Quinta-Feira | 29 de Setembro de 2016 | 17h3

Marca de nascença.

Por Cau Marques 

Por mais que grande parte das pessoas reclamem, ou não gostem das músicas que tocam nas rádios, redes e baladas uma coisa todos concordam: tem muita gente que gosta, e não é pouco.

Lendo vários artigos, inclusive sobre a nossa história e a cultura do nosso povo, percebi uma tendência quase indomável em reeditarmos as músicas da nossa terra. Por mais modernas que as músicas pareçam, elas acabam sendo de alguma foram descendentes do nosso Samba, Sertanejo, Pagode, Bossa Nova, MPB, Forró e Axé. Estes estilos musicais são praticamente patrimônios da cultura brasileira.

Por mais que as letras se modernizem, as batidas fiquem mais frenéticas ou se mude as denominações dos diferentes estilos regionais, basicamente, estes são os pilares da nossa música. Chamem de “tecno- brega”, mas o coração é o forró, chamem de Catira, Vanerão, Batidão, Modão, mas no fim é sertanejo, chamem de Pop, mas é MPB, enfim a “massa” é sempre a mesma e só mudam alguns ingredientes.

Os tambores dos axés, também levam consigo o DNA da batida das rodas de capoeira e assim, por mais que pensamos estar ouvindo algo inédito, acabamos por preferir algo que já nos é familiar.

Temos conosco uma forte “marca de nascença” e dependendo de onde convivemos e somos criados, passamos a querer as músicas que nos façam sentir em casa.

Eu não cito o Rock, por que ele não é nosso. Nem Reggae, JAZZ ou Funk. Estes são alguns “filhos” muito bem adotados e replicado por nós, mas ele não é nosso. Gosto demais de muita coisa feita desses estilos por aqui e criamos uma identidade própria, mas dos atabaques dos negros às vozes dos índios, estes estilos são apenas secundários ou complementares na nossa música atual.

O que ouvimos hoje é um conjunto de toda esta história, mas os ritmos da terra serão imortais. Gerações após gerações acabam por querer ouvir, mesmo que discretamente, estas influencias no som atual.

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