Quinta-Feira | 17 de Março de 2016 | 13h48

Hey DJ!!!

Por Cau Marques

Boa semana amigos da música! No último dia 9 , foi o dia  internacional do “DJ” e em comemoração, trago de presente pra vocês um bate papo com meu amigo, Dj Fofinho que há 14 anos agita a pista da maior e mais tradicional  casa country e sertaneja do Brasil, a Villa Country!!!

Qualquer conversa sobre música com esse cara que conhece muito sobre o assunto, pode render algumas horas sem percebermos. Mas em especial nessa matéria trago um pouquinho da história deste profissional que gosta e respeita a arte musical, divirtam-se e espero que gostem!!!

Cau Marques: “ Fofinho, como aconteceu o começo da sua carreira como Dj?”

Dj Fofinho: “Cau, apesar de ter sido criado em meio as mais diversas influências musicais, eu nunca tinha pensado realmente em ser Dj. Meu pai ouvia de Glenn Miller a Ray Connif e jazz, enquanto minha mãe lavava roupa cantarolando Clara Nunes, Sambas tradicionais, Elis regina e MPBs e minha irmã ouvia Led Zeppelin, AC/DC e meus irmãos eram disco do tipo Cool N The Gang e Earth Wind and Fire.... cara, imagina a salada, em meio a tudo isso, eu curtia Rock pesado e algumas bandas que já fundiam o rock com rap, como Anthrax, Public Enemy. Mas um amigo em particular que gostava desses lances de Dj começou a organizar festinhas e eu acabei envolvido pelo lance.”

Cau Marques: “Sabendo que sua carreira teve início em meados dos anos 90 num cenário repleto Robin S, Information Society, Depeche Mode e outros Hits dançantes amados pelos Dj´s da época, como foi assumir as picapes  e logo depois os CD J´s tocando Country e Sertanejo?

Dj Fofinho: Em 1995 o mesmo proprietário da Villa Country estava montando um casa no ABC, São Paulo que foi a Country Beer. A princípio, junto com o já experiente Dj Cadico, tocávamos de tudo, de Dee Light a Milionário e José Rico (risos), ainda não era bonito pra molecada dizer que curtia sertanejo naquela época! Então fazíamos seleções e enfiávamos o sertanejo no meio. A Country music tava começando a bombar de verdade, ainda mais com o sucesso mundial dos discos do Garth Brooks (In Pieces) e da Shania Twain (Woman in Me), que até hoje são meio obrigatórios numa balada sertaneja e country. Achar o ponto certo para fazer as viradas nesses estilos musicais era o grande barato pra mim pois ainda não era muito padrão de se fazer!”

Cau Marques: Como você vê a importância dos Djs tocarem e aumentarem o sucesso de determinada música ou artista?

Dj Fofinho: “ Há alguns anos, quando eu estava no começo, eu tinha que ir atrás para ter material novo, tinha que gravar, ir até gravadoras... não tinha internet pra baixar nada, era tudo na raça. Talvez por isso, tocávamos e mixávamos muitos sucessos consagrados , mas também tinha o lance de fazermos uma determinada música acontecer na pista pra só depois estourar nas rádios. Eu procuro não tocar somente as músicas de trabalho dos artistas, mas tenho o prazer de descobrir futuros hits ocultos nos álbuns. Muitas vezes apenas uma batida diferente que colocamos é capaz de lançar ou relançar artistas e músicas, como é o caso da música it´s not right, but´s ok, remix feito pelo Thunder Puss responsável pela volta da diva ás paradas”

Cau Marques: O que você espera do futuro para os Dj´s?

Dj Fofinho: “A tecnologia mudou muita coisa pra melhor na nossa área, mas junto vieram muitos aventureiros sem qualidade também. È muito simples gravar um set num pen drive e fazer um show só com isso! Mas ainda acredito no romance de ser um Dj. Hoje faço mixes até com as imagens do telão. Não é mais só uma questão de áudio, mas temos que acertar as imagens e clipes de acordo com o gosto da galera e que tenha alguma coisa a ver com o público para o qual estou tocando!!!  Sempre há esperança de que a educação e a música serão sempre melhores“

Parabéns à todos os Dj s pelo seu dia...agradecemos por fazerem parte das trilhas sonoras das nossas vidas!!!  

 

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