Segunda-Feira | 22 de Agosto de 2016 | 11h35

Geração Y é a geração Coca- Cola?

Por Cau Marques 

Num mundo em constante e acelerada evolução, a facilidade de captarmos informação e distribuir conhecimento e cultura, nos vemos no meio de um turbilhão de lançamentos que mais parecem um “museu de grandes novidades”.

Há não mais que 10 anos, a dificuldade de se obter informação e de estar conectado com os lançamentos do resto do mundo era gigantesca, se comparado ao acesso de hoje nas redes da internet.

Ninguém precisa mais viajar para fora do país para se conseguir um single ou mesmo álbuns inteiros de artistas que outrora nem foram lançados no Brasil ou América Latina. Está tudo na mão, ao alcance de um “Deezer”, um só toque.

Com toda essa informação compartilhada o que se esperava era uma safra de novas tendências musicais ou até mesmo o surgimento de novos estilos de música. Mas o efeito criação não foi tão grandemente observado quanto o fator “xerox” adaptada.

Uma imensa maioria de pessoas aproveitaram da fácil maneira de se gravar vídeos e áudios para colocar apenas vídeos de “covers” cantados às mil firulas para tentar impressionar os leigos... e parece que funcionou!

Talvez seja exatamente por isso que ficou mais fácil fazer algo que  já pareça existir do que arriscar o novo. Mesmo os grandes artistas líderes de vendagem não apenas se inspiram na mesma fonte de músicas com mais de 20 anos, mas estão bebendo e se banhando em copiar Michael Jackson, Police, Bob Marley, Metallica e outros que tiveram a coragem de surgir com algo realmente inovador.

É consenso entre os estudiosos de música que os últimos 10 anos têm sido um reedição dos últimos 20.

Apenas acho que usar algo como influência é extremamente saudável. Até quando se escreve uma tese conclusão de curso na universidade precisa-se fundamentar suas opiniões em referências bibliográficas que já foram testadas e comprovadas e, na música não pode ser diferente. Mas o que tem acontecido é como se um aluno copiasse a prova do outro, e isso é ilegal em qualquer lugar do mundo, e só está permitido na música, com a aprovação e para atender o pedido do grande público, que já não deseja nada mais do que aquilo que já conhece.

Vamos esperar os ainda existentes e corajosos gênios da arte para que apareçam cada vez mais e que as pessoas estejam preparadas e abertas para as novidades realmente “novas” que estão por vir e quem sabe “viralizar” o original e não a cópia.

 

    

 

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