Sexta-Feira | 20 de Janeiro de 2017 | 11h55

Verão e os riscos de uma Infecção Urinária

Hidratação insuficiente, roupas de banho úmidas por muito tempo, dietas malucas em busca do corpo perfeito e uma higienização inadequada. No verão os casos de infecção urinária aumentam progressivamente, deixando os urologistas, de norte a sul do Brasil em alerta, principalmente pelo grande número de internações decorrentes desta doença que pode levar a morte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com o urologista do Hospital São Luiz e sócio proprietário da Climedin, Flavio Haruyo Iizuka, as causas variadas estão relacionadas a um período de relaxamento em todos os sentidos: " As pessoas bebem menos água, vão a praia e não trocam os trajes de banho e tudo isso por um relaxamento natural do período de férias, mas esquecem que tais atitudes podem prejudicar seriamente a saúde."

Estima- se que, com a chegada do verão, mais de 17 mil brasileiros são internados nos hospitais públicos do país com os sintomas mais comuns que são: febre, ardor ao urinar, dor lombar e cólica. A doença que acomete grande parte das mulheres brasileiras (Estima-se que uma em cada 10 já sofreu com esta doença), pode levar a morte, sim. Ainda segundo Iizuka, "em casos mais graves a infecção pode avançar para os rins e se prolongar pela corrente sanguínea, caso não haja um tratamento adequado."   

O diagnóstico, feito a partir de um simples exame de urina tem características diferente entre homens e mulheres, "... os homens tem uma uretra mais longa, por isso, normalmente quando apresentam um quadro de infecção urinária, ele está relacionado a um outro problema como pedra nos rins, que também é comum nesta época do ano. Nas mulheres, por outro lado, o canal da urina é mais curto, o que deixa um caminho livre para as bactérias se proliferarem rapidamente..." esclarece o urologista.

O tratamento, feito a base de antibióticos e, em casos mais graves, com medicação intravenosa, costuma apresentar bons resultados. Para Iizuka, adquirir alguns hábitos minimizaria este problema: " Ficar atento a higiene íntima, beber ao menos dois litros de água por dia e evitar ficar um longo período com trajes de banho molhados já reduziria bastante o risco. É uma questão de hábito. 

 

comentar

últimos comentarios

Seja o primeiro a comentar, complete o formulário ao lado e dê sua opinião.