Cultura - Música

Gravadoras? Selos? Oque é isso?

28 de Março de 2016

Por Cau Marques

Boa semana amigos da música! Sempre que pensamos em uma gravadora ou em um selo, já imaginamos um sucesso de grande escala. Talvez por que o grande “romance” das histórias das bandas até meados dos anos 90 nos passasse essa ideia. Quando assistimos alguns clássicos do cinema como: The Wonders, La Bamba, Rock Star, Quase famosos entre outros, a mensagem que ficava nas nossas mentes era a de que tudo daria certo se uma grande gravadora abraçasse o trabalho... Mas os tempos agora são outros.

Depois de mais de 60 anos de plenitude e grande sucesso, as gravadoras já não são mais as gigantes de outrora. Muita gente já até torcia por isso, para a quebra do monopólio e do cartel milionário que se formou, mas uma nova “máquina” se instaurou.

Essa máquina começou a existir pela total ausência de investimentos por parte das gravadoras e selos, limitando se somente em emprestar um grande nome e em alguns casos ajudar na distribuição. Porém os grandes investimentos se foram. Quando investiam no fonograma, geralmente detinham os direitos conexos (que existem em alguns países) por 20 anos.

O consumo voraz do produto gerou lucros astronômicos e tornou a indústria fonográfica em bilionária por muitos anos consecutivos.

Os Artistas campeões de venda das grandes gravadoras acabavam muitas vezes opinando e engavetando muita gente e isso teve consequências catastróficas que refletiram nos dias de hoje. Alguns artistas cansados de não conseguirem o seus lugares ao sol acabaram por se utilizar da tecnologia e das novas mídias sociais para darem o seu grito de independência. Fazer parte de uma grande gravadora hoje em dia já não é sinônimo de sucesso e quiçá de ser conhecido.

Ficam os selos também, junto com as gigantes do mundo fonográfico, aguardando o investimento individual dos artistas e do seu próprio grupo de empresários, diminuindo assim drasticamente o investimento, mas ainda com grande participação no lucro final.

Os lançamentos independentes e os novos selos tinham tudo para dar certo e serem o novo horizonte, mas o excesso de liberdade trouxe consigo uma leva de produtos ruins e de baixa qualidade profissional. Mas como sempre digo, ainda existem muitas alternativas e portas de entrada para a arte de boa qualidade e para ela sempre haverá público também, não importa se ela vem de uma gravadora, selo ou independente o que sempre importará no final é a música!   

Comentários
Programa Compartilha Brasil