Terça-Feira | 27 de Dezembro de 2016 | 16h41

DUPLA DE BRASILEIROS BUSCA NOVAMENTE O PÓDIO

Depois de uma incrível estreia no Rally Dakar de 2016, com um brilhante terceiro lugar na categoria T3 de automóveis – destinadas a UTVs –, Leandro Torres e seu navegado Lourival Roldan vão encarar novamente o rally mais difícil do mundo a bordo de um UTV Polaris RZR XP 1000.

Crédito: Gustavo Epifânio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A dupla aposta na mesma receita de sucesso do ano passado, juntando o arrojo e empenho de um piloto que já disputa provas de rali há 10 anos, à toda experiência e conhecimento de um navegador que já participou de 10 edições do Dakar e outras 15 do Rali dos Sertões. Com o veículo utilizado não poderia ser diferente; Segundo Leandro Torres, o RZR XP 1000 é a melhor opção da categoria UTV por ser o mais resistente e confiável para uma prova de longa duração como o Dakar.

Um dos atrativos e grande diferencial do Rally Dakar para 2017, será a mudança nas categorias. Os UTVs, também chamados pela organização da prova de SSVs, deixarão de fazer parte da categoria carros e passarão a ter uma categoria própria, algo similar ao que aconteceu no passado em que motos e quadriciclos passaram a competir em categorias distintas. Com essa mudança a categoria UTV ganhará mais importância e visibilidade na mídia, além de mais disputas entre os pilotos.

Crédito: José Mario Dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para conquistar novamente um bom resultado, piloto, navegador e equipe não deram uma pausa sequer após a disputa do Dakar 2016. Seguiram firmes na preparação para a edição 2017, cuja a largada está prevista para o dia 2 de janeiro em Assunção, capital do Paraguai.

O roteiro será inédito e terá 9000 km. Ele rumará do Paraguai para o norte e cruzará os altiplanos da Bolívia, passando pela cidade de La Paz e retornando ao Sul, atravessando a Argentina. A chegada será no dia 14 de janeiro em Buenos Aires, Argentina.

A mudança no trajeto exigiu alterações na preparação do Polaris RZR XP 1000, que enfrentará uma maior variedade de condições climáticas, que vão desde calor extremo ao frio congelante. Não bastando, grande parte da competição será disputada em locais de grande altitude – 3660 metros –, exigindo mais não só do equipamento, como do piloto e navegador.

Crédito: José Mario Dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por falar em preparação, o Polaris RZR XP 1000 – o mesmo utilizado na edição 2016 – sofreu apenas algumas pequenas alterações para encarar o rali mais difícil do mundo, focadas no arrefecimento do motor e na ventilação do cockpit. Seguindo o regulamento da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o RZR XP 1000 também recebeu pequenas mudanças no chassi afim de acomodar um tanque de combustível com capacidade para 240 litros, e ganhou um para-brisa para prover melhor proteção contra frio, chuva e neve.

Em relação ao piloto e navegador, para encarar as dificuldades do Dakar 2017, Leandro Torres e Lourival Roldan intensificaram os treinos físicos de três para cinco vezes por semana e passaram por uma dieta desenvolvida especialmente para cada um deles.

A estrutura disponível à dupla contará um motor home e uma pick-up de apoio rápido. Na parte mecânica, tudo será provido pela Equipe Xtreme Plus, que é pentacampeã do Dakar.

Quando perguntado sobre o principal objetivo para esse Dakar, Leandro Torres respondeu: “A nossa meta em 2016 era completar o Dakar, a realização de um sonho. Percebemos que com a experiência adquirida na edição passada, poderíamos ter uma condição de participar novamente assumindo um pouco mais de risco, mas tendo o foco central, completar o rally mais duro do mundo”.

 

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