Colunistas - Rodolfo Bonventti

Eterna Memória: Ele transformou Albertinho Limonta no primeiro grande galã das telenovelas

28 de Junho de 2013
Amilton_Fernandes e Isaura Bruno em O Direito de Nascer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O gaúcho Amilton Fernandes entrou para a história das telenovelas brasileiras ao defender, em 1964, na sua quarta novela, o médico Albertinho Limonta de “O Direito de Nascer”, na TV Tupi. O sucesso da história e o seu trabalho perfeito transformaram o ator no primeiro grande galã das nossas telenovelas, tirando o posto que Tarcisio Meira tanto almejava desde a primeira novela diária, exibida um ano antes de “O Direito de Nascer”.

Amilton e Nathalia Timberg em O Direito de Nascer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas antes de brilhar no dramalhão cubano, Amilton Fernandes fez muito teatro no Rio Grande do Sul e foi presença constante nos teleteatros da extinta TV Tupi, trabalhando tanto no Teatro de Vanguarda como no TV de Comédia.

A sua primeira novela diária foi “Alma Cigana” ao lado de Ana Rosa na TV Tupi, em 1964, vivendo o Capitão Fernando, e depois vieram “O Segredo de Laura” e “Quem Casa Com Maria?”, antes de enfrentar o dr. Albertinho Limonta, que o levou a conhecer um sucesso junto ao público feminino que ele não esperava conquistar em tão pouco tempo.

Ao mesmo tempo, Amilton também se transformava em presença constante nas telas de cinema, onde fez “O Vendedor de Linguiças” ao lado de Mazzaropi; “Quatro Brasileiros em Paris”; a comédia de episódios “As Cariocas” e “Adorável Trapalhão” com Renato Aragão.

Amilton e Yoná Magalhães em O Sheik de Agadir

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amilton Fernandes chegou à TV Globo em 1966 para ser o Maurice de “O Sheik de Agadir”, onde disputava com Henrique Martins o amor de Yoná Magalhães. Outro sucesso viria com o Xavier de “A Rainha Louca”, na mesma emissora, contracenando com Rubens de Falco, Nathalia Timberg e Theresa Amayo.

Mas 1968 foi o ano de grandes alegrias e tristezas na carreira e na vida do ator. Ele esteve nos cinemas em “Edu, Coração de Ouro” de Domingos de Oliveira e em “Juventude e Ternura” ao lado da cantora Wanderléa e de Anselmo Duarte. Foi também nesse ano que ele deixou o papel de galã para viver um grande vilão, o Ricardo de “Sangue e Areia”, outro dramalhão de Gloria Magadan na TV Globo, personagem que ele deixou incompleto ao morrer repentinamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amilton Fernandes em 1967

Hemofílico, Amilton sofreu um grave acidente de carro no bairro do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, quando voltava de um baile na quadra da Mangueira. Os ferimentos inicialmente não pareciam muito graves, mas como o ator não conseguia coagular o sangue em virtude da hemofilia, teve que passar por seis operações, e acabou não resistindo às mesmas e aos ferimentos.

Amilton e Theresa Amayo em A Rainha Louca

 

 

 

 

 

 

 

 

O enterro do ator, que morreu às vésperas de completar 39 anos, foi acompanhado por mais de cinco mil pessoas no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, e foi uma despedida digna de um grande ator e galã que nos deixou um trabalho marcante em oito novelas e seis filmes, além de varias peças e passagens rápidas pela dublagem.       

Comentários
Programa Compartilha Brasil