Quinta-Feira | 19 de Janeiro de 2017 | 9h50

Avaliação Ducati Hypestrada821

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: André Garcia / Marcelo Matrone / Divulgação

Versatilidade com emoção

Dentre os modelos oferecidos pela Ducati no Brasil, está a Hyperstrada da família Hypermotard ou derivado do modelo, mas com características primando pelo conforto visando o turismo.

Dentre as alterações, em relação a Hypermotard, buscando um maior conforto para estrada, está no guidão dois centímetros mais alto, assento mais baixo e largo com 830mm do solo, com mais espuma e redesenhado, adição de malas laterais com 26 litros de capacidade cada uma, tomada 12v, cavalete central e um pequeno para-brisa.

De resto, foi mantido o design inspirado no estilo dirtbike, com boa distância do solo, traseira alta e afiliada, laterais estreitas e até os retrovisores redesenhados para combinarem com o design limpo e minimalista.

Em relação ao modelo anterior, a Ducati mostrou evolução na construção do modelo mantendo o tradicional chassi em treliça, todavia, o subframe todo em alumínio, a distância entre-eixos de exatos 1,49m, suspensão dianteira invertida com tubos de 43mm, na traseira com articulação progressiva com monoamortecedor ajustável em pré-carga de mola remoto com balança monobraço em alumínio. O curso de roda dianteiro e traseiro é de 130mm, as rodas são de 10 raios em liga leve, ambas com 17 polegadas calçadas com Pirelli Scorpion Trail com 120/70 na dianteira e 180/55 na traseira.

Uso no dia a dia é perfeito. Aqui no Fórum de Mauá.

Pilotando

Depois de contemplar a beleza da moto, ao montar na Hyperstrada é estranho, o piloto fica em uma posição de ataque dado a pequena distância entre o assento e guidão somado ao tanque bem baixo, quem tem mais de 1,65 de estatura deve cansar em longas viagens. Os braços ficam relaxados, as pernas bem posicionadas e graças aos punhos com botões no devido lugar e com bom tato a pilotagem se torna intuitiva.

Na cidade a Hyperstrada dado sua esguies e leveza, só 204kg em ordem de marcha muito bem distribuído, é ágil e acompanha qualquer moto pequena, salvo, raramente, em faixas extremamente estreitas entre SUV´s que demanda um contorcionismo para não bater nos retrovisores, mas como sempre digo, o problema é o estreitamento da faixa de rolamento, especialmente em São Paulo.

Para uso urbano se mostrou uma grande companheira, realmente surpreendeu.

Logo que sair, dado nosso péssimo asfalto, notei que estava com a suspensão dura. Parei e facilmente ajustei a suspensão traseira e a moto ficou na mão.

Na estrada, ela mostra um apetite voraz, mostrando um conjunto muito bem acertado para andar em baixa ou alta velocidade sempre com total controle da máquina, todavia, não espere conforto: vai tomar vento, já que o pequeno para-brisa pouco pode fazer, só ajuda em não sujar o capacete.

Em trechos sinuosos é uma moto fantástica, como andar sob trilhos, no modo “Sport” com o acelerador em “High” a frente levanta fácil em saídas de curvas ou se o piloto desejar em saída de semáforo.

E aqui, não posso deixar de comentar novamente a genialidade da Ducati em proporcionar uma moto cuja eletrônica possibilita a pilotagem de quem tem experiência e de quem NÃO tem experiência, algo já mencionado na avaliação da Monster 821, já que pode dosar o ABS, controle de tração e potência do motor bicilindrico Testratretta com 821cc, refrigeração líquida, que gera 110cv a 9250RPM e torque de 9,1 Kgfm a 7750RPM.

Aqui em passeio por Socorro/SP. Eu de Monster 821 e Matrone com a filha de Hypestrada821

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Graças a esta eletrônica, aquele que não tem tanta experiência, mas está louco para comprar sua moto de alta cilindrada encontra na Ducati a segurança necessária, sendo possível você alterar o mapa de potência do motor e acredito que de torque, apesar de não confirmado pela Ducati, além do tempo de resposta do acelerador.

No “default” que vem de fábrica:

- Urban/Low, ou seja, ela passa para 75cv, nível 3 no ABS e 6 no DTC;

- Touring/Med, ou seja, ela passa para 110cv, nível 2 no ABS e 4 no DTC;

- Sport/High, ou seja, entrega 110cv, nível 1 no ABS e 2 no DTC.

Com isso, o novato pode comprar a moto, utilizá-la no modo “Urban/Low” depois “Urban/Med” e assim sucessivamente, até chegar no “Sport/High”. Ao meu gosto na cidade deixava no “Urban/High” e na estrada no “Touring/High”, já que no modo “Sport” se mostra até exagerado, com uma ferocidade exacerbada, sendo necessário a faca entre os dentes o tempo todo.

