Quarta-Feira | 30 de Novembro de 2016 | 7h0

Avaliação Yamaha MT-03

Aqui em ação no dia do lançamento com a cor mais linda, na minha opinião. Fotos: divulgação e André Garcia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caçula da família MT é apimentada

Em março quando estive em seu lançamento fiquei surpreso com esta pequena naked, a caçula da família MT inspirada em suas irmãs MT-07 e MT-09 com design agressivo e bem atual.

Mas, lançamento é lançamento e uso diário é uso diário e no seu verdadeiro habitat urbano e rodoviário é que a surpresa passa para entusiasmo em ter um produto tão bem acertado pelo fabricante.

Fácil leitura, bonito e completo

Ao montar na MT-03 o piloto pensa ser uma moto maior, boa ergonomia, pernas bem encaixadas no tanque, pedaleiras recuadas na medida, braços relaxados, punhos com os comandos em seus devidos lugares, como deveria ser em todas as motos, todavia, com uma ressalva: já que tem o importante mecanismo lampejador, o botão de luz alta bem que podia ser o botão de acionar as informações do completo e bonito painel com iluminação por LED que conta mostrador analógico das rotações do motor (muito melhor que digital), velocímetro digital, odômetros total e dois parciais, nível de combustível, hora, consumo médio e instantâneo em litros por 100km ou em km por litros, bastando acionar o botão por 2 ou 3 segundos e importante marcador de marcha, tudo de fácil leitura e ainda shift light, que indica o momento da troca de marchas e pode ser ajustado facilmente de acordo com a preferência do condutor, seja no nível de luminosidade (com três opções), na forma de acendimento (intermitente, strobe ou fixa), ou na rotação desejável a partir dos 7.000 rpm.

Ao ligar, você vai notar um trabalho compassado do bi cilíndrico com baixo ruído mecânico do motor, um som abafado, embreagem leve e macia que proporciona engates precisos como um relógio suíço de um câmbio bem escalonado com uma 1ª marcha bem curta.

O motor vibra muito pouco, mesmo quando levado a altas rotações, nada que incomode o piloto e os dois cilindros em linha com capacidade cúbica de 321cc, duplo comando (DOHC – Dual Over Head Camshaft), 4 válvulas por cilindro, arrefecimento líquido, alimentado por injeção eletrônica com potência máxima de 42,01 cv a 10.750 RPM e 3,02 Kgfm de torque a 9000RPM dá conta de qualquer recado.

Pilotando, o que me chamou atenção é a elasticidade do motor, sua força e seu folego, é possível na cidade pilotar em 4ª marcha e sair dos 30km/h entre 2000 e 2500RPM à rotação máxima se deseja perder a CNH.

Tocada citadina ou esportiva ao gosto do piloto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 3ª marcha na cidade, é como pilotar um scooter, não tem necessidade de redução e você toca de 15/20km/h a 60km/h, nunca faltando motor, sem buraco que demande redução, salvo se o piloto quiser diversão ou necessitar de extrema agilidade, porque o motor responde e cresce muito rápido.

Na rodovia em 6ª marcha você roda a 120km/h entre 6500 e 7000RPM, uma miséria se lembrar que vai até os 11.000RPM, sendo necessário muito juízo, conforme sobe a rotação, o ronco fica encorpado e chega a empolgar. E a rotação sobe rápido, feito um foguete.

Com um motor desse, não sei porque a Yamaha ainda não lançou uma Tracer 300!?!?!?

Tudo isso, aliado a acertada ciclística que propicia ao condutor ter a moto na mão o tempo todo seja em retas ou curvas: suspensão é bem acertada para sozinho ou com garupa, não senti necessidade de alterar o ajuste, que vem de fábrica, da suspensão traseira com garupa leve (esposa-cerca de 65kg) ou filho (pesado – pouco mais de 80kg) – dianteira conta com garfo telescópico com curso de 130mm e tubos internos de 41mm de diâmetro  e traseira do tipo monocross, com amortecedor único com sete regulagens na pré-carga da mola, com curso da roda de 125mm assimétrica.

Modelo avaliado na cor preto metálico. É bonita, mas prefiro a prata fosco e azul que pilotei no dia do lançamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As belas rodas em liga leve com 17 polegadas de diâmetro e 10 pontas, são as mesmas da R3, assim como os pneus radiais tubeless, cujas medidas são de 110/70 - R17M/C 54H na dianteira, e 140/70 - R17M/C 66H na traseira, na unidade avaliada estava calçada com Metzeler Sportec M5, um pneu supersport, que casou muito bem com a moto e que gostei bastante, especialmente na chuva.

Para parar a MT-03 conta com um sistema dianteiro composto por um disco ventilado do tipo flutuante, com diâmetro de 298mm e pinça de duplo pistão. Na traseira, o disco ventilado é de 220mm, e a pinça com pistão único, na unidade avaliada com sistema ABS.

Vale uma nota: o freio é irrepreensível, bem ajustado, facilitando a vida de quem tem menos experiência, com uma pegada suave sem sustos e depois progressivamente atuando mais forte, com um ABS que funciona perfeitamente.

E na hora de abastecer???

Mesmo com um tanque de 14 litros. Pilotando economicamente, vai visitar pouco o posto de gasolina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ahhh meu amigo!!!!

Vai depender da sua mão. Se você pilotar o tempo todo com a faca nos dentes, empolgado, ela vai fazer média de 20km/l.

Agora se você pilotar no modo econômico tenho certeza que com motor já bem amaciado, vai chegar nos 30km/l e até passar, pois consegui média de 26,5km/l.

É uma moto para iniciantes e experientes. A Yamaha conseguiu dar a MT-03 dupla personalidade: mansa ou feroz, tocada citadina ou esportiva de acordo com a vontade do piloto, sem sustos.

Para quem pode ter mais de uma moto e não quer saber de scooter, é uma bela pedida para o dia a dia.

Mesmo entre as grandes, ela chama atenção. A ponto de dono de esportiva perguntar se era boa no dia a dia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Concorrentes diretas

A MT-03 tem como concorrentes diretas a Kawasaki Z300 e a KTM 390 Duke na mesma faixa de preço. Precisa andar, se você gosta de vibração, sentir as partes baixas dormentes vai de KTM, se quiser menos tempero vai de Z300, na minha opinião a Yamaha conseguiu ficar um degrau acima da concorrência e o que seria uma opção superior, com uma diferença de R$ 5mil ou mais, tem, ainda, a Honda CB 500F que não vale a diferença, pois tamanho e performance é muito parelha, além de seguro mais caro. Colocando tudo na ponta do lápis invista em uma Yamaha MT-03 ABS, vale cada centavo.

Por fim, pontos que devem ainda ser mencionados: o sistema de iluminação, especialmente, o LED que marca posição aumenta a segurança, o farol dianteiro ilumina muito bem a noite; senti falta do pisca alerta que não poderia faltar em uma moto desta categoria, no punho esquerdo estaria perfeito e o tanque que por ser de plástico não é possível utilizar mala.

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