolabella, Milton Moraes, Sérgio Britto, Heloisa Millet, Kito Junqueira, Jorge Cherques, Solange França, Nelson Caruso, Aguinaldo Rocha e Maria Lucia Dahl. 

Foto 1 - Anuncio da novela que estreou em junho de 1977 na TV Globo

Foto 2 - A novela de Lauro César Muniz tinha um grande elenco

Foto 3 - Glória Menezes, Tarcisío Meira e Sonia Braga tinham os principais papéis

Foto 4 -  A novela teve a participação especial da atriz Sylvia Kristel

Foto 5 - Cena da novela com Vera Fisher, Carlos Eduardo Dolabella e Milton Moraes

Foto 6 - Tony Ramos e Lídia Brondi também estavam no grande elenco

Foto 7 - Djenane Machado era Lenita e Lima Duarte o comediante Carijó

Foto 8 - Yoná Magalhães e Juca de Oliveira em cena da novela

 

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