Terça-Feira | 17 de Janeiro de 2017 | 8h24

Segurança Viária para Moto: Proibir Corredor vai matar mais gente!!

O que está por trás da exigência da proibição? 

Encontra-se em trâmite o Projeto de Lei 8085/2014, cujo escopo inicial era tornar obrigatório “a prática de direção veicular em via pública para fins de formação de condutores”, todavia, se tornou uma reforma geral do CTB – Código de Trânsito Brasileiro, onde foi inserido a proibição das motocicletas em trafegar entre veículos.

Em 2016 a pedido do Relator Deputado Sérgio Brito, houve uma série de Audiências Públicas com a finalidade de discutir a proposta.

O que chama atenção é que não foi convidado para fazer parte a mesa para igualdade de discussão, um representante técnico em Segurança Viária para Motocicleta.

Mas a ANTP – Associação Nacional de Transporte Público estava lá, inclusive opinando e defendendo sobre o que desconhece: proibir corredor para motocicleta.

Com todo respeito aos especialistas de trânsito, opinar tecnicamente sobre veículo que não utiliza, que desconhece, que não tem a menor noção de sua dinâmica é o mesmo que exigir que um médico oftalmologista faça cirurgia do ligamento cruzado anterior do joelho de um jogador de futebol. O oftalmologista é médico, mas não tem a especialidade de um ortopedista especialista em joelho, assim como um ortopedista não tem condição técnica de cuidar da úlcera de córnea ou qualquer outra doença relacionada aos olhos.

É pura ingenuidade “achar” que a defesa pela proibição do tráfego de motocicletas em corredor esteja em salvar vidas.

O interesse é dinheiro, grana!

O transporte público perde todos os dias, pelo menos um cliente para o veículo de duas rodas motorizado.

Portanto, a verdadeira intenção é ANIQUILAR o veículo de duas rodas motorizado como alternativa a mobilidade urbana, buscando desincentivo daquele que sonha em abandonar o transporte público que é caro e de péssima qualidade.   

A má-fé é tão descarada que tem especialista afirmando em rede nacional de televisão que é necessária “distância mínima” entre veículos. Vociferando como senhor da razão de que a moto não pode estar ali no corredor.

Qual a distância mínima frontal e lateral? Sério que exigem a motocicleta atrás dos automóveis?? Pista molhada + película+ celular=sanduiche 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ora, falta saber interpretar o CTB, já que o artigo 29 em seu Inciso II, determina:

“O condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições do local, da circulação e as condições climáticas”.

Como imagem diz por si só, que tal multar todos os veículos em um congestionamento?? E pior, querem colocar o veículo mais frágil entre dois automóveis ou entre dois caminhões.

Minha afirmação de segundas intenções desses especialistas está consubstanciada na liberação do corredor no Estado de Califórnia nos EUA, após longo estudo e no Estado de Nova Gales do Sul na Austrália, amplamente divulgado e que já escrevi a respeito. Para melhor compreensão do que afirmo aqui, leia:

Mobilidade Urbana pelo Direito do Corredor (replicado no site do DETRAN/RS)

Pelo Direito do Corredor – Parte 2

Película Escura Mata no Trânsito

Preferência do Pedestre não é absoluta

Parte III – Motocicletas, corredor e proibição da via expressa da Marginal Tietê

Além das alternativas que já cansei de sugerir para diminuir os acidentes de trânsito com motocicleta inserido nos textos, ora mencionados, nunca vi, li ou escutei um desses especialistas que demonizam a motocicleta, agora sabemos a verdadeira razão ($$$), defender tais propostas.

Note que nenhum especialista, nenhum órgão público sai em defesa do motociclista ou melhor, busca verdadeiras alternativas para protege-lo como se faz com pedestres e ciclistas.

Por fim, além das alternativas que já mencionei, especialmente no texto “Parte III...”, insiro uma nova: obrigatoriedade do sensor de ponto cego em todos os veículos com quatro ou mais rodas.

Sensor de ponto cego: tecnologia a serviço da vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao nobre Deputado Sérgio Brito estou à disposição para sentar à mesa com outros especialistas para debater, em igualdade de tempo, segurança da motocicleta e a necessidade do corredor, como já afirmei, não da forma como poucos usuários o fazem de maneira irresponsável.  

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últimos comentarios
Caro Franco O que o Sr concebe como \"corredor\" seria a linha que separa duas faixas de rolamento? Ora, um corredor precisa ter 2 linhas. Logo, corredores são as faixa delimitadas pelas linhas, onde os veículos, quaisquer que sejam, devem trafegar, segundo o Código de Transito. O condutor só pode ultrapassa-las quando forem tracejadas e na operação de ultrapassagem. Se esse \"direito\" for reconhecido às motos, então, por equidade, um automóvel poderá, também, trafegar usado duas faixas, mantendo a linha que as separa debaixo do veículo? Além disso, as faixas são implementadas, às vezes muito mal, para manter uma distância lateral minima entre veículos. Ora, quando a moto trafega sobre a linha, quebra essa precaução e coloca 3 veículos em risco. Em suma, eu acho que, no trânsito, andar \"na linha\" não pode ser andar sobre a linha. Obrigado pela oportunidade de comentar. Abraços OBS- Também sou pelo direito à segurança de todos os condutores, de autos, de motos, até mesmo dos skatistas que, irresponsavelmente, já começam a usar as nossas vias públicas, alguns como se fossem motoqueiros.

Por: Rui Campos

De: S Paulo Data e hora: 25/01/2017 - 21:44:15

Se precisarem de ajuda estou disposto a colaborar. Motociclista a mais de 40 anos sem acidentes.

Por: José Carlos Franco

De: São Paulo Data e hora: 22/01/2017 - 12:03:46