Terça-Feira | 27 de Setembro de 2016 | 18h33

ETERNA MEMÓRIA - CAZUZA

 (04/04/1958 – 07/07/1990)

 

O maior poeta da nova geração musical

 

Ele recebeu o nome de Agenor de Miranda Araújo Neto, mas desde muito pequeno a família o chamava de Cazuza. E assim o filho do produtor fonográfico João Araújo e da ex-cantora Lucinha Araujo ficou conhecido pelo resto da sua vida. Uma vida breve, mas muito marcante.

Cazuza teve contato com a música desde pequeno e sempre teve preferência por canções melancólicas e era um fã de Dolores Duran, Lupiscínio Rodrigues, Cartola e Maysa. Carioca, ele cresceu no bairro do Leblon, e com menos de 10 anos já escrevia letras de música.

Entrou na Faculdade de Comunicação, mas abandonou o curso ainda no primeiro semestre e passou a levar uma vida boêmia. Preocupado com as opções do filho, João Araújo arrumou um emprego no departamento artístico da gravadora Som Livre, que ele ajudara a criar.

Cazuza chegou a ser assessor de imprensa da Som Livre, mas trocou o emprego por um curso de fotografia nos Estados Unidos e na volta ao Brasil foi participar como ator e músico no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. Foi lá que ele conheceu o cantor e compositor Léo Jaime que o convidou para participar da sua banda de rock.

Surgia assim a banda Barão Vermelho, formada por Cazuza, Roberto Frejat, Mauricio Barros, Guto Goffi e Dé Palmeira. Ele aproveitaria a oportunidade para ser o vocal da banda e de compor com Roberto Frejat, com quem formou uma dupla de muito sucesso no cenário do rock brasileiro.

O primeiro álbum do Barão Vermelho surgiu em 1982, se tornando um sucesso de crítica e abrindo as portas para que eles brilhassem no cenário do nosso rock dos anos 80. Um ano depois surgia o segundo disco e um show no Canecão. O sucesso transforma Cazuza no maior poeta daquela geração.

Ao gravar o tema do filme “Bete Balanço”, de 1984, Cazuza e o Barão Vermelho se transformaram em sucesso nacional e o terceiro álbum estourou com essa e com a canção “Maior Abandonado”. Em 1985 foram um dos principais destaques da primeira edição do Rock In Rio e lançaram a música “Pro Dia Nascer Feliz”.

No final de 1985 ele deixou a banda e começou uma carreira solo de muito sucesso com o álbum “Cazuza”, mas já estava envolvido com porte e uso de drogas e com a sua aberta bissexualidade, provocando polêmicas por onde passava com suas atitudes irreverentes e declarações ousadas.

Nessa mesma época surgiu a primeira internação com 42 graus de febre, mas o diagnóstico não confirmou que ele tinha o vírus da AIDS. No cenário musical seu primeiro álbum solo vendia bem puxado pelo hit “Exagerado” e pela balada romântica “Codinome Beija Flor”.

Em 1987 ele saiu da gravadora Som Livre e foi para a Polygram e o novo disco consagrou a canção “O nosso amor a gente inventa”. Ele lotava shows e tinha cada vez mais o seu valor como compositor e cantor reconhecido.

Mas no final de 1987 o diagnóstico foi fatal: ele estava com AIDS e a doença transformou a sua vida e a sua carreira. No ano seguinte, já em tratamento para tentar barrar o avanço da doença, ele gravou seu penúltimo álbum, ”Ideologia”, que vendeu meio milhão de cópias, que consagrou músicas como “Brasil”, tema da novela global “Vale Tudo” e “Faz parte do meu show”.

O último disco foi em 1989 e se chamou “Cazuza ao vivo – o tempo não pára”, outro grande sucesso que vendeu 560 mil cópias. Mas nessa época seu estado de saúde já era muito delicado e ele começou a não ter condições de fazer shows e de se apresentar na televisão. Ele foi vencido pela doença e morreu no Rio de Janeiro em 07 de julho de 1990. 

  

Foto 1- Cazuza nasceu no Rio de Janeiro e foi criado no Leblon

Foto 2 - Ele trabalhou na gravadora Som Livre no departamento artístico

Foto 3 - Cazuza começou a carreira em um grupo de teatro em 1980

Foto 4 -Cazuza e o Barão Vermelho surgiram no cenário musical em 1982

Foto 5 - O Barão Vermelho foi uma das atrações do primeiro Rock In Rio

Foto 6 - O cantor e compositor fez músicas para trilhas de filmes e novelas

Foto 7 - O talento de Cazuza foi vencido pela AIDS, diagnosticada em 1987

 

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