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Cirurgia Robótica para câncer de próstata: modalidade de tratamento ganha espaço nos grandes centros

5 de Julho de 2016

Aos 62 anos, Décio Fukazawa teve a difícil notícia que estava com câncer de próstata descoberto em exame de rotina. Após uma ampla investigação, os exames indicaram que se tratava de doença em fase inicial.

O fato de não apresentar nenhum sintoma da doença, não se sentir doente, sempre cuidar da alimentação e por ser adepto a prática regular de atividades físicas deixou Décio intrigado e surpreso, pois não havia histórico da doença na família.

Décio Fukazawa recuperando da cirurgia robótica bem sucedida entre Dr. Flávio Iizuka a esquerda e Dr. Murilo Luz a direita.

Divulgação

Segundo dados do INCA, o câncer de próstata é o mais comum no sexo masculino, com 61.200 casos previstos para o Brasil em 2016. É responsável por mais de 13 mil mortes diretas por ano, colocando-o na segunda posição em mortalidade, atrás apenas do câncer de pulmão.

Apesar de certa controvérsia, a avaliação anual com exame de PSA no sangue combinado com o exame físico de toque retal, continuam sendo os métodos mais indicados para detecção precoce e prevenção, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia.

A evolução do tratamento do câncer permite ao paciente escolher entre diversas alternativas para controle da doença, e isto é motivo de ansiedade e apreensão por parte dos pacientes. Para o diretor da Clínica Climedin, Dr. Flávio Iizuka, “cabe ao urologista discutir amplamente com seu paciente cada um dos métodos de tratamento. Quando se trata de câncer de próstata localizado em fase inicial, as modalidades mais indicadas são a cirurgia radical e a radioterapia.”

Após avaliar opções de tratamento, o Décio optou pela cirurgia de prostatectomia radical realizada pela técnica videolaparoscópica robô-assistida, que é uma modalidade moderna disponível nos melhores centros hospitalares no Brasil. Esta modalidade de tratamento vem ganhando espaço, devido seus potenciais benefícios, principalmente relacionado ao menor sangramento, menor tempo de hospitalização, e retorno precoce às atividades, afirma o Dr. Murilo Luz, coordenador do programa de cirurgia robótica do Hospital São Luiz.

Cerca de 1 semana após a cirurgia, Décio já estava sem sondas ou drenos, e satisfeito por ter apresentado uma recuperação muito rápida, e sem sequer ter precisado usar analgésicos orais depois da alta. Como boa notícia, o Décio foi informado que o resultado da biópsia realizada após a cirurgia indica grande probabilidade de controle da doença.

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