Os freios são irrepreensíveis: na dianteira dois discos semiflutuantes de 320mm, pinças Brembo radialmente montados, 4 pistões, 2 amortecedores, bomba axial com manete ajustável e ABS, como já disse, regulável e na traseira disco simples de 245 mm, pinça de 2 pistões, igualmente com ABS.

Painel oferece boa leitura e é quase completo

A leitura do painel digital em LCD multifuncional de fundo branco oferece boa leitura, tem todas as informações como rotações do motor, odômetro (total, trip´s 1 e 2), velocímetro, relógio, temperatura do líquido de arrefecimento, riding mode selecionado e todo gerenciamento dos riding´s modes (ABS, potência do motor, resposta do acelerador e controle de tração), consumos atual e médio de combustível, velocidade média, temperatura do ar, tempo de viagem, indicador de intervalos de manutenção em km, detecção de erros ou diagnóstico, menu de configuração e funções de persona3lização, luzes: pressão do óleo, ponto morto (N), aviso de combustível (não apresenta quantidade) e faltou indicação de marcha engatada.

Aqui Hyperstrada a caminho do Motogp da Argentina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como rodei pouco, só 369km, busquei dentre os amigos do Ducati Clube São Paulo (DCSP) um proprietário do modelo, apesar de já ter trocado por uma Panigale, o Marcelo Matrone rodou bastante no dia a dia e fez até viagem internacional: “Comprei a moto em outubro/14 e fiquei com ela até maio/16. Exatos 1 ano e 7 meses, rodei mais de 28.500 km usando ela para tudo, trabalhar, passeios de final de semana, viagens de feriado para interior, MG, PR e RJ e uma viagem internacional para Argentina. Se eu fosse resumir a Hyper em uma palavra eu fico em dúvida se seria "versátil" ou "emoção" porque é isso que ela proporciona. Pelo resumo que fiz, dá para chegar à conclusão que é uma moto que encara tudo em qualquer situação.

Usei muito a Hyper no dia a dia para o trabalhar dentro de S. Paulo, o trajeto que eu fazia era de casa para o escritório e vice-versa, utilizando o corredor da Av. Anhaia Melo/Av. Juntas Provisórias/Av. Tancredo Neves/Av. Bandeirantes. Muita facilidade de se andar no corredor, exceto quando tiver uma SUV do seu lado, porque aí o guidon mais alto exige uma manobrinha extra ou tem que diminuir mesmo a velocidade, tirando isso, é pilotar no modo urban que ela fica mais mansa e adequada para essa situação.

Fiz uma viagem para Tiradentes-MG, com garupa e carregado com malas laterais e top case, se comportou muito bem nas subidas de serras, e nesse caso recomendo usar o modo sport, para ter a resposta rápida do acelerador eletrônico, desde que se tenha um pouco de prática para usar nesse modo de pilotagem, porque a resposta do motor é rápida e potente, e com a moto totalmente carregada pode fazer o piloto perder o controle da pilotagem. Outro ponto que a moto mostrou que tem uma ótima suspensão, foi andando pelas ruas de Tiradentes, onde o piso é de pedra totalmente irregular, copiou o terreno sem causar desconforto para mim e a garupa.

E na viagem para a Argentina, rodei 5500km para assistir motogp, fui sozinho e como era uma viagem longa eu só levei a top case e uma mochila no banco do garupa, fui acompanhando motos maiores como GS1200, Multistrada e Diavel, não deixou nada a desejar. Mas nesse tipo de viagem tem que ficar atento no consumo de combustível, o tanque de 16 litros limita a autonomia se você tiver velocidade de cruzeiro acima de 140 a 150 km/h, não vai rodar mais que 230 km, se acelerar mais que isso. Outro ponto é um desconforto na posição de pilotar se andar muito tempo acelerando forte acima de 160 km/h, vai se cansar e precisa parar mais.”

Viagem emocionante: na divisa e já nas dependência do autódromo de Termas de Rio Hondo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O leitor pode perceber que o grande atrativo da Hypestrada é sua versatilidade sendo possível sua utilização no dia a dia, sendo possível pequenas, médias e longas viagens.

Autonomia vai depender da mão do piloto, minha média ficou entre 15 km/l como pior e a melhor em cravados 20,5km/l.

Nas concessionárias o preço médio é de R$ 50 mil reais, valor que está dentro do praticado pela concorrência que não oferece a eletrônica da Ducati ou o Safety Pack com ABS de última geração da Bosch e 8 níveis de controle de tração, garantia de 2 anos com Km ilimitado e manutenção a cada 12 mil km.

E para quem ainda tem dúvida, a Ducati acertou a operação aqui no Brasil e além de ter sido a marca que mais cresceu em 2016, agora mostra o poder do grupo Volkswagen com opções interessantes para aquisição da sua moto dos sonhos - click aqui e conheça Ducati Red Pass

